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terça-feira, 3 de abril de 2012

Terça da Semana Santa - A Paixão segundo São Marcos


Cidade do Vaticano (RV) - A paixão segundo Marcos é a mais antiga das quatro e, certamente um dos textos evangélicos mais antigos. Ela tem como idéia central o silêncio de Jesus e sua absoluta confiança no Pai.

Quando Judas o beijou, Jesus não reagiu, como também não o fez em relação às demais agressões sofridas na Paixão e nem ao aparente silêncio do Pai.

Aqueles que desejam seguir Jesus deverão abandonar tudo, até a própria vida. Tudo em favor da vontade do Pai e de seu Reino. É necessário, como o Mestre estar só, é vivenciar a solidão.

Do mesmo modo que os discípulos, também nós queremos seguir Jesus, por amor. Mas como esse seguimento está sendo feito? Através do seguimento de idéias cristãs, de sua ética ou através do seguimento da pessoa de Jesus?

O batismo nos proporcionou esse seguimento, mas no transcorrer de nossa vida, de nosso dia a dia, abandonamos nossa vida, nossas primeiras opções, e nos deixamos às mãos do Pai, como Jesus e como Santa Terezinha do Menino Jesus gostava de fazer? E se somos submetidos às provações, qual é ou qual será nossa reação?

O abandono de Jesus e o sentir-se abandonado pelo Pai foi ultra forte; ele clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” E isso na hora da morte em que lutava pela justiça, pelos interesses do Pai!

Qual a reação de Jesus?

Ele chorou, pediu conforto ao Pai e que o consolasse. Marcos apresenta um Jesus fraco e que experimentou quão é exigente e difícil obedecer ao Pai.

Por que Jesus não discutiu? Ele sabia que a sentença já estava decidida. Por isso seu silêncio não demonstra covardia e sim, superioridade, não se perturbando com a calúnia, não se colocando no mesmo nível de seus acusadores, mas confiando na vitória final da verdade.

Jesus não temeu a derrota, mas confiou plenamente no Pai.

A entrega de Jesus ao Pai já começou a dar frutos no próprio ato. Um pagão, o centurião romano fez sua profissão de fé imediatamente à morte de Jesus: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus". Ele respondeu às perguntas que eram feitas no início do evangelho. Somente após a morte e ressurreição é que se pode compreender quem é Jesus. O que fez o centurião crer, um pagão crer, foi a entrega de Jesus, por amor, até a morte e morte na cruz. O amor rasgou o véu do templo e, desse momento em diante, todos os homens poderão ser feitos filhos de Deus. Tudo dependerá da fé em Jesus, da crença nele, da qual o centurião, segundo Marcos, foi o primeiro.

Jesus dividiu conosco as experiências dramáticas da vida!

Queridos irmãos, ouvintes da Rádio Vaticano, entramos na Semana Santa, onde aprofundaremos nosso conhecimento no amor de Cristo por nós e, consequentemente seremos agraciados com mais amor. Que possamos chegar à Páscoa da Ressurreição mais assemelhados ao Cristo obediente!

Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 1 de abril de 2012

Domingo de Ramos e o seu simbolismo



         O Domingo de Ramos (Dominica in palmis), é que propriamente da início à Semana Santa. Nesse domingo comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, seis dias antes de sua Paixão.

Chama-se "de Ramos" por causa da procissão que se faz neste dia, na qual os fiéis levam na mão um ramo de oliveira, ou de palma. A Sagrada Escritura nos narra que o povo veio ao encontro de Nosso Senhor: atiravam-se vestimentas na sua passagem; cortavam-se galhos de árvore, que se carregavam em sinal de alegria ao canto de: "Hosana ao filho de David! Bendito aquele que vem em nome do Senhor!"(Mt 21, 1-11).

Para tornar mais real a lembrança desse fato, antes da missa, o celebrante revestido de paramentos de cor vermelha ou de capa, abençoa os ramos que, logo em seguida são distribuídos aos fiéis presentes.

Depois da bênção e distribuição dos ramos, um Diácono proclama o trecho do Evangelho no qual se narra o fato, tal como aconteceu em Jerusalém (Mt 21, 1-11; Mc 11, 1-10; Jo 12,12-16; Lc 19, 28-40). E então, após a leitura, o Celebrante ou o Diácono diz:

---Irmãos e irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.

Os fiéis empunhando seus ramos seguem em procissão para a igreja onde será celebrada a Missa. Levam os ramos em sinal do triunfo real que, sucumbindo na cruz, Cristo alcançou. Baseando-se nas palavras de São Paulo: Se com ele padecemos, com ele também seremos glorificados.(Rm 8, 17).

