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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Telefones utéis do Céu!


Confira, é realmente interessante!


Quando estiver triste, ligue João 14

Quando pessoas faltarem com você, ligue Salmos 27

Se você quer ser frutífero, ligue João 15

Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51

Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19-34

Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91

Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 139

Quando sua fé divina precisar ser ativada, ligue Hebreus 11

Quando você está solitário e com medo, ligue Salmos 23

Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Corintios 13

Para saber o segredo da felicidade de Paulo, ligue Colosenses 3:12-17

Para idéia de Cristianismo, ligue 1 Corintios 5:15-19

Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39

Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30

Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmos 90

Quando você quiser a garantia de Cristo, ligue Romanos 8:1-30

Quando você deixar a casa para trabalhar ou viajar, ligue Salmo 121

Quando suas orações forem estreitas ou egoístas, ligue Salmo 67

Para uma excelente oportunidade ou invenção, ligue Isaias 55

Quando você quer coragem para fazer uma tarefa, um dever, ligue Josué 1

Como ficar junto com companheiro, ligue Romanos 12

Quando você pensa em investimentos/retornos, ligue Marcos 10

Se seu livrinho de bolso está cheio, ligue Salmos 37

Se você perdeu a confiança nas pessoas, ligue 1 Corintios 13

Se as pessoas parecem indelicadas, ligue João 15

Se você está desencorajado com o trabalho, ligue Salmos 126

Se você acha que o mundo e você estão crescendo pouco, ligue Salmos 19

Esses telefones de emergência podem ser discados diretamente. Nenhum
operador de assistência faz-se necessário Todas as linhas do céu estão
abertas 24 horas por dia!

Boa Semana para todos!

domingo, 24 de abril de 2011

Mensagem pascal de Bento XVI deixa votos de paz para África e Médio Oriente, destacando situação dos refugiados e deslocados.


Cidade do Vaticano, 24 abr 2011 (Ecclesia) – Bento XVI alertou hoje para as “situações dolorosas” que atingem a humanidade, em especial a “miséria, fome, doenças, guerras, violências”, desejando soluções de justiça e de paz para as mesmas.

Na sua tradicional mensagem «Urbi et Orbi» (à cidade [de Roma] e ao mundo] de Páscoa, desde o Vaticano, o Papa assinalou a celebração da ressurreição de Jesus e deixou uma palavra de esperança às “comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz”.

Em particular, Bento XVI pediu que na Líbia “as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação atual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta”.

“Nos países da África do Norte e do Médio Oriente, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir uma sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana”, acrescentou.

O Papa falou da situação de milhões de refugiados e deslocados que saem de “diversos países africanos e se veem forçados a deixar os afetos dos seus entes mais queridos”, apelando à “solidariedade de todos”.

Como fizera esta sexta-feira, em entrevista televisiva transmitida na Itália, Bento XVI apelou ao entendimento político na Costa do Marfim, “onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências”.

Também o recente sismo no Japão mereceu nova alusão, com o Papa a desejar “consolação e esperança”, votos que alargou a todos os países que “nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia”.

No dia em que a Igreja Católica celebra a ressurreição de Cristo, Bento XVI lembrou as comunidades da Terra Santa, pedindo que” a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências”.

“Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança”, prosseguiu.

No dia mais importante do calendário litúrgico católico, o Papa sublinhou que “a ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa a história, certamente, mas se verifica num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével”.

Após a mensagem, o Papa dirigiu saudações de Páscoa, em 65 línguas diferentes, incluindo o português: "Uma Páscoa feliz com Cristo Ressuscitado".

Cristo Ressuscitou, Aleluia, venceu a morte com amor! Aleluia!


Feliz Páscoa!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu acuso...

J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
            Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário

OBS> Quem nos acompanhou nestes últimos anos, sabe que há mais de 15 que eu já previa estas coisas. Aliás, no final da década de 60 quando saiu a nova Lei das Diretrizes e Bases, eu disse aos meus professores: não vai dar certo! Vai virar uma máquina de criar estultos e premiar mentecaptos! E virou! mais que isso é escola de bandidos! De pequenos tiranos escarnecedores!

De qualquer forma, isso se encaixa perfeitamente nos planos da besta insana e consta nos protocolos, a biblia de satanás: o que vivemos nas escolas do Brasil e do mundo ao é ensino, nem formação de pessoas, é escola de bandidos! Ainda bem que o Novo reino vem para aliviar a carga de sofimento de milhões de bons professores, que serão obrigados no próximo a ensinar nas escolas, com video e tudo, que o homossexualismo é bom, e quantos centímetros uma menina de 12 anos precisa enfiar a lingua na boca da outra para ser um beijo lésbico.

Felizmente não tenho mais filhos na escola! Porque se eu soubesse que aqui irão também aplicar esta bandalheira, acho que eu eu movimentaria esta cidade.

Fonte: Recados do Aarão



Ser Feliz em 2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL E MUITA PAZ

NATAL COM JESUS É MAIS NATAL!



Todos os anos deseja-se: Paz, Luz, Amor, Riqueza, Fraternidade, Prosperidade e outros desejos mais...

