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domingo, 10 de junho de 2012

IV Encontrão de Pentecostes - 2012 - Fotos


Realizado no dia 27 de maio o IV Encontrão de Pentecostes, com a presença de Aline Brasil e Neto Monteiro, com a presença sempre motivante da população de Amaraji e também Escada, Primavera e outras cidades.
















sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dia de Jejum, Oração e Vigília na intençao do IV Encontrão de Pentecostes.

“... Jejuou Davi e, ... passou a noite prostrado...”                   (2Sm 12,16
).

O que é o Jejum?
Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito por qualquer pessoa.

Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.

O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades. Dessa maneira, você vai escolher o almoço para fazer a refeição completa, as 5 horas faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.

O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer.

O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.

Para quem é disciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Mas como "a gente" se disciplina; como refreia a gula, alcançamos a finalidade do jejum.

Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a disciplina fica mantida. Para o doente e para o idoso, disciplina mesmo talvez seja tomar os remédios e tomar corretamente.

É bom que você tome tranqüilamente seu café da manhã, como se faz todos os dias, e, a partir daí, inicie o jejum.

O jejum é uma riqueza que precisamos reconquistar. É uma forte expressão da comunidade que decidiu fazer uma conversão, começar uma vida nova.

Você provavelmente é uma das muitas pessoas que não conheciam o que acabei de apresentar e que por esse motivo não jejuava. Agora, com uma nova compreensão do jejum, comece a praticá-lo, pois isso seguramente trará benefícios a você e ao Corpo de Cristo, a Igreja.

- Instruções

O nosso jejum será na intenção do IV Encontrão de Pentecostes e vamos fazer acompanhado das orações que vem nessa instrução.

Recebemos uma fita com uma aliança, para nos lembrar do compromisso que assumimos com Deus e com toda a Igreja, devendo ser usado em nossos bolsos, como um sinal externo de neste dia estamos em oração e jejum.

A cada hora das orações os sinos da Igreja vão tocar e naquele momento devemos parar um instante e fazermos a oração prescrita para aquele horário, entrando em comunhão com os demais membros da Igreja.

Começaremos o nosso dia de jejum as 6 horas da manhã cantando o Ofício de Nossa Senhora, na Matriz.

As 5 horas da tarde, começaremos o nosso Jejum, conforme foi explicado, para que depois da missa da noite, comecemos a nossa Vigília de Oração e Adoração, terminando as 5 da manhã com a santa missa.

Deus abençoe o seu jejum!

- Orações

9h – “Ouve, Senhor, a minha oração, ESCUTA os meus clamores, não fiques insensível à minhas lágrimas. Diante de ti não sou mais que um viajor, um peregrino, como foram meus pais” (Salmo 38, 13). Faça esta oração a partir do mais fundo do seu coração e depois faça a de São Miguel Arcanjo.

Oração a São Miguel

†São Miguel Arcanjo†, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

†São Miguel Arcanjo†, rogai por nós, vinde logo para nos socorrer e esmagai os nossos inimigos! (3 vezes)

12h - “Se achei graça a teus olhos, ó rei, e se ao rei lhe parecer bem, concede‐me a vida, eis o meu pedido; SALVA MEU POVO, eis o meu desejo” (Ester 7, 1‐7). A intercessão de Ester é figura da contínua intercessão de Maria junto a Jesus. Torne‐se um intercessor como Ester: peça por todo o nosso povo e pela intenção do Encontrão de Pentecostes e depois reze a oração seguinte.

V/. Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia.
R/. Porque Aquele que merecestes trazer em vosso puríssimo seio, aleluia.

V/. Ressuscitou, como disse, aleluia.
R/. Rogai a Deus por nós, aleluia.

V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia.
R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.

Oremos. Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição de vosso Filho Jesus Cristo, Senhor nosso, concedei-nos, Vo-lo suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos os prazeres da vida eterna. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém.

15h - “...porque me livraste da perdição, e SALVASTE‐ME DO PERIGO num tempo de iniquidade. Eis porque te glorificarei e cantarei teus louvores e bendirei o nome do Senhor” (Eclesiástico 51, 1‐17). Nem podemos imaginar de quantos perigos o Senhor nos livrou, não só daqueles que vêm de fora, mas, principalmente, daqueles que nascem dentro de nós. Tome posse dessa promessa. Depois faça a oração de São José.

Oração a São José

São José, tu foste a árvore abençoada por Deus, não para dar frutos, mas para dar sombra; sombra protetora de Maria, tua esposa; sombra de Jesus, que te chamou de pai e ao qual tu te entregaste totalmente.

Tua vida, feita de trabalho e de silêncio, me ensina a ser eficaz em todas as situações; me ensina, acima de tudo, a esperar na obscuridade firme na fé; sete dores e sete alegrias resumem tua existência: foram as alegrias de Cristo e de Maria, expressão de tua dedicação sem limites.