Ramos da Paixão, ramos do triunfo

Nosso Senhor quis entrar, antes da sua Paixão, triunfante em Jerusalém, como fora predito:

1º - Para animar os seus discípulos, dando-lhes por esta forma uma prova clara de que Ele ia sofrer espontaneamente;

2º - Para nos ensinar que por sua morte Ele triunfaria do demônio, do mundo e da carne, e que nos abriria as portas do Céu.

Os ramos bentos, são um sacramental para o uso dos fiéis. Na liturgia grega e na latina, os ramos de oliveira tinham um caráter simbólico como sinais de esperança, vitória, vida.

Os fiéis levam para casa esses ramos que foram solenemente portados na procissão e que, antes receberam a benção da Igreja. Confiados na proteção de Deus, a esses ramos atribui-se eficácia curativa e protetora em ocasiões de perigos, tempestades, raios, incêndios e outras desgraças.

A procissão volta à Igreja

Chegando de volta a igreja, o clero e o povo encontram a porta, previamente, fechada.

Uma parte dos cantores estando dentro da igreja, representando os coros angélicos, entoa o "Gloria laus" (Glória, louvor e honra, a Cristo, Rei redentor).

A outra parte, ainda fora do santuário, pede em seus cantos a entrada livre para Cristo que triunfou pela cruz.

Acabado o hino, um ministro bate três vezes na porta, que não se abre. Então, o cruciferário --aquele que porta a cruz processional--- bate na porta com o pé da haste cruz. Ai, a porta se abre e deixa entrar a procissão. E o simbolismo desta cerimônia é de fácil interpretação: A Igreja fechada a princípio, representa o céu, que por causa do pecado de Adão e Eva, está fechado e no qual não entra ninguém. Mas agora abrem-se novamente as portas, por virtude da morte de Nosso Senhor na cruz. E as almas remidas por Nosso Senhor Jesus Cristo, o vencedor, podem entrar na Igreja, no Céu.

Cerimônia já antiga

A procissão, é mencionada por alguns autores já no século IV, ao passo que a benção dos ramos remonta ao século VII ou VIII.

O costume da procissão de Ramos provém já desde o século V. Os cristãos se reuniam no Monte das Oliveiras e, após a solene liturgia da Palavra, dirigiam-se em procissão à cidade de Jerusalém, levando ramos de oliveira, recordando a entrada solene de Jesus na cidade santa. A partir do século VII encontramos esse mesmo costume nas Igrejas do do Oriente e do Ocidente.

Na Idade Média, essa procissão era realizada de modo piedoso e solene: Cristo era simbolicamente representado por uma cruz ou por um livro do evangelho que ia carregado num andor ornamentado.

Usava-se também a figura de um asno de madeira que se deslocava sobre rodas e sobre o qual vinha uma imagem esculpida de Nosso Senhor. E foi também estabelecido o costume de benzer os ramos numa igreja ou capela situada fora dos muros da cidade.

Final da cerimônia

Após a procissão, o celebrante tira a capa, se estiver revestido dela, e veste a casula roxa, porque apesar destas cenas de entusiasmo e de glória na procissão pouco tempo depois destas aclamações dos judeus de Jerusalém, vão ser iniciados os opróbrios, escárnios e as dores pungentíssimas da Paixão.

A Missa solene é iniciada. Nela é cantado o Evangelho da Paixão segundo São Mateus, Marcos ou Lucas conforme o ciclo das leituras, por três diáconos ou três sacerdotes. Um deles faz o papel do evangelista, historiando o drama; outro canta as palavras de Nosso Senhor e o terceiro diz a parte da sinagoga (palavras dos judeus, de Pilatos e dos apóstolos).

Chegando a parte em que se diz: "emisit spiritum" (entregou o espírito) todos ajoelham-se e prostram-se. Em certos países, osculam a terra.
No final da leitura, diz-se: Palavra da Salvação, mas não se oscula o livro.

Após a homilia, a missa prossegue normalmente, até seu final.

sábado, 24 de março de 2012

Programação Quaresma e Semana Santa - 2012


Quaresma


Dia 27/03 – Terça-feira = 15h Confissão na Capela São Francisco, Missa e continuação das confissões.

Dia 28/03 – Quarta-feira = Via-Sacra pública nos Bairros João Paulo II e Alice Batista, Saindo da Capela de São Francisco as 19h.

Dias 29 e 30/03
– 15h: Confissão na Matriz , Missa e continuação das
confissões.

Todas as sextas as 19h, via sacra na Matriz e depois a Santa Missa.

Semana Santa

Dia 01/04 – Domingo de Ramos
16h – Procissão, saindo da Capela de São Francisco, para a Igreja Matriz e depois missa de Ramos.

Dia 02/04 (Segunda-feira santa)
– Viagem a Nova Jerusalém para assistir o espetáculo a Paixão de Cristo.

Dia 03/04 (Terça-feira Santa)
–15h :Confissão na Matriz.
-19h: Via-Sacra pública no Bairro N. Dra de Fátima.

