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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Irmã Dulce será beatificada neste domingo


Religiosa brasileira falecida era conhecida como “anjo bom”

SALVADOR, quinta-feira, 19 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Ela foi postulada ao prêmio Nobel da Paz em 1988 pelo governo brasileiro. Recebeu visitas de João Paulo II em 1980 e 1991, um ano antes da sua morte. A Irmã Dulce Lopes Pontes será beatificada neste domingo, em Salvador da Bahia, em uma cerimônia celebrada pelo seu arcebispo emérito, cardeal Geraldo Majella Agnelo, em representação do Papa Bento XVI.

“Cada santo é um exemplo de Cristo – disse o purpurado, ao ficar sabendo de sua beatificação -, como no caso da Irmã Dulce, que se dedicou diariamente, ao longo de sua vida, aos pobres e sofredores.”

Pelo seu trabalho incansável com os pobres, mendigos e desamparados, o jornal O Estado de São Paulo a nomeou a mulher mais admirada da história do Brasil.

Sensibilidade frente aos mais necessitados

Seu nome era Maria Rita e ela nasceu em 1914. Tinha 6 anos quando sua mãe morreu, e suas tias se encarregaram da sua criação. Aos 13 anos, uma delas a levou para conhecer as regiões mais pobres da sua cidade, fato de despertou nela uma grande sensibilidade. Assim, aos 18 anos, começou a fazer parte da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde começou a chamar-se Irmã Dulce.

Uma das inspirações para o discernimento da sua vocação foi a vida de Santa Teresa do Menino Jesus: “Acho que sou como o pequeno amor do meu pequeno coração, que, por mais que tenha, é pouco para um Deus tão grande”, escrevia a Irmã Dulce quando entrou no convento.

“A exemplo de Santa Teresinha, acho que devem ser agradáveis ao Menino Jesus todos os atos pequenos de amor, por menores que sejam”, disse aquela vez.

Amor feito obras

Seus pequenos atos de amor se traduziram em grandes obras sociais: a Irmã Dulce fundou a União Operária de São Francisco, um movimento cristão de operários na Bahia.

Mais tarde, começou a refugiar pessoas doentes em casas abandonadas em uma ilha de Salvador. Depois foram desalojados e ela transladou esse lugar de refúgio a um antigo mercado de peixes, mas a prefeitura a obrigou a deixar esse lugar.

O único lugar onde ela podia receber mais de 70 pessoas que precisavam de assistência médica era o galinheiro do convento onde vivia. Este se converteu rapidamente em um hospital improvisado.

Assim começou a história de outra de suas fundações, o hospital Santo Antônio, que foi inaugurado oficialmente em maio de 1959, com 150 camas. Atualmente, recebe 3 mil pacientes por dia.

Hoje, suas fundações são conhecidas com o nome de Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A instituição funciona como uma entidade privada de caridade sob as leis brasileiras, acreditadas pelo Estado federal e registradas pelo Conselho Nacional do Bem-Estar e o Ministério da Educação.

Dentro dessas obras também se encontra o Centro Educacional Santo Antônio, situado na região de Simões Filho (BA).

Em seus últimos 30 anos de vida, a saúde da Irmã Dulce estava muito debilitada. Tinha somente 30% da capacidade respiratória. Em 1990, começou a piorar e durante 16 meses permaneceu hospitalizada. Lá recebeu a visita do hoje Beato João Paulo II, com quem havia tido uma audiência privada dez anos antes.

Depois, foi transladada ao convento de Santo Antônio, onde morreu em 13 de março de 1992. Milhares de homens e mulheres em condições de extrema pobreza se reuniram para dar-lhe o último adeus, diante dos seus restos mortais.

No ano passado, seu corpo foi transladado à Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde se descobriu que havia permanecido incorrupto de maneira natural.

O milagre para a sua beatificação ocorreu em 2001, quando Cláudia Cristiane Santos, hoje com 42 anos, sobreviveu a uma hemorragia incontrolável logo após dar à luz. O sangramento não cessava, apesar das três cirurgias que lhe foram feitas. Os médicos haviam perdido toda esperança de que sobrevivesse e, quando seus pais pediram a intercessão da Irmã Dulce, em uma corrente de oração liderada pelo Pe. José Almí de Menezes, a hemorragia parou imediatamente.

Este fato foi a confirmação de uma vida virtuosa, centrada na oração e na caridade a partir das pequenas coisas, que neste domingo chega aos altares.

“O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios”, dizia a Irmã Dulce.