Que teu exemplo me acompanhe em todos os momentos: florescer onde a vontade do Pai me colocou; saber esperar, entregar-me sem reservas, até que a tristeza e a alegria dos outros sejam minha própria tristeza e minha própria alegria.
Amém.

17h – Início do Jejum.

Oferecimento

Pai misericordioso que sondas todas as coisas e que vês o que está oculto, dedico este dia de oração e jejum para que eu possa entrar em comunhão profunda com teu amor e com tua Igreja, que hoje unida em oração pede pelo IV Encontrão de Pentecostes e também pelas minhas intenções. Inspira‐me com tua luz, defenda‐me com tua graça, santifica‐me com teu Espírito. Possam me valer o preciosíssimo sangue de Jesus, a intercessão da bem‐aventurada Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.


terça-feira, 15 de maio de 2012

IV Encontrão de Pentecostes


    Voce pode comprar sua camisa na Secretaria da Paróquia (81-3553-2132), ao preço de R$ 12,00.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Virtudes Cristãs




Com o Pentecostes, ou seja, com a vinda do Espírito Santo o Cristão recebeu Dons e Frutos que devem ajudar ou fortalecer o seguimento de Jesus, vivendo virtuosamente a nossa fé e vida Cristã.

Mas o que são Virtudes?

Diz São Paulo na sua carta aos Filipenses: "Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, tudo o que há de louvável, honroso, virtuoso ou de qualquer modo mereça louvor" (Fl 4,8). Portanto, a virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, procura-o e escolhe-o na prática. "O objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus." (CIC 1803)



A virtude é o que dá o toque de perfeição no ser e no agir da natureza humana; sobretudo se o homem vem elevado e enobrecido pelas virtudes sobrenaturais. A natureza age através dos sentidos: vemos com os olhos, ouvimos com os ouvidos, conhecemos com a inteligência, etc. Se esses sentidos forem exercitados, adquirem formas estáveis de atuação, que pela repetição, se tornam hábitos. Se forem bons, são chamados de virtudes; se forem maus, vícios. Deste modo, a virtude é uma qualidade boa, que aperfeiçoa de modo habitual as potências humanas, inclinando o ser humano a fazer o bem.



Virtudes teologais

As virtudes mais excelentes são as virtudes teologais (fé, esperança e caridade) que se referem diretamente a Deus.

A fé define-se como “a virtude pela qual cremos firmemente em todas as verdades que Deus revelou, baseados na autoridade do próprio Deus, que não pode enganar-se nem enganar-nos”.

A esperança define-se como “a virtude sobrenatural pela qual confiamos que Deus, que é todo-poderoso e fiel às suas promessas, nos concederá a vida eterna e os meios necessários para alcançá-la”.

A caridade, virtude implantada na nossa alma no Batismo, juntamente com a fé e a esperança, define-se como “a virtude pela qual amamos a Deus por Si mesmo, sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, por amor a Deus”. É chamada a rainha das virtudes, porque as outras, tantos as teologais como as morais, nos conduzem a Deus, mas a caridade é a que nos une a Ele. Onde houver caridade, estarão também as demais virtudes.

Virtudes Cardinais ou morais.

Mas também são importantes as virtudes morais, que aperfeiçoam o comportamento do individuo nos meios que conduzem a Deus. Se pensar-se no modo de adquiri-las, umas são virtudes naturais ou adquiridas, pois são conseguidas com as forças da natureza, através de atos bons realizados pelo ser humano. Por exemplo: a sinceridade, a laboriosidade, a discrição, a lealdade... outras são sobrenaturais, pois são concedidas por Deus, de modo gratuito. As virtudes teologais sempre são sobrenaturais ou infusas; mas virtudes morais podem ser adquiridas ou infundidas por Deus. As principais virtudes morais são o fundamento das demais virtudes. São elas a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança.

A prudência é a virtude que dispõe a razão prática para discernir – em toda as circunstâncias – nosso verdadeiro bem, escolhendo os meios justos para realizá-lo.

A justiça é a virtude que nos inclina a dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido, tanto individual como socialmente.

A fortaleza é a virtude que no meio das dificuldades assegura a firmeza e a constância para praticar o bem.

A temperança é a virtude que refreia o apetite dos prazeres sensíveis e impõe a moderação no uso dos bens criados. Além das virtudes cardeais, o ser humano deve praticar as outras virtudes morais, especialmente a da religião, a humildade, a obediência, a alegria, a paciência, a penitência e a castidade.

Virtudes e vivencia Cristã.

Às vezes é difícil viver as virtudes naturais porque, depois do pecado original, o ser humano está desordenado e sente a inclinação ao pecado; mas Deus concede a graça que as purifica, elevando-as à ordem sobrenatural, para que ajudem o cristão a obter o fim ao qual está chamado: a eterna bem- aventurança.

Então, as virtudes, sem deixarem de ser naturais, são também sobrenaturais. Com a ajuda de Deus, as virtudes naturais firmam o caráter e levam o homem à prática do bem.