Dia 04/04 (quarta-feira de trevas)
- 15h :Confissão na Matriz.
- 19h: Via-Sacra pública no Centro da Cidade.

Dia 05/04 (quinta-feira da Ceia do Senhor)
-Celebração da Ceia do Senhor e Lava-pés, na Matriz as 19:30h.

- Sexta-feira da Paixão
06h- Via-Sacra pública saindo da matriz até o Alto do Cruzeiro.
12h- Programa especial na Rádio Amaraji-Fm.
15h- Celebração da Paixão do Senhor na Igreja matriz.
Após a Celebração, procissão do Senhor morto e N. Sra. das Dores.
Ás 20h- Apresentação do filme: “a Paixão de Cristo”, na Matriz.

- Sábado de Aleluia
 Ás 20h- Vigília Pascal na Igreja matriz.

- Domingo da Ressurreição
19h- Missa da Ressurreição na Igreja Matriz.

sábado, 16 de abril de 2011

Domingo de Ramos - reeditando


«Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho serão dispersas.
Mas, depois da minha ressurreição, hei-de preceder-vos na Galileia!» (Mt.26,31-32)



Da Quaresma à Páscoa, percorremos o nosso caminho, sob inspiração do Salmo 22 (23), que nos revela o coração do belo Pastor!

1. Agora, concluída a Ceia, e depois de cantar os Salmos, Jesus faz uma profecia dramática e uma promessa fecunda, sobre a sorte do Pastor e das suas ovelhas[1]. Jesus aplica a Si mesmo a antiga profecia de Zacarias, que falava do Pastor, que havia de ser ferido, isto é, que havia de ser morto e, consequentemente, veria as suas ovelhas dispersar-se (Zc.13,7; Mt.26,31). De facto, numa misteriosa visão, já o profeta Zacarias aludira a este Messias, que havia de sofrer a morte e, com ela, se daria uma nova dispersão de Israel. Só através de tribulações extremas é que ele esperava a salvação da parte de Deus e a reunião dos filhos dispersos!

2. Nas palavras de Jesus, fica claro o sentido desta visão: Ele é o Pastor ferido e morto. O próprio Jesus é o Pastor de Israel, o Pastor da Humanidade. Ele toma sobre Si a injustiça, a carga devastadora da culpa. Deixa-se ferir. Coloca-se do lado de todos os vencidos, ao longo da história! Mas isso significa que, nessa hora, também a comunidade dos discípulos se dispersará! Esta nova família de Deus, ainda mal acabada de nascer, desmembrar-se-á. E assim será: Judas vai trair a amizade com Jesus, sem acreditar no Seu perdão. Pedro negará Jesus, apesar de confiar ilusoriamente nas suas forças. Os discípulos acobardar-se-ão na hora da cruz! Por fim, hão-de sobrar apenas o discípulo amado, Maria, a Mulher forte, entre muitas mulheres, que observam Jesus de longe. Mas a profecia cumpre-se: Jesus é o Pastor, que não se poupa nem é poupado, antes é ferido e morto; dá livremente a Vida (Jo.10,10), para resgate de todo o seu rebanho!

3. Mas, depois desta profecia da desgraça, segue-se imediatamente uma promessa de salvação: “Depois de ressuscitar, irei à vossa frente, para a Galileia” (Mt.26,32). “Ir à frente”, é ainda uma atitude típica de Pastor. Na verdade, Jesus, depois de passar através da morte, viverá de novo. E, como Ressuscitado, Ele é plenamente Aquele Pastor que, através da morte, conduz pela estrada da vida!

4. Como vedes, as duas coisas são típicas do Pastor belo: dar a própria vida e ir à frente. Aliás, o dar a vida é que O faz ir à frente. É precisamente por meio deste dar a Vida, que Ele nos conduz às fontes da vida. É precisamente por meio deste seu dar a Vida que Ele nos abre a porta e as fontes da Vida, que não acabará jamais. Depois da dispersão, que se segue à morte, verificar-se-á, a partir da ressurreição, a reunião definitiva de todos os filhos de Deus, que andavam dispersos (cf. Jo.11,52), onde cabem judeus e pagãos, a humanidade inteira.

5. Entramos assim, na Semana Santa, para acompanhar Cristo, até ao fim! Ele que nunca nos deixa sós, espera que nos reunamos todos à Sua volta. Não nos deixemos dispersar, pelos atractivos do sol ou das férias, ou pelos cuidados e limpezas das nossas casas. Detenhamo-nos, como as mulheres e os primeiros amigos, a contemplar Cristo Crucificado! Pois olhar para o Trespassado e lamentá-lO (cf. Zc.12,10) torna-se, já, uma verdadeira fonte de purificação! Nesse olhar e nesse lamento, tem início a força transformadora da Paixão de Jesus! Vamos todos a essa fonte, aberta para nós, na ferida aberta por nós!