(Carmen Elena Villa)

 E a TV Canção Nova, em parceria com a TVE/Bahia, será responsável pelo pool de transmissão da beatificação de Irmã Dulce para canais de todo o Brasil no próximo dia 22/5, a partir das 16h.
         Além da cobertura total da TV Canção Nova, mais de 30 profissionais do Sistema Canção Nova de Comunicação (TV, Rádio AM e FM, Portal e WebTV), estarão envolvidos na cobertura do evento, direto de Salvador (BA) com flashs ao vivo no sábado, 21, e no domingo, 22, e a transmissão da Santa Missa de beatificação marcada para as 17h. A emissora também transmitirá dois documentários sobre a vida de irmã Dulce. O primeiro vai ao ar no domingo, às 16h; o segundo será veiculado após a missa e conta a história do milagre que a elevou aos altares.

sábado, 19 de março de 2011

São José













A vida de São José


        Esposo da Virgem Maria e padrasto de Jesus. Ele figura na infância de Jesus conforme a narrativa de Mateus (1-2) e Lucas (1-2) e é descrito com um homem justo. Mateus descreve os pontos de vista de José e Lucas descreve a infancia de Jesus com José.
        José é descendente da casa real de David. Noivo de Maria ele foi visitado por um anjo que informou a ele que ela estava com um filho e que o filho era do "Sagrado Espirito". Ele tomou Maria e a levou para Belem e estava presente no nascimento de Jesus. Avisado de novo, por um anjo das intenções do Rei Herodes José levou Maria e Jesus para o Egito. Eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo, apareceu de novo a José, avisando da morte de Herodes. José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando da ovelhas e de Maria quando os reis magos chegaram. Defendeu o bom nome de Maria e Jesus Deus o chamava de pai e queria ser conhecido como filho de José. Ele levou Maria e Jesus para visitar o templo e apresentar Jesus a Deus no templo. E juntamente com Maria ficou preocupado quando Jesus teria se perdido no templo, isto quando Jesus tinha 12 anos.
        A ultima menção feita a José nas Sagradas Escrituras é quando procura por Jesus no Templo de Jerusalem. Os estudiosos das escrituras acreditam que ele já era um velho e morreu antes da Paixão de Cristo. Veneração especial a José começou na Igreja moderna ,onde escritos apócrifos passaram a relatar a sua história. O escritor Irlandês, do nono século Felire de Oengus comemora José, mas veneração a José só se espalhou no 15° seculo. Em 1479 ele foi colocado no calendário Romano com sua festa a ser celebrada em 19 de março. São Francisco de Assis e Santa Teresa dAvila ajudaram a espalhar a devoção, e em 1870 José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa Pio IX. Em 1889 Papa Leão XIII o elevou a bem próximo da Virgem Maria e o Papa Benedito XV o declarou patrono da jjustiça social. O Papa Pio XII estabeleceu uma segunda festa para São José, a festa de "São José, o trabalhador" em primeiro de maio. Ele é considerado pelos devotos como padroeiro dos carpinteiros e na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um homem velho com um lírio, e algumas vezes com Jesus ensinando a Ele o ofício de carpinteiro.
         De acordo com um antiga lenda, Maria e as outras virgens do Templo receberam ordens para retornar a sua casa e se casarem. Quando a Virgem Maria recusou-se, os anciões oraram por instruções e uma voz no Santuário instruiu a eles a chamarem todos os homens que podiam se casar para a Casa de David e para ele deixarem seus cajados no altar do templo durante a noite. Nada aconteceu. Os anciões então chamaram também os viúvos, entre eles estava José. Quando o cajado de José foi encontrado na manhã seguinte coberto de fores (" as flores no bastão de Jesse") a ele foi dito para tomar a Virgem Maria como esposa e a guardasse para O Senhor. Muitas vezes o cajado florido é mostrado como um bastão de lírios
          Outra versão da vida de São José é relatada nos "Atos de São José" que é tido por muitos como sendo apócrifa, mas estudiosos como Origens, Euzébio e São Cipriano fazem referência em suas obras. Nesses "Atos" José teria se casado jovem e só foi prometido a Maria quando já era viúvo. José teria tido, no primeiro casamento, duas filhas e quatro filhos sendo o caçula chamado Tiago, que Jesus considerava como irmão e com ele teria passado sua infancia e parte de sua adolecência. E Maria achou o menor Tiago na casa de seu pai e este estava triste pela perda de sua mãe e Maria o consolou e o criou. Assim Maria é as vezes chamada de mãe de Tiago. Com o passar dos anos o velho José tinha uma idade bem avançada, mas nunca deixou de trabalhar, nunca sua vista falhou e nunca ficava sem rumo, tonto, e como um rapaz ele tinha vigor e suas pernas e braços permaneceram fortes e livres de nenhuma dor. Quando aproximou-se a sua hora um anjo do Senhor veio até ele e disse a ele que estava para morrer e ele levantou-se e foi para Jerusalém orar no santuário e disse: "O Deus autor da consolação, O Senhor da compaixão, ó Senhor de toda a raça humana, Deus de meu corpo e espirito, com súplica eu Vos reverencio e Ó Senhor e meu Deus, se agora meus dias terminam e eu preciso deixar este mundo, peço a Vós que envie o arcanjo Miguel, o príncipe dos Vosso anjos, e deixe ele ficar comigo e leve minha alma deste aflito corpo sem problemas e sem terror. E José foi enterrado pelos seus amigos e parentes sem o odor dos mortos.
        Estaria explicado assim a grande polêmica do "irmão" Tiago que Jesus pediu para tomar conta de sua mãe Maria e deu origem a várias discussões sobre a virgindade de Maria.
        Desse modo os "Acts of Saint Joseph" teem o seu lado positivo e negativo e tem que se ter cuidado para lê-los assim como os "Acts of Saint Paul".