Quando são vividas de verdade, todas as virtudes estão animadas e inspiradas pela caridade. Como diz São Paulo, a caridade é o “vínculo da perfeição” (Col 3,14), a forma de todas as virtudes.

O cristão que intenta viver uma vida segundo Deus, conta com a graça divina e as virtudes, quer dizer, com todos os meios para conseguir o fim a que Deus o chama. Em conseqüência, com a ajuda de Deus e o esforço próprio, há de ir crescendo na virtude. Deus nunca o abandona, e basta que o homem lute para fazer o bem e viver a caridade.

Os filósofos anteriores ao cristianismo falavam da virtude perfeita para qualificar a nobreza do ser humano; mas falavam sob um ponto de vista puramente natural. A Igreja fala, além disso, de virtudes sobrenaturais, que Deus comunica graciosamente ao ser humano e que, quando são vividas em plenitude, levam à santidade. Na proclamação dos santos não se faz outra coisa senão investigar e sancionar que naquela vida existem provas de que tenha praticado, em grau heróico, as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, assim como as virtudes cardeais da prudência, justiça, temperança e fortaleza, com as virtudes anexas correspondentes.

E como viver uma vida virtuosa? A resposta não pode ser outra: Devemos pensar no modo de imitar a Cristo; Devemos refletir para aprendermos diretamente da vida do Senhor algumas das virtudes que irão de resplandecer na nossa conduta, pois Jesus Cristo, encarnou-se e assumiu a nossa natureza para mostrar à humanidade que Ele é modelo de todas as virtudes.

Por isso, na intimidade pessoal e familiar, na conduta externa, no trabalho e em qualquer atividade que exerça, cada um deve procurar manter-se em contínua presença de Deus, tendo Cristo como modelo, pois se não nos comportarmos desse modo, seremos pouco conseqüentes com a nossa condição de filhos de Deus. Assim é inconseqüente o homem que assegura querer ser autenticamente cristão, santo, mas que despreza o seguimento de Cristo se no cumprimento das suas obrigações não manifesta continuamente a Deus o seu carinho e o seu amor filial.

Devemos alimentar no fundo do coração um desejo ardente de alcançar a santidade, ainda que nos vejamos cheios de misérias. Mas não podemos nos descuidar, pois à medida que se avança na vida interior, percebe-se com mais clareza os defeitos pessoais. Mesmo assim precisamos procurar atingir o perfeito acabamento até mesmo nas coisas pequenas. Para isso nos servem de modelos os santos: foram pessoas como nós, de carne e osso, com fraquezas e debilidades, que souberam vencer e vencer-se por amor de Deus.

Para viver uma vida virtuosa em busca da santidade não é preciso fazer coisas “esquisitas” ou “estranhas”. Devemos levar um vida normal, procurando cumprir os deveres de nosso estado, executando bem nossas tarefas profissionais, superando-nos, melhorando dia a dia. Sermos leais e compreensivos com os outros e exigentes conosco mesmo.

O convite para a santidade, dirigido por Jesus Cristo a todos os homens, requer de cada um que cultive a vida interior, que se exercite diariamente nas virtudes cristãs. E não de qualquer maneira, pois trata-se de um objetivo árduo. Mas não nos esqueçamos que ninguém nasce santo, ao contrário, forma-se o santo no íntimo relacionamento entre Deus e o homem, já que tudo aquilo que se desenvolve começa por ser pequeno e é alimentando-se gradualmente, mediante progressos constantes, que chega a tornar-se grande.

As virtudes humanas exigem de nós um esforço prolongado, porque não é fácil manter por muito tempo a temperança diante de situações que parecem comprometer a nossa segurança. Em certas situações sofreremos bastante se quisermos cumprir fielmente os nossos deveres, pois atualmente a verdade é desprezada, e aproveitando-se disso para justificar suas atitudes errôneas, muitos alegam que ninguém diz ou vive a verdade. Porém, a prudência exige que sejamos sinceros e verdadeiros e não fujamos do dever, porque esquivar-nos a ele demonstraria uma falta de consideração e mesmo um atentado grave contra a justiça e contra a fortaleza. Por isso, um cristão, que pretende conduzir-se retamente diante de Deus e diante dos homens, precisa de todas as virtudes, não se esquecendo de que Deus a criou para a santidade.

Precisamos Esforçar-nos por não perder nunca este “ponto de mira” sobrenatural que é Jesus Cristo, mesmo na hora do lazer, do descanso ou do trabalho. Não nos esqueçamos, também, que uma vida virtuosa não se reduz a um simples testemunho de práticas piedosas. Somos cristãos, mas ao mesmo tempo, cidadãos do mundo. Se quisermos nos santificar de verdade, por amor a Deus e para correspondermos à nossa vocação de cristãos, temos que dar exemplo. Temos que esforçar-nos por oferecer com a nossa conduta o testemunho de uma pessoa responsável e mostrar que só contando com Jesus é que conseguiremos alcançar a vitória; nós, sozinhos, não podemos nada.