Desejamos à você, além das mesmas coisas, um Natal Real e Verdadeiro em que o Menino Jesus receba os presentes e os parabéns e que Ele seja convidado para a sua festa, receba o seu abraço e que você se deixe ser abraçado por Ele...

Que você não se esqueça Dele, afinal,
nada teria a menor graça sem Ele...

Cabe a você transformar o ano de 2011
em um ano de Felicidades!
Coloque Jesus em sua vida! Fique com Ele sempre!

Prece de Natal

Menino Jesus, Faça nascer novamente no coração de cada um de nós:
A INOCÊNCIA, para sermos transparentes;
O CARINHO, para cativarmos amigos;
A GRATIDÃO, para valorizarmos a vida em plenitude;
O PERDÃO, para nos reconciliarmos no amor;
A COMPREENSÃO, para sabermos perdoar;
O ENCANTAMENTO, para nos apaixonarmos pela busca da felicidade;
A SABEDORIA, para respeitarmos os pontos de vista do outro;
A SOLIDARIEDADE, para aprendermos juntos a construir caminhos;
A FÉ, para acreditarmos também no outro;
A PAZ, para ajudarmos a construir sempre;
A CORAGEM, para sabermos retomar nossos sonhos;
A VONTADE DE AMAR, para sermos felizes!
Amém


Que o Menino Jesus se sinta acolhido em seu coração.
E que você tenha, junto aos que ama,
um FELIZ NATAL e um ABENÇOADO ANO NOVO!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um pouco de reflexão: Três conselhos...

                      "Aquele que não luta pelo que quer, não merece o que deseja."

         Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:  "Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você. "
         Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.
          O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.

O pacto foi o seguinte:

"Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho".

Tudo combinado.

Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso.

Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa."

O patrão então lhe respondeu: "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos; se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me
dê a resposta.

Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: "QUERO OS TRÊS CONSELHOS."

O patrão novamente frisou: "Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro."

E o empregado respondeu: "Quero os conselhos."

O patrão então lhe falou:

1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, estes dois são para você comer durante a viagem e este terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.“

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: "Pra onde você vai?“ Ele respondeu: "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada."

O andarilho disse-lhe então: "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias..“

O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.

Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.

Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se.  Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.

De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.

Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia escutado gritos durante a noite, e ele respondeu que sim.

O hospedeiro perguntou-lhe se não estava curioso a respeito, e ele respondeu que não. O hospedeiro prosseguiu: “VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite... e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.”

O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.

Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.

Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele pensou: "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE.  Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.

Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA".

Dirigiu-se à porta da casa e bateu.  Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente.
Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos lhe diz: "Eu fui fiel a você e você me traiu..."

Ela espantada lhe responde: "Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos!"

Ele então lhe perguntou: "E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?"

"AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade.“

Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.

Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.

APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e, ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação!

Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...

Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...

Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e que, principalmente, não se esqueça de CONFIAR em DEUS... (mesmo que a vida, muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Bento XVI pede aos jovens que sejam os 'santos do século XXI"



LONDRES (AFP) - O Papa Bento XVI pediu nesta sexta-feira aos alunos das escolas católicas britânicas que sejam "os futuros santos do século XXI", em um ato que reuniu cerca de 5.000 jovens e professores no estádio da Universidade de St. Marys de Twickenham (sudoeste de Londres).

"Espero que, entre quem ouvir hoje, esteja algum dos futuros santos do século XXI", declarou o Papa. "O que Deus deseja mais de cada um de vocês é que sejam santos".

"Quando os convido a ser santos, peço que não se conformem em ser a segunda fila. Peço que não persigam uma meta limitada", acrescentou ante a audiência.

"Ter dinheiro não é suficiente para torná-los felizes. Estar altamente qualificado em determinada atividade ou posse é bom, mas isso não os encherá de satisfação, a menos que aspiremos algo ainda maior. Chegar à fama não nos faz felizes", recordou.

"A verdadeira felicidade se encontra em Deus", enfatizou em seu primeiro ato público desta sexta, segundo dia de sua histórica visita ao Reino Unido.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Preparemo-nos, Jesus está voltando - Lucia Silveira


Nestes últimos dias, temos visto e ouvido na mídia, e, principalmente na Liturgia Católica, exortações sobre a volta triunfante de Jesus Cristo, o Filho Divino do Pai Eterno.


Não sabemos quando nem como, mas temos a certeza que Ele virá. E nós estamos preparados? Preparemo-nos, portanto, com alegria, muita fé e entusiasmo, na prática do amor de Deus, no compromisso com o evangelho e na misericórdia com os irmãos, pois tudo isso nos dá a certeza de que Cristo é a fonte da Felicidade.

"Felizes aqueles cuja vida é pura e seguem a lei do Senhor" (Sl 118, 1-2).