Sua festa é celebrada no dia 19 de Março.

Cumpre observar que no passado , no mês de março, as cartas terminavam
com SJMJ que significa: Salve Jesus, Maria e José.

terça-feira, 13 de abril de 2010

SEGUNDO SANTO BRASILEIRO PODE SER DE BARRA DO PIRAÍ

         
O Vaticano abriu a possibilidade para que o Brasil tenha o seu segundo santo e ele deve ser novamente do Vale do Paraíba, o pelo menos, tem ligação com a região. Foi autorizada a abertura de processo de canonização de Franz de Castro Holzwarth, advogado morto a tiros na Cadeia Pública de Jacareí há 27 anos.
            Holzwarth tinha apenas 38 anos e era vice-presidente da Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). Era um profissional que atuava nos municípios de Jacareí e São José dos Campos e, na época, sua morte chocou toda a região e repercutiu em todo o Brasil, porque defendia as pessoas humildes e dedicava-se aos oprimidos, principalmente no trabalho em defesa dos encarcerados.
          O provável segundo santo brasileiro nasceu no dia 18 de maio de 1943 em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.Com apenas 20 anos de idade, Franz de Castro veio para Jacareí em 1962, onde estudou na Faculdade de Direito da antiga Fundação Valeparaibana de Ensino( atual UNIVAP), em São José dos Campos. Formou-se em 1968.
             Sua morte bárbara aconteceu durante um motim na cadeia de Jacareí no dia 14 de fevereiro de 1981. Franz de Castro Holzwarth foi chamado para ser o mediador da rebelião e se ofereceu para ficar como refém, no lugar de um policial militar.
             Logo após a libertação do policial, o carro que levava o advogado foi metralhado. Franz foi atingido com cerca de 30 tiros.
             Assim, após Frei Galvão, o Brasil poderá ganhar mais um santo. Apesar de ser nascido no Estado do Rio, Franz Holzwart tem sua história ligada diretamente ao Vale do Paraíba.
        Seu nome, em homenagem ao compromisso e militância na Advocacia, foi emprestado ao prêmio da OAB – SP. Também em Volta Redonda, foi homenageado com seu nome em uma unidade prisional no bairro Roma I: Casa de Custódia Franz de Castro Holzwarth.

fonte: jornal Diário do Vale

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Santo do dia

Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa



A aparição de Nossa Senhora das Graças ocorreu no dia 27 de Novembro de 1830 a Santa Catarina Labouré, irmã de caridade (religiosa de S. Vicente Paulo). A santa encontrava-se em oração na capela do convento, em Paris (rua du Bac), quando a Virgem Santíssima lhe apareceu. Tratava-se de uma "Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso... Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés... As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas ..."

A Santíssima Virgem disse: "Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem ...".
Formou-se então em volta de Nossa Senhora um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Nisto voltou-se o quadro e eu vi no reverso a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria - o de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxeram por devoção hão de receber grandes graças".
O Arcebispo de Paris Dom Jacinto Luís de Quélen (1778-1839) aprovou, dois anos depois, em 1832, a medalha pedida por Nossa Senhora; em 1836 exortou todos os fiéis a usarem a medalha e a repetir a oração gravada em torno da Santíssima Virgem: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".
Esta piedosa medalha - segundo as palavras do Papa Pio XII - "foi, desde o primeiro momento, instrumento de tão numerosos favores, tanto espirituais como temporais, de tantas curas, protecções e sobretudo conversões, que a voz unânime do povo lhe chamou desde logo Medalha Milagrosa".