Portanto, cada um na sua tarefa, no lugar que ocupa na sociedade, tem que sentir a obrigação de agir como pessoa de Deus, que semeie por toda a parte a paz e a alegria do Senhor, já que o cristão perfeito traz sempre consigo a serenidade e a alegria. Serenidade, porque se sente na presença de Deus; alegria, porque se vê rodeado dos dons divinos.

Quando desempenhamos nossas atividades com o propósito de santificá-las, as virtudes entram em ação: a fortaleza, para perseverarmos no trabalho, apesar das naturais dificuldades e sem nos deixarmos vencer nunca pelo desânimo; a temperança, para nos doarmos sem reservas e para superarmos o comodismo e o egoísmo; a justiça, para cumprirmos os nossos deveres para com Deus, para com a sociedade, para com a família, para com os colegas; a prudência, para sabermos em cada caso o que convém fazer. E tudo, por Amor, movidos pela caridade.

É este é o segredo da santidade: Deus chamou a todos nós para que o imitássemos, vivendo no meio do mundo, colocando Cristo no centro de todas as atividades humanas honestas, pois ninguém se salva sem sua graça e se o indivíduo conserva e cultiva um princípio de retidão, Deus iluminará seu caminho e poderá ser santo, porque soube viver como homem de bem. Se aceitamos a nossa responsabilidade de filhos de Deus, devemos ter em conta que Ele nos quer muito humanos. Quer que a cabeça toque o céu, mas que os pés assentem com toda a firmeza na terra. O preço de vivermos cristãmente não é nem deixarmos de ser homens nem abrirmos mão do esforço de adquirir as virtudes.

Resumindo, Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ele deixou sobre este mundo pegadas claras para seguirmos. Mas nós, às vezes, não conseguimos descobrir o caminho e segui-lo, porque olhamos com olhos cansados ou turvos. Para nos aproximarmos de Deus, temos de enveredar pelo caminho certo, que é a Humanidade Santíssima de Cristo, o Filho de Deus, Homem como nós e Deus verdadeiro, que ama e que sofre na sua carne pela Redenção do mundo. Seguir Cristo: este é o segredo. Acompanhá-lo tão de perto que vivamos com Ele, como aqueles primeiros Doze; tão de perto, que com Ele nos identifiquemos. O Senhor reflete-se na nossa conduta como num espelho. Se o espelho for como deve ser, reproduzirá o semblante amável do nosso Salvador sem o desfigurar, sem caricaturas e os outros terão a possibilidade de admirá-lo e segui-lo.

o Espirito Santo e os seus Frutos

Os Frutos do Espírito Santo


O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade e Ele é o "Senhor que dá a vida e que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Foi Ele que falou pelos profetas." O Espírito Santo é o dador de todos os dons e carismas extraordinários; todos os frutos espirituais provêm d'Ele.

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Baptismo, derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma ou Confirmação, onde recebemos a efusão do Espírito que derrama sobre nós os sete dons: A Sabedoria ou Sapiência, o Entendimento, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a Piedade e o Temor de Deus.

O Espírito Santo, para além de derramar as sete grandes colunas cristãs, confere ao cristão doze frutos que são: a Caridade, o Gozo, a Paz, a Paciência, a Benignidade, a Bondade, a Longanimidade, a Mansidão, a Fé, a Modéstia, a Continência e a Castidade.

Importa definir em breves palavras, não só os dons mas, fundamentalmente os frutos do Espírito Santo.

- A Caridade é um fruto do Espírito Santo. A caridade é amor e é o maior dos dons, porque ela não desaparece, existe para além da morte. O céu vive no amor: "A fé e a esperança hão-de desaparecer, mas o amor jamais desaparecerá" (1 Cor. 13,8).

- O Gozo ou alegria é caracterizado por aquelas emoções interiores, aquela alegria interior e satisfação espiritual profunda que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. A pessoa sente um gozo inexplicável. Não há palavras humanas que possam descrever o gozo que provém do Espírito Santo.

- A Paz de que falamos não tem nada a ver com os motivos ou sensações externas mas é uma paz e suavidade interior, tal como Jesus disse aos Seus apóstolos: "Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz, não como o mundo a dá mas como Eu a dou" (Jo 14, 27). Jesus é a paz e a suavidade da alma.

- A Paciência suporta as adversidades, as doenças, as contrariedades e perseguições. A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na sua fé. O cristão paciente dificilmente é demovido da sua fé porque ele suporta tudo com paciência. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o seu Deus mas tudo suporta e aceita.

- A Benignidade é a bondade que vai para além da bondade, isto é, muitas vezes fazemos um bem mas só até certa medida. Porém, a benignidade é a execução desse bem que vai para além do que deveria ser feito.

- A bondade é fazer o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração, amando verdadeiramente. A resposta de alguém que ama a sério é: "Eu amo porque amo."

- A Longanimidade é a paciência para além da paciência, é quando alguém continua a ser paciente depois de, tantas e tantas vezes, ter sido posto à prova.

