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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Oração para as aflições


Chagas abertas, oh coração ferido!

Sangue de Cristo, ficai entre nós e o perigo!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Por que nao se fala mais em casamento?

Ninguém espera viver como namorado a vida toda. Muitas mulheres falam da dificuldade de encontrar um namorado; outras, por sua vez, mesmo namorando há algum tempo, reclamam da falta de compromisso do rapaz com relação ao futuro do relacionamento ou de que o namoro parece não progredir como gostariam. Medo e insegurança podem realmente rondar os pensamentos dos namorados, especialmente quando certas decisões dizem respeito a compromissos definitivos. Assumir a responsabilidade do casamento pode causar frio na barriga de muitos ao imaginarem o futuro e as complexidades da vida a dois, o que exigirá do casal disposição recíproca em fazer de suas vidas um enxerto.

Ninguém espera viver – como namorado(a) – por um tempo indeterminado. Mas há alguns detalhes que talvez possam facilitar a compreensão dos possíveis motivos que levam ao adiamento da tão esperada data e, por sua vez, eliminar as inseguranças quanto ao compromisso para o casamento. Todavia, muitos casais, independentemente da necessidade de preparar os enxovais, mobiliar a casa, entre outras tarefas comuns aos nubentes, justificam ser ainda muito cedo para optarem pelo matrimônio. O casal sabe que deverá abdicar de coisas comuns à vida de solteiro, as quais lhes possam parecer insubstituíveis.

Algumas pessoas têm a imagem do casamento como uma prisão, mas, diferentemente disso, nesse novo estado de vida, apenas não cabem alguns dos antigos hábitos. Contudo, vale lembrar que a vida de quem opta pela experiência conjugal não se congela no tempo simplesmente pelo fato de se estar casado. Uma vez casado, uma nova perspectiva se abre para o jovem casal, agora, entrelaçando seus interesses, partilhando responsabilidades e abrindo-se ao aprendizado do convívio a dois.

Ao fazermos nossas escolhas assumimos as responsabilidades vislumbrando algum tipo de compensação pelo esforço empreendido. É muito desagradável para alguns casais de namorados perceberem que, mesmo depois de anos, levam o namoro como se os constantes desentendimentos fossem normais; vivem como se suportassem um ao outro em meio às brigas e discussões e qualquer situação pode ser motivo para mais uma crise. Outros continuam com o namoro somente pelo fato de estarem vivendo por muitos anos o relacionamento. Quando questionados sobre o assunto, dizem estar apenas acostumados com a companhia do outro. Entretanto, por maior que possa ser a intimidade no namoro existente entre esses casais, ainda assim não estão convencidos de dar um passo mais sério.

Seria difícil imaginar um futuro promissor com alguém que não se empenha em romper com o mau humor, cujo negativismo, a baixa autoestima e a dificuldade em se fazer afável a outros estão sempre à mostra. Qualquer uma dessas características faz com que até mesmo os amigos se distanciem de alguém assim. Se tais comportamentos não conseguem manter os amigos, tampouco poderiam convencer o(a) namorado(a) de que essa pessoa é um bom partido. Ao ponderar essas dificuldades presentes no relacionamento, que vantagens o casal poderia prever para o futuro do namoro a ponto de assumir o compromisso da vida conjugal?

Esses exemplos, entre outros, podem ser um sinal para os namorados avaliarem se o esforço empreendido ao longo desse convívio tem sido compensador até mesmo para continuar o namoro. Por essa razão, os namorados precisam viver esse tempo com muita dedicação e estar atentos a tudo que não favoreça o crescimento do casal.

Antes que o namoro venha a celebrar bodas, melhor seria que os namorados – olhando para casamentos que são para eles bons modelos e procurando evitar os erros cometidos por aqueles que foram malsucedidos –, investissem na própria mudança de comportamento, fazendo-se flexíveis às novas exigências de uma vida comum.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ser Católico

Ser católico é viver a fé como dom de Deus e tudo ofertar para o bem dos irmãos e irmãs.


“É não cair na tentação de pensar que as conquistas e os resultados só dependem do próprio esforço e da própria capacidade de programar e agir. Deus, com sua graça, tudo pode realizar e dar cumprimentos a tudo o que depende de cada um”

Um jovem me fez essa pergunta. Disse que há algum tempo está em crise de fé e tem buscado a solução em igrejas evangélicas. Em uma delas, ao se confessar católico, ouviu dizer que a palavra “católico” nem sequer está na Bíblia. Pedi que ele abrisse a sua Bíblia no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20.