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Santo do dia

Quinta-feira, dia 26 de Novembro de 2009


S. João Berchmans, jovem seminarista, +1621

João Berchmans nasceu em Diest (Bélgica), em 1599. De família muito humilde, teve que trabalhar como criado para pagar os seus estudos. Não pôde realizar outra coisa em sua vida do que ser estudante, caso insólito dentro da tipologia da santidade medieval e da sua concepção de santidade “heróica”. Contudo, viveu toda a vida sob o império da santidade. Cada um dos seus actos era realizado como numa competição consigo mesmo. Foi chamado o mestre do detalhe na santidade, “Maximus in minimus” era seu lema. Assim, em Berchmans o heróico ganhou um novo sentido, ou como ele mesmo escrevia: “Minha penitência, a vida diária”. Entrou para a Companhia em 1616 e fazia a filosofia quando adoeceu e morreu em 1621. Amorosamente fiel às regras, humilde, colega sempre alegre e gentil, estudante esforçado, tornou-se padroeiro da juventude e modelo de obediência e amor à Companhia. Canonizado por Leão XIII em 1888.

Oração de São João Berchmans

Anjo santo de Deus querido, que por divina disposição me tomaste debaixo de vossa santa guarda desde o primeiro instante do meu ser e nunca cessastes de defender-me, iluminar-me e reger-me:
Eu vos venero como padroeiro, amo-vos como guarda, submeto-me à vossa direcção e me dou todo a vós para ser por vós governado.
Pelo amor de Jesus Cristo vos rogo e suplico que não me abandoneis, ainda quando eu vos for ingrato, ou rebelde às vossas inspirações, antes benignamente me reponhais em caminho direito, quando dele me desviar.
Iluminai-me nas minhas dúvidas, nas quedas levantai-me, fortalecei-me nos perigos, até me introduzires no céu, a ter convosco a eterna felicidade.

Jaculatória
Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, pois que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.

Beato Tiago Alberione, presbítero, fundador, +1971


Quando era Sumo Pontífice o papa Leão XIII, e sopravam ventos de mudança com o advento do modernismo e a ciência questionava a fé; quando multidões de trabalhadores se afastavam da Igreja; quando a mulher começava a tomar parte na vida social; quando a imprensa e o cinema anunciavam a Era da Comunicação; na noite em que tinha início o século XX, na catedral de Alba (Itália), durante horas de adoração, a Palavra de Deus foi dirigida a Tiago, um jovem estudante de Teologia, inteligente, inquieto e generoso.

Vinde a mim todos – dizia o Senhor – as pessoas não vão à Igreja, ide às pessoas. Um chamamento que teve a força de uma vocação profética. E Tiago sentiu a sua pequenez, a sua total incapacidade: mas naquela noite ele viu mais longe, compreendeu a missão da Igreja no novo século; sentiu compaixão pelas multidões que via como ovelhas sem pastor; viu pessoas generosas que sentiam como ele, e se juntavam e organizavam, uniam forças e consagravam a sua vida à causa do Evangelho; compreendeu que a Boa-Nova podia multiplicar-se e percorrer os caminhos da comunicação humana, rápida e eficaz. E acreditou.
A luz daquela noite orientou a sua vida, e, na fidelidade do dia-a-dia, tornou realidade aquela visão.

O Concílio Vaticano II, no Decreto Inter Mirifica (4/12/1963), reconhece os meios de comunicação social como veículo para anunciar a Palavra de Deus.

O Padre Alberione antecipou em 50 anos esta nova visão da Igreja.

Ele foi proclamado bem-aventurado em 27 de Abril
de 2003, pelo papa João Paulo II.

Hoje, em todo o mundo, existem cerca de 10 000 pessoas, em 10 instituições religiosas por ele fundadas; pessoas que consagram a sua inteligência, as suas forças, a sua vida à causa do Evangelho.

sábado, 31 de outubro de 2009

Todos os Santos



Haverá outro fim que não seja o de chegar ao reino que não tem fim?