- O homem Manso dificilmente se revolta. A mansidão está sempre associada à humildade e à paciência. Jesus diz, quando se refere a Si mesmo: "Vinde a Mim que Sou manso e humilde de coração que Eu vos aliviarei. Vinde a Mim que o meu jugo é suave e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei" (Mt 11, 28-30). Este é um grande convite do Sagrado Coração de Jesus a todos nós. A mansidão é contra a ira e contra o ódio. Assim, devemos procurar ser mansos, imitando o Divino Mestre.

- A Fé, para além de ser o fruto do Espírito Santo é uma das virtudes teologais. A fé é um dom muito importante, sem ela desesperamos e desanimamos ao longo da nossa caminhada, feita de altos e baixos, com muitas dificuldades. Sem a fé, o cristão chega a certa altura, depois de muitas dificuldades desiste e começa a levantar interrogações e deixa de praticar o bem, deixa de ir à Missa e diz: "Afinal, os que não vão à Missa, têm uma vida melhor do que a minha. Então, que me adianta ir à Missa e rezar?". A fé leva o cristão a manter-se firme na sua caminhada mas esta fé tem que ser conservada e protegida. Uma das maneiras é a oração que aumenta e protege a fé. A oração mantém-nos no caminho da fé e no caminho da salvação, por isso é indispensável.

- A Modéstia relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que deve acompanhar todo o cristão pois nele habita Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio corpo, não o expondo como um mostruário. Alertai aquelas pessoas que se vestem com mini-saias, decotes exagerados, blusas transparentes, calças exageradamente apertadas, apresentando os contornos do corpo. Podemos usar roupas bonitas e arranjadas com o devido pudor e respeito pelo corpo.

- A Continência é um fruto do Espírito Santo. O homem continente sabe equilibrar-se, dominando a sua sexualidade. Sabe guardar-se e proteger-se. A continência é uma grande virtude. Se os homens e as mulheres de hoje possuíssem esta grande virtude, não haveria em muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento porque todos saberiam manter a castidade e a pureza. A continência é o domínio de si mesmo em relação aos instintos sexuais.

- A Castidade é um fruto que leva o homem ou a mulher a manter a pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da alma, não se deixando manchar, caindo em pecados contra o 6º e 9º Mandamentos. O sexto mandamento diz: "Guardai castidade nas palavras e nas obras"; e o nono mandamento diz: "Guardai castidade nos pensamentos e nos desejos."

A castidade não é só protegida quando o homem ou a mulher se abstêm de actos sexuais fora do casamento mas deve ser protegida, evitando que os olhos se fixem em programas indecentes ou imorais, ou se fixem na rua em situações impróprias porque isso leva a maus pensamentos e desejos.

S. Paulo, referindo-se aos esposos, fala da Fidelidade dizendo que aquele que é fiel à sua mulher, conserva a castidade e vice-versa. Por isso, S. Paulo quando se refere à fidelidade quer expressar a castidade também no casamento.

Estes doze frutos do Espírito Santo devem suscitar no cristão o desejo e o esforço de os conquistar. Para isso, deverá pedi-los e suplicá-los ao Espírito Santo porque a quem Lhe pede, Ele os dará. Se não os pedirdes, Ele ficará à espera. Contudo, com as preocupações, o corre-corre e a luta pela vida, muitas vezes esquecemo-nos de valores tão sublimes e elevados.

S. Paulo, ao falar dos frutos do Espírito Santo, lembrou os conceitos opostos a estes frutos que são as paixões, referindo-as como obras da carne: bebedeiras, orgias, ira, contendas, partidarismo, ciúme, ódio, inveja, adultério, fornicação. "Os que praticarem tais coisas, não herdarão o Reino de Deus" (Gl 5, 19-21). E, acrescentando,

S. Paulo diz-nos: "Devemos viver segundo o Espírito e não segundo a carne" (Gal. 5,16).

Há quem viva segundo a carne, não passa sem o sexo, sem a bebedeira, sem a ira, a raiva, a vingança, o ressentimento e até pensa que tudo isto são valores que devem ser vividos. Há programas de televisão, revistas e livros que lançam o sexo como um valor indispensável, aconselhando a juventude à libertinagem sexual e fazendo imensa propaganda dela. Isto, para o jovem menos avisado, menos orientado e menos esclarecido, é um bem e um valor sem o qual não pode viver, atirando-se desenfreadamente para a sexualidade.

Assim, perderá a sua própria personalidade. S. Paulo acrescenta: "Quem vive da carne colherá a morte, mas quem vive segundo o Espírito colherá a Vida Eterna" (Gl 6, 8).

Devemos rezar com mais assiduidade ao Espírito Santo, confiando na Sua acção e santificação na Igreja e nas almas. Sem a ajuda e o impulso do Divino Espírito Santo, nada se pode fazer ou cumprir para agradar a Deus ou à Santíssima Trindade, para seguir o verdadeiro caminho.