O desejo de Jesus é que sejamos felizes, porque ele é a própria bondade e deseja a nossa felicidade muito mais do que nós mesmos desejamos. Ele nos criou a sua própria imagem e semelhança, portanto, não rejeitemos Jesus em nossa vida. Devemos procurar evitar o que nos apraz, nossos desejos materiais, a forma de nos apresentar, a vaidade de ser mais e melhor do que o irmão. Devemos, sim, nos preocupar mais em andar nos caminhos de Cristo e não adorar ídolos, nem entregar-nos a luxúria.

Jesus veio ao mundo para participar da vida humana, nos mostrando o caminho da felicidade, da paz e alegria, através da sua Igreja.

Muitos de nós fechamos os ouvidos do coração e procuramos a alegria e a felicidade nas vaidades e nos prazeres temporários, esquecendo que essa felicidade buscada no pecado reduz-se a cinzas.

Jesus nos exorta que voltemos para ele e entreguemos nossa mente, o nosso coração e a nossa alma, ele não nos esconderá a verdade e nos ensinará o caminho da felicidade.

Jesus nos fala:

- Feliz é aquele que não segue os conselhos dos maus, que não anda em pecado, que não insulta o Criador com estulta arrogância.

- Feliz é aquele que estende a mão aos necessitados e pobres.

- Feliz é aquele que guarda a minha lei de dia e de noite, que me procura e abre o seu coração.

- Feliz é aquele que em mim se refugia, eu serei a sua defesa, eu o animarei e o protegerei de todo o perigo. Terá grande paz, e para ele não haverá pedra de escândalo.

Jesus também nos diz:

- Serás feliz se temeres o teu Senhor e caminhares com fé e confiança em seus caminhos.

- Tudo te dei, quero que sejas um pacificador, um criador de alegria e felicidade para todos os que te rodeiam.

-Desejo o teu amor e te digo que o fruto do amor não é depressão e sim a felicidade, o entusiasmo, a alegria! portanto, o que tens a temer? Procuras viver alegremente! Viver com felicidade! Viver com entusiasmo!

Tua alegria deve estar em que Deus existe, e é o dono de tudo.

Te digo ainda, filho, que não atrairás para mim as pessoas que amo muito, sendo mal-humorado, triste, inseguro, temeroso, pessimista.

Eu não te disse: "Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hopócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuaram?" (Mt 6,16).

E não disse: "Vinde a mim... e eu vos aliviarei"? (Mt 11,28).

Tantos julgam Jesus como um Deus severo, áspero, satisfeito com o espetáculo de uma pobre criatura humana enxugando a fronte borbulhante de suor e pergundo ansiosamente a si mesmo: "Será possível que eu me salve?"

Será que Jesus deu a sua vida para nos atormentar? Para nos tornar infeliz? Jesus não tem complacências na tristeza, nas trevas, no abatimento, mas na alegria, na luz, na felicidade. Portanto, irmão tranquiliza o teu coração e andas com Jesus. Mesmo quando os homens te desprezam e te perseguem e dizem, falsamente, toda sorte de mal contra ti, por causa de Jesus, procura alegrar-te e ficar sereno.

Jesus é a tua luz e a tua salvação. A quem poderás temer?

Assim, irmãos, enquanto esperamos a vinda de Nosso Salvador, estejamos atentos na alegria que a fé nos transmite e sejamos firmes na esperança da Salvação.

Jesus te ama!

Por Lucia Silveira

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A preocupação do homem moderno (Lúcia Silveira)




A grande preocupação do homem é como fazer para livrar-se da cruz que lhe pesa nos ombros.

São imensos os esforços que o homem está fazendo para evitar a carga da cruz, do sofrimento; a gente quer ter uma novidade sem sofrimentos, sem dores, sem problemas; mas neste afã desmedido o homem encontra a sua penitência.

Acontece que o homem de hoje desconhece que o sofrimento pode encerrar um verdadeiro valor; desconhece este fato e o rejeita. Em seu esforço por encontrar uma vida sem sofrimentos, topa com alguns sofrimentos sem vida; isto é, sem sentido, sem projeção e é justamente isto que o amargura: que não pode evitar de sofrer e que não vê nenhum sentido para seu sofrimento.

Do ponto de vista cristão, diríamos que aquele que quer encontrar um Cristo sem cruz, encontrará uma cruz sem Cristo; e uma cruz sem Cristo torna-se esmagadora, amarga, insuportável de carregar, impossível de levar no coração.

"Andando, porém, através de tentações e tribulações, a Igreja é confortada pela força da graça de Deus prometida pelo Senhor, para que na fraqueza da carne não decaia da perfeita fidelidade, mas permaneça digna esposa de Seu Senhor e, sob a Ação do Espírito Santo, não deixe de renovar-se a si mesma, até que pela cruz chegue à luz que não conhece ocaso" (Lumen Gentium, 9).

(Lúcia Silveira)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

o perdão


O Que Significa Perdoar?


José tinha apenas dezessete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão. Separado de sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros. José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Gênesis 37; 39).

Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais. Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia nos conta que José experimentou seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Gênesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.

Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.

O que é o Perdão?

A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).

A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!

O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).


O Perdão é Condicional

É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”

E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.

Perdão Não É . . .

De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.

A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.

O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!

Como Posso Perdoar?

O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.

E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).

Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).