A árvore arrancada, cortada pela raiz, e depois de novo plantada – o salgueiro, por exemplo – de novo cresce, de novo floresce; não viverá de novo o homem a esta terra arrancado? Os grãos ceifados repousam, dormem nos celeiros e renascem na primavera; e o homem ceifado, lançado nos celeiros da morte, acaso não renascerá? A cepa da vinha, o ramo cortado da árvore, transplantados, avivam-se e dão frutos; e o homem, para o qual tudo foi criado, porque caído, não se poderá reerguer?

Contemplai também o que se passa à nossa volta. Meditai no quadro deste vasto universo. Semeio trigo ou qualquer outro grão; tomba, apodrece e não pode servir para alimento do homem. Mas dessa mesma podridão renasce, ergue-se, multiplica-se; apenas semeei um grão e colho vinte, trinta ou mais. Para quem foram eles criados? Acaso o não foram para nosso uso? Não foi por si mesmos que todos estes grãos saíram do nada. Mas se o que para nós foi criado morre e renasce, como seríamos nós, nós, por causa de quem todos os dias este prodígio se opera, excluídos dum tal benefício? Para nós, também, haverá ressurreição. (São Cirilo de Jerusalém)

Oh, quão grande será esta felicidade, quando, terminado todo o mal, brilhando todo o bem sua mesma luz, mais não nos entregarmos que aos louvores de Deus que está tudo em todos! (...)
Eis que aí residirá a verdadeira glória que nos não será dada nem por erro, nem por favor; eis a verdadeira honra que não será recusada a quem a merecer, nem concedida àquele que dela não for digno; e não pode haver candidato indigno onde ninguém poderá estar se não for digno; eis enfim a verdadeira paz, onde nada se sofrerá de contrário a nós mesmos ou a outros. A recompensa da virtude será o mesmo Autor da virtude, que a Si se prometeu dar, recompensa a maior e a melhor que pode ser (...)
Será Ele o fim de nossos desejos, Ele, Aquele que sem fim veremos, que sem desgosto amaremos, que sem fadiga louvaremos. Esse dom, esses sentimentos, essa ocupação, certamente a todos serão comuns, como o será a mesma vida eterna. (...)




A vontade desta Cidade Santa será, pois, una em todos e indivisível em cada um; vontade livre, liberta de todo o mal, cheia de todos os bens, para sempre desfrutando das eternas alegrias no esquecimento de seus pecados e suas misérias, mas não no esquecimento da libertação e reconhecimento que ao seu libertador deve. (...)


Eis que então seremos em paz e veremos; veremos e amaremos; amaremos e louvaremos. E eis que isto será o fim sem fim. E haverá, para nós, algum outro fim que não seja o de chegar ao reino que não tem fim? (Santo Agostinho)

Há a Comunhão dos santos. Começa em Jesus. Ele está dentro dela. É a cabeça. Todas as orações, todos os sofrimentos juntos, todos os trabalhos, todos os méritos, todas as virtudes de Jesus juntas e as virtudes de todos os outros santos juntas, todas as santidades juntas trabalham e rezam para toda a gente junta, para toda a cristandade, para a salvação de todo o mundo. (...)

Temos que nos salvar todos juntos. Temos que chegar todos juntos junto de Deus. Temos que nos apresentar todos juntos. Não podemos ir para o pé de Deus uns sem os outros. (Charles Péguy)


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Santo do Dia

S. Narciso


Comemorado em 29/10
Séc. II - bispo - ''Narciso é o nome de uma flor

Segundo Eusébio, S. Narciso era natural da Palestina e foi o 15º bispo de Jerusalém, eleito em 189. Presidiu ao Concílio de Cesaréia (197) e encabeçou a lista de assinaturas de uma carta que o episcopado da Palestina enviara ao papa S. Vitor. Nesta carta, os bispos declaravam observar os ritos e usos da Igreja romana. Contam que certa vez fora acusado de um crime que não cometera. Os caluniadores confirmaram por falsos juramentos a acusação. O primeiro dissera que se estivesse mentindo que o queimassem vivo. Já o segundo chamou sobre si a praga da lepra, se o que havia dito não fosse verdade. Narciso ficou muito desgostoso e resolveu deixar a cidade secretamente. Foi para o deserto de Nítria, onde viveu oculto durante 8 anos. Aconteceu, então, que abateu sobre os caluniadores o mal que cada um havia arrogado sobre si: o primeiro morreu queimado; o segundo foi consumido pela lepra; e o terceiro ficou cego. Voltando a Jerusalém resolveu reassumir juntamente com o bispo Górdio o pastoreio de seu rebanho. Morreu por volta 212, aos 116 anos de idade.