Os cristãos devem cultivar um amor ardente e mais confiante no Espírito Santo. A devoção ao Espírito Santo é uma devoção necessária para o cristão, uma vez que o Sagrado Coração de Jesus é inseparável do Espírito Santo, ou seja, ser devoto do Sagrado Coração de Jesus implica ser devoto do Espírito Santo que deve ser assiduamente invocado, rezado, convidado e procurado, pois só Ele nos impulsiona à prática do bem.

- Música: Anjos de resgate – invade minha alma

O Espírito Santo é a alma e o motor da Igreja, é Ele que vem conduzindo a Igreja ao longo do tempo e irá conduzi-la até ao fim dos tempos.

O Espírito Santo é o dom de Deus para a alma do cristão, é o amor e a suavidade do Pai e do Filho, Ele é o espírito da fortaleza. Foi Ele que deu aos mártires a força de morrerem, corajosa e alegremente, pela causa de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela causa do Evangelho. O Espírito Santo dá a coragem e a energia para que o cristão possa prosseguir no caminho da fé e da salvação.

O Espírito Santo que em nós diz "Abba Pai" lembra-nos que somos filhos de Deus e que, por isso, possuímos uma dignidade elevada. O Espírito Santo que conduz o cristão é uma luz indispensável para cada um de nós. Cristo é o caminho e Ele prometeu aos apóstolos uma força do Alto, o Espírito Santo Paráclito para que estes pudessem realizar tudo aquilo que ouviram e aprenderam do Divino Mestre.

A luz de Cristo que ilumina a nossa alma é o Espírito Santo pois Jesus morreu para nos dar a vida mas o homem nada pode fazer sem o socorro divino, sem a ajuda de Deus. Para a nossa santificação temos necessidade do Espírito Santo, devendo suplicar-Lhe os Seus dons e frutos. Assim, o que é impossível para nós torna-se possível se rezarmos e invocarmos o Espírito Santo, se pedirmos a Sua ajuda.

Temos como exemplo a Igreja primitiva. Pensemos e meditemos no comportamento dos Apóstolos que tiveram a coragem de deixar tudo para seguir Jesus cheios de alegria, entusiasmo e coragem, e isto, graças à acção do Espírito Santo.

Jesus instruía-os pacientemente, mas eles por vezes não percebiam os ensinamentos de Jesus porque ainda não estavam repletos do Espírito Santo. Assim contece connosco, se não estivermos cheios do Espírito Santo não percebemos muitos dos ensinamentos do Divino Mestre. É o Espírito Santo que vai despertando o desejo de seguir Jesus porque o homem por natureza é fraco e precisa desta força. Os Apóstolos andaram de país em país, de cidade em cidade, realizando prodígios, milagres, correndo perigos, sofrendo perseguições e até a morte graças à força do Espírito Santo.

Foi com os homens fracos que a Igreja primitiva se formou, porque este chamamento não depende do homem mas d'Aquele que chama. Não depende da capacidade ou da inteligência do homem, depende de Deus. O homem é apenas o canal, o instrumento, a via através da qual Deus trabalha e age desde que o homem permita e aceite a disposição de Deus na sua vida. Deus só precisa da disponibilidade do homem, o resto é feito por Ele.

Se disseres: "Eis-me aqui, ó meu Deus para fazer a Tua vontade, faz de mim o que pretendes", Deus começa a agir mas para isso é preciso que deixemos os nossos precon- ceitos, vontades, caprichos e vaidades, pois como diz Jesus: "Quem quiser seguir-Me, negue-se a si mesmo, pegue na sua cruz dia após dia e siga-Me" (Mt 16, 24). E o que significa negar-se a si mesmo? Significa dizer "Não" aos nossos caprichos, às nossas vontades, aos nossos prazeres para que, quando estivermos vazios de nós mesmos, possamos ficar cheios do Espírito Santo.

Temos que esvaziar aquilo que está dentro de nós, porque se não o fizermos, é como despejar água num copo cheio - é impossível - porque é preciso que o copo esteja vazio para que seja possível enchê-lo. Acontece o mesmo com o homem. Quando estamos cheios de nós mesmos, do nosso orgulho, da nossa vaidade, Deus resiste e recua, como diz o salmista: "Eu resisto ao orgulhoso e me aproximo do humilde de coração"

Ele escolhe o que é vil e desprezível para confundir o mundo. Deus é sempre Deus e assim ninguém poderá vangloriar-se diante de Deus porque os dons e os frutos não são méritos do homem, são dados por Deus.

S. Paulo, na carta aos Efésios 2, 8-9 escreve: "E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie." Quem se quiser gloriar deve gloriar-se em Jesus e não em si mesmo, nem nos valores mundanos, não na vanglória terrena, mas em Jesus. Assim, a tua glória será Jesus, o teu prémio será Jesus, a tua alegria será Jesus.