“É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”

Você percebeu que fiz questão de colocar em negrito uma palavrinha que aparece de modo insistente no texto: “TODO”. Jesus tem todo o poder; devemos anunciá-Lo a todos os povos, guardar todo o ensinamento d’Ele na certeza de que estará todos os dias conosco. Essa ordem de Cristo foi levada muito a sério pelos discípulos. Em grego a expressão “de acordo com o todo” pode ser traduzida por “Kat-holon”. Daí vem a palavra “católico” (em grego seria: Καθολικός). Ao longo do primeiro e segundo séculos os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como “cristãos” e “católicos”. As duas palavras eram utilizadas indistintamente. Ser católico já significava “ser plenamente cristão”. O Catolicismo, portanto, é o Cristianismo na sua “totalidade”. É a forma mais completa de obedecer ao mandato do Mestre antes de sua volta para o Pai. O mesmo mandato pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter o Cristo todo, ou seja, ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar o Cristo a todos, ou seja, ser missionário. Isso é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!

Ao que tudo indica o termo “católico” se tornou mais popular a partir de Santo Inácio de Antioquia (discípulo de São João), pelo ano 110 d.C. Pode significar tanto a “universalidade” da Igreja como a sua “autenticidade”. Quase na mesma época, São Policarpo utilizava o termo “católico” também nesses dois sentidos. São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, dizia: “A Igreja é católica porque está espalhada por todo o mundo; ensina em plenitude toda a doutrina que a humanidade deve conhecer; conduz toda a humanidade à obediência religiosa; é a cura universal para o pecado e possui todas as virtudes” (“Catechesis” 18:23).

Veja que já estão bem claros os dois sentidos de “católico” como “universal e ortodoxo”. Durante mil anos os dois significados estiveram unidos. Mas por volta do ano 1000 aconteceu um grande cisma, que dividiu a Igreja em “Ocidental e Oriental”. A Igreja do Ocidente continuou a ser denominada “católica” e a Igreja do Oriente adotou o adjetivo de “ortodoxa”. Na raiz as duas palavras remetem ao significado original de Igreja: “autêntica”.

A Igreja católica reconhece que cristãos de outras Igrejas podem ter o batismo válido e possuir sementes da verdade em sua fé. Porém, sabe que apenas ela conserva e ensina, sem corrupção, TODA a doutrina apostólica e possui TODOS os meios de salvação.

Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica favorecendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca a ordem do Mestre, que disse: “Fazei isso em memória de mim!” A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a Ave-Maria, mas, por ser evangélico, não conseguia. Perguntei por quê? Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o “Magnificat” em que a Santíssima Virgem proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… E se questionava sobre o porquê de sua geração tão evangélica não fazer parte desta geração que proclama Bem-aventurada a Mãe do Salvador!

Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O castigo do caluniador

Tinha a Rainha Santa Isabel, esposa do Rei Dom Dinis, um criado de confiança, muito bom e fiel, a quem costumava entregar as esmolas dos pobres.


Outro criado, invejoso e caluniador, levara a mal a confiança da Rainha.

Ferido de ciúmes, vai ter com o rei e começa com grandes fingimentos, sem acabar de dizer o que queria. Por meias palavras dava a entender que o caso era grave e aguçava assim a curiosidade do rei. Até que ele, irritado, gritou:

– Fala por uma vez, e fala já!

Foi então que o invejoso se saiu com uma mentira muito feia contra o próprio amigo. Nada mais, nada menos, que andava a conquistar o amor da rainha.

O rei acreditou. Furioso, saiu para o campo, a espairecer e, ao mesmo tempo, a preparar o castigo para o criminoso.

Passando por um forno, onde se queimava cal, teve uma idéia. Era ali que haveria de morrer o malvado. E diz ao forneiro:

— Amanhã, muito cedo há de vir aqui um homem a perguntar da minha parte: — Já está feito o que o rei mandou? Quando ele disser tais palavras agarrai-o e arremessai-o ao forno. É um criminoso que merece tal castigo.