Oração do Deus que ilumina nosso interior.

Deus, nosso Pai, vós sois a luz da nossa vida. Nos momentos de escuridão, iluminai nosso interior e mostrai-nos uma saída. no momento de desorientação, dissipai as sombras que impedem a descoberta das nossas limitações e das nossas qualidade pessoais. Nós vos pedimos, Senhor: Quando tudo se confunde, vós, que sois o Caminho, manifestai o que em nós é oculto e reorganizai o nosso caos e dai solução para nosso caso. Vergados e trôpegos, tornai leve o que se fez pesada pena. O que em nós foi distorcido e aviltado, seja endireitado e sua pureza resgatada. Vós sois a vida, exorcizai o que em nós não foi compreendido ou malbaratado. Passivos e acomodados, abri nossos olhos para que contemplemos no firmamento vossas obras dançantes e na arte humana a manifestação da vossa glória pelos séculos. Nos momentos de angústia, desfigurai o que é grave e sério e sustentai o que é leve e frágil. Que a tristeza não nos aflija e a depressão não nos oprima, mas dêem lugar à alquimia de bons humores. Vós sois o sal que dá sabor à nossa existência. Do que for insosso recuperai os sabores. Nossos erros e falhas não leveis em conta. Nossas sendas tortuosas aplainai. A ternura e o amor nos ensinai. Plenificai-nos com sonhos salutares e promessas realizadas. Vós, que vos fizestes o Verbo encarnado, habitai a carne viva da história humana e regenerai-nos de nossos erros.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Santo do dia

Comemorado em 27/10


B. Madre Maria Encarnación Rosal

1820 - fundadora - Maria quer dizer excelsa, sublime

Primeira guatemalteca a ser beatificada, Maria Encarnación foi a reformadora do Instituto das Irmãs Bethlemitas, fundada pelo bem-aventurado Pedro Betancourt. Nasceu em Quetzaltenango, Guatemala, aos 26 de outubro de 1820. Em 1838, ingressou no Mosteiro de Belém, do qual foi priora em 1855. Inspirada no lema Perca-se tudo, menos a caridade, procurava pautar a vida no amor, humildade, pobreza e na entrega generosa de si a Deus e ao próximo. Procurou reformar o Mosteiro de Belém, mas diante da resistência das irmãs adversas às mudanças, afastou-se e, inspirada no carisma de Pedro Betancourt, fundou um novo instituto na cidade natal, dedicado ao serviço dos necessitados, à educação das crianças e dos jovens, à promoção e assistência social. sua vida foi uma síntese de trabalho e contemplação, da m´sitica e da ação. Hoje o Instituto das Irmãs Bethlemitas está presente em cerca de 13 países. Foi beatificada por João Paulo II, no dia 4 de maio de 1997.


S. Frumêncio
séc. IV - bispo


Frumêncio viveu no século IV e foi o primeiro bispo católico a evangelizar a etiópia. Segundo S. Rufino, Frumêncio e Edésio viajavam com o filósofo Merópio de Tiro. Ao chegar na Etiópia, Merópio foi assassinado e o dois jovens escravizados pelos nativos da Costa da Somália. Conduzidos à corte de Axum, Frumêncio tornou-se secretário particular do monarca e, mais tarde, preceptor dos filhos do rei. Sua influência foi tal que obteve permissão para que fossem construídas igrejas na Etiópia. Conseguiu de S. Atanásio de Alexandria o envio de missionários àquele país, tendo ele próprio sido sagrado bispo da jovem igreja de Axum pelo próprio Atanásio, Os etíopes o chamavam de Abá Salama, que significa Portador de luz.

Oração da Luz que vem de Deus

Deus, nosso Pai, sois o Dia Eterno, a Luz de toda luz que não tem fim. Em Jesus vós tornastes a nossa claridade infinita, o Sol que ilumina do nascente ao poente nossas vidas. Quem vos segue tem a luz da vida e não anda nas trevas da inveja, da injustiça, do ódio e da vingança. Vós que dissestes: Faça-se a luz!, fazei brilhar nos corações aflitos e atribulados a luz do entendimento das coisas adversas. Num mundo tantas vezes ofuscado pelas trevas da violência que agride, fere e cega de cegueira mortal o humano coração, dai-nos a graça de sermos portadores da Luz. Por isso, Senhor, as nossas sombras dissipai. Os caminhos aclarai. À plenitude da vida conduzi-nos. Assim possamos participar já aqui, neste mundo, das promessas de uma terra sem maldades.