A acção do Espírito Santo sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes foi tão forte e notória que, de fracos e cobardes que eram, estes tornaram-se fortes e corajosos em todas as circunstâncias da sua vida, suportando com coragem e paciência todo o tipo de afrontas e até o derramamento de sangue, dando a vida por Jesus e pelo Seu Evangelho.

Todas as virtudes, como a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança, devem ser pedidas e suplicadas ao Espírito Santo. Se fores prudente, se fores forte, naturalmente que, com mais facilidade, irás resistir às influências e pressão social; mas se fores fraco não poderás resistir-lhes.

A fraqueza do cristão leva-o, num dia de Domingo, a optar por não ir à Missa para ir a um passeio. Mas, se o cristão for forte, diz: "Eu vou ao passeio, mas primeiro vou à Missa" ou "apareço mais tarde, agora não posso; vou à Missa". É curioso porque, quando se trata de faltar ao emprego, a pessoa diz: "Não posso", mas quando se trata de assuntos de Deus a pessoa desleixa-se e falta à Missa. Esta atitude é fraqueza humana e também falta de fé. Lamentavelmente, hoje são poucas as pessoas que rezam e invocam o Espírito Santo.

O Espírito Santo não deve ser invocado somente pelos grupos carismáticos mas por todos os cristãos, por todos os baptizados.

Alguns esquecem-se, muitas vezes, de invocar Maria Santíssima. Como é que se pode separar Maria Santíssima do Espírito Santo? Onde está o Espírito Santo tem que estar Maria Santíssima pois é Ela a distribuidora de todas as graças e é através d'Ela que o Espírito Santo distribui as graças ao cristão. Ela é Esposa do Espírito Santo.

Os homens fazem muitas perguntas e pedem coisas banais e passageiras mas esquecem-se de pedir o essencial que é a graça do Espírito Santo. S. Lucas no capítulo 11, 13, diz-nos: "O Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem".

Há diversidade de dons e de serviços mas o Espírito é o mesmo, pois é o mesmo Deus que opera tudo, em todos.

A manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para proveito comum. A um, o Espírito Santo dá uma palavra de sabedoria, a outro, uma palavra de ciência, a outro a fé, a outro o dom das curas, a outro o dom de operar milagres, a outro a profecia, a outro o discernimento do Espírito, a outros, o dom das línguas e a outros a interpretação dessas mesmas línguas. Tudo isto, porém, é dado pelo mesmo e único Espírito que distribui a cada um conforme entende: "A manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para proveito comum" (1 Cor 12, 7). O que significa isto? Todo o dom é dado, não para proveito pessoal mas sim para proveito dos outros, para que os filhos e as filhas de Deus beneficiem destes dons.

Não é dado porque a pessoa o merece mas porque o Espírito Santo entende dar o Seu dom a este ou àquele, para que saiba utilizá-lo em favor do bem comum.

Quando alguém recebe um dom tem que exigir de si mesmo muitos sacrifícios, muitas renúncias e muitas canseiras porque tem de fazer render o dom que foi recebido.

Assim explica a parábola dos talentos: "A quem mais recebe, mais lhe será exigido". Se recebes dois talentos vais ter que dar mais dois, quatro. Se recebes cinco vais ter que apresentar mais cinco, portanto dez. Aquele que recebeu cinco vai ter de trabalhar muito mais do que aquele que recebeu apenas dois. Por isso não devemos invejar os dons do Espírito Santo que alguém possui, porque é um pecado. Não podemos dizer: "Quem me dera a mim ter este ou aquele dom". Não, porque isso é da vontade do Espírito Santo.

Reparem neste episódio que me aconteceu. Depois da Santa Missa chamei um colega Sacerdote para estar ao meu lado a ajudar-me a rezar pelas pessoas e o Espírito Santo resolveu realizar as suas curas e libertações. Depois, à mesa, o colega perguntou-me: "Onde é que aprendeste tudo isso?" e eu respondi-lhe: "Isso não se aprende, foi dado". Portanto, os dons são dados, não são aprendidos.

A caridade é o maior dom dado pelo Espírito Santo: "A caridade nunca acabará. As profecias cessarão, as línguas também cessarão e a ciência findará. Por agora subsistem estas três: a fé, a esperança e a caridade, mas a maior delas é a caridade" (1 Cor 13, 13).

Nunca nos esqueçamos que é o Espírito Santo que santifica e edifica as almas. É tudo obra do Espírito Santo, é Ele que converte os corações, que toca neles e não o padre. Se o padre estiver cheio do Espírito Santo as suas palavras vão tocar os corações e vão convertê-los, mas é o Espírito Santo que está no padre. Se ele não tiver o Espírito Santo em si pode fazer lindos discursos, muito bem preparados, mas não toca os corações, porque não O tem presente.

Ninguém poderá dizer: "Jesus é o Senhor" ou "Jesus, eu Te amo", se não for sob o impulso do Espírito Santo, nem poderá adorar a Jesus se não for pelo Seu impulso. Ninguém poderá ser humilde se o Espírito Santo não inserir no seu coração este belo fruto de reconhecimento e de união ao seu Criador. E quanto mais humilde for a pessoa, mais graças recebe de Deus.