No dia seguinte, pela manhã, chamou Dom Dinis o pajem, de confiança da rainha e disse-lhe que fosse ao forno de cal perguntar se já estava feito o que o rei tinha mandado.

Partiu logo o inocente rapaz. Ao passar por uma igreja, ouvindo tocar os sinos, entrou e ficou até ao fim da missa. Seguiram-se mais duas e ouviu-as também. Ansioso o rei por saber do sucedido, mandou, passada uma hora, o seu criado (o invejoso) perguntar ao forneiro se já estava cumprido o que na véspera lhe tinha mandado.

Partiu o caluniador, com grande pressa.

O caluniador – Já está feito o que o rei mandou? – Mal acabava de perguntar e os homens do forno o agarraram-no. Apesar dos seus protestos e gritos amarraram-no e lançaram ao forno, onde em breve ficou reduzido a cinzas. Pouco depois compareceu o criado inocente, perguntando:

—Já está feito o que o rei mandou?

—Sim, está tudo feito e acabado.

Correu o rapaz para o paço a dar a notícia. Ao vê-lo são e salvo assombrou-se Dom Dinis e não pôde conter-se sem bradar:

—Como é isto? Que fizeste?

—Senhor – confessou ingenuamente o pajem – eu ia cumprir a vossas ordens quando em uma igreja ouvi os sinos. Entrei e ouvi aquela missa e mais duas, porque o meu pai, à hora da morte me recomendou que ficasse até o fim das missas que ouvisse começar. Como sempre assim fiz, também hoje não quis faltar.

Assombrado ficou o rei, vendo aqui a justiça de Deus.

Abriram-se-lhe, de repente, os olhos da alma. Reconheceu a inocência da rainha, a virtude deste pajem e a maldade do outro.

Grande recompensa de quem tanto estimava a missa! E castigo tremendo para o criado caluniador.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ele sofreu por nós!

      
      Na cruz, Ele olhava para baixo e via uma multidão de pessoas olhando para a sua nudez, nesse momento os anjos voavam ao seu redor, adorando-o e com as sua asas eles tentavam cobrir a sua nudez , mas por serem seres celestiais não conseguiam, eles choravam junto com os apóstolos, sua mãe e aqueles que o amavam. Mas em um momento Ele disse: Pai perdoai-os pois não sabem o que fazem. Na mesma hora os seu olhos se encheram de lágrimas de amor e compaixão para conosco. Seu coração cansado já de bater, seu corpo debilitado por falta de água e as feridas sofridas pelo flagelo não o deixaram vencer, e mesmo assim Ele amou mais ainda.

        O seu olhar era amor , amor sem medidas pela sua vida .

        Ele tomou sobre si naquele momento todas às nossas enfermidades e nossos pecados, não reclamou de nada, só amou.




Jesus,
Quero beijar teus pés,
Quero Lavar teus pés, com minhas lágrimas .
Quero untar teus pés, e o perfume é minha vida
Ao meu Amado Jesus Cristo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A soberba do Homem e a graça de Deus. (Lúcia Silveira)


A soberba derrubou o homem. Só a humildade pôde levantá-lo e restabelecê-lo em graça com Deus. Seu mérito não está no que ele sabe, senão no que ele faz. A ciência sem as obras não o justifica no tribunal supremo, antes agravará sua sentença.


Não deixa a ciência de ter suas vantagens, pois que vem de Deus; mas esconde um grande laço e uma grande tentação: "A ciência incha, diz São Paulo; ela alimenta a soberba, inspira uma secreta preferência de si próprio, preferência criminosa e, ao mesmo tempo, louca, porque a mais vasta ciência não é a mais que um outro gênero de ignorância, e a verdadeira perfeição consiste unicamente nas disposições do coração.

Não esqueçamos nunca que somos nada e nada possuímos em próprio senão o pecado, que a justiça quer nos abaixemos entre todas as criaturas, e que, no reino de Jesus Cristo, "os primeiros são os últimos e os últimos serão os primeiros" (Mt 19, 30).

Oração:


Ó! meu Deus, quantas vezes amigo de mim e esquecido de vós, me esvaeço como os fumos do mundo! Dai-me, Senhor, o verdadeiro espírito de humildade, a fim de que, sendo no mundo o último dos homens, possa entrar com os primeiros no reino de vosso divino Filho no Céu. Amém.