Muitas vezes os cristãos perdem muitas graças porque não sabem recebê-las. Vamos dar um exemplo concreto: Se Jesus Sacramentado passa por ti e tu ficas de pé, como se fosses uma sentinela, Jesus queria dar-te as Suas graças mas não as poderá dar, porque não vê em ti humildade. Então, a graça passa e vai ser entregue ao homem humilde que já a tinha em abundância porque tu não honraste o teu Deus. Perante esta situação Jesus não pode fazer nada. Muitas pessoas dizem: "Não me apetece ajoelhar". E eu digo: "Não te apetece?" Mas é o teu Deus que está diante de ti! Tens uma fraca fé ou não a tens porque não identificas Quem está presente nesse momento.

o Espirito Santo e os seus dons


Os dons do Espírito Santo

Vamos passar à explicação dos sete Dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus. É preciso compreender cada conceito e o seu significado.

- A Sabedoria é o dom que faz o cristão perceber, intuir e gostar das coisas espirituais. Sente deleite nas coisas de Deus e por isso começa a temer a Deus, a respeitá-Lo mais. Diz o salmo que o temor de Deus é o princípio da sabedoria.

- O Entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas. O Padre Pio era um sacerdote que tinha o dom do entendimento. Ele servia-se do seu dom para ajudar muitas almas. Quando alguns penitentes iam ter com o Padre Pio e, por esquecimento ou timidez, escondiam este ou aquele pecado, o Padre Pio lembrava-lhes: "Falta-te este pecado que cometeste duas ou três vezes". Este dom é utilizado unicamente para o bem do penitente.

- O dom do Conselho: quem o possui consegue dirigir, orientar e aconselhar as almas para a sua própria salvação e felicidade. O dom do conselho que é dado pelo Espírito Santo não é inconveniente, interesseiro, não aconselha segundo a conveniência pessoal mas aconselha somente para o bem da pessoa. Este dom constitui uma preciosidade, pois alerta-nos para os erros que cometemos ou soluções que necessitamos.

- O dom da Fortaleza é também uma virtude. A virtude é um bem e um dom dado pelo Espírito Santo que diz "não" ao pecado, a uma boa proposta, à pressão social, a certas modas que prejudicam a vida espiritual do homem ou da mulher. O dom da fortaleza faz com que o cristão saiba resistir a certas influências sociais e não se deixe conduzir pela pressão do grupo social ou de amigos onde está inserido. Com este dom a pessoa mantém a sua personalidade, sendo aquilo que realmente é, conservando os valores cristãos.

- O dom da Ciência permite ao homem perceber e sentir, através da natureza e dos acontecimentos do dia-a-dia a presença e a linguagem de Deus.

Quem possui o dom da ciência consegue louvar a Deus, olhando para as belezas da natureza, para a beleza de um jardim, das montanhas, da água do mar, do céu azul, das estrelas. Através da natureza, a alma lê e louva o seu Deus, agradecendo-Lhe enquanto observa uma linda flor. Em vez de ficar fixo apenas na beleza da flor, louva o autor da criação, louva o Criador.

- O dom da Piedade inclina o cristão à oração, ao louvor, à adoração, à contemplação; leva o cristão a sentir gosto pela oração, sentir desejo e gosto de estar com Deus, gosto em rezar e em falar com Deus através da oração.

O dom da piedade faz com que a pessoa não se canse de rezar e se sinta bem a rezar. Através deste dom, Deus vai revelando aspectos espirituais que muitos não percebem.

A alma piedosa tem mais luzes e percebe melhor as coisas a nível espiritual. Aquele que não reza não percebe, não entende e não vê porque não lhe é permitido ver.

Há pessoas que dizem: "Mas padre, eu rezo tanto!" e eu pergunto: "Como reza?". Não basta rezar, é preciso rezar bem, meditando nas palavras e nos mistérios que contemplamos da vida de Jesus. Experimentem rezar bem, concentrados, compenetrados e verão as maravilhas que Deus irá realizar nas vossas almas.

É lindo rezar bem. A pessoa sente na alma uma grande paz, suavidade, gozo e alegria.

- O dom do Temor de Deus leva-nos a fugir do pecado com receio de ofender e de perder Quem amamos - o nosso Deus. Este dom está, em certa medida, associado ao dom da fé porque nos faz sentir e perceber que estamos na presença de Deus e, se estou na Sua presença, não quero pecar.

O temor de Deus é um grande dom pois faz com que o homem faça tudo para não perder a graça de Deus, o Seu amor e a Sua presença. Por isso, o temor de Deus é o princípio da sabedoria.

Desta forma falamos sobre o significado de cada dom e de cada fruto do Espírito Santo, para melhor compreendermos a necessidade de invocarmos e suplicarmos ao Espírito Santo que aumente em nós os Seus dons e frutos, perseverando-nos neles até à morte.