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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Natal

         O Natal é a data mais importante do calendário cristão, quando é celebrado o nascimento do Menino Jesus. Mas quando falamos sobre Natal, podemos abrir um leque de histórias, contos e tradições, que até hoje são transmitidas de geração a geração.
          Para que sua festa fique ainda mais bonita e alegre, vamos contar um pouco sobre as histórias que existem por trás de alguns símbolos e enfeites natalinos, e vamos expor o que eles representam para esta época de harmonia e paz entre amigos e familiares.

Papai Noel ou São Nicolau

Diz a lenda que São Nicolau era um homem muito rico e muito generoso. Conta-se que ele distribuía dinheiro aos pobres e presenteava as crianças que não tinham com o que se alegrar. Faleceu no dia 6 de dezembro, tornando este dia o Dia de São Nicolau. Esta data é muito lembrada e comemorada em alguns países do oriente, onde os pais ainda presenteiam seus filhos fazendo uma referência a São Nicolau. Por causa da proximidade de sua festa com a data do nascimento de Cristo, acabou-se transferindo lentamente a tradição de presentear as crianças para o dia 25 de dezembro. Os pais costumavam dizer que era São Nicolau quem trazia os presentes do céu. São Nicolau foi se tornando um símbolo natalino e o 1º Papai Noel reconhecido pelo mundo.

SINOS
Acredita-se que o som das badaladas dos sinos espantem todas as coisas ruins e atraiam boa sorte e alegria.

GUIRLANDA
Representa a presença do Menino Jesus na casa. Normalmente é colocada na porta de entrada dos lares, deixando visível que aquela casa esta protegida.

Árvore de Natal

Muitas histórias são contadas sobre a origem da árvore de Natal, mas tudo indica que sua origem é tipicamente alemã. Hoje, ela é um dos símbolos mais expressivos do Natal e as crianças aguardam ansiosas para ajudar os pais a enfeitá-la com flocos de algodão, fitas, luzes e bolas coloridas. Segundo a lenda, a árvore é a representação de Jesus, que é o tronco, e nós somos os ramos. As bolas e as luzes coloridas representam os frutos por ela produzidos, indicando a nossa caridade e generosidade.

Canções de Natal

A mais popular das músicas da noite de Natal, “Noite Feliz”, foi criada pelo padre Joseph Franz Mohr e pelo professor Franz Xavier Grueber. A letra veio da inspiração do padre, em uma noite estrelada, que ficou imaginando como teria sido a noite em Belém, quando Jesus nasceu. Escreveu a letra em forma de poema, uniu a melodia presenteada pelo compositor Grueber e utilizou-a na Missa do Galo de 1818. Hoje, “Noite Feliz” é cantada em inúmeros idiomas.

Noite Feliz

Noite feliz! Noite feliz!
Oh Senhor, Deus de Amor,
Pobrezinho nasceu em Belém.
Eis na lapa Jesus, nosso bem.
Dorme em paz, oh Jesus!
Dorme em paz, oh Jesus!

Noite feliz! Noite feliz!

Eis que no ar vêm cantar
Aos pastores
Os anjos do céu
Anunciando
A chegada de Deus,
De Jesus Salvador!
(BIS)

Noite feliz! Noite feliz!

Oh! Jesus, Deus da Luz,
Quão amável é teu coração
Que quiseste nascer
Nosso irmão
E a nós todos salvar.
E a nós todos salvar!

sábado, 28 de novembro de 2009

Advento, a coroa do advento e suas velas




Eis o momento de Luz. "Voz que clama do deserto: Preparai o caminho do Senhor" (Mt 3,3).


Sim, já Isaías a seu tempo proferia estas palavras (Is 40 1ss), e até aos dias de hoje, ouve-se este clamor. Advento. O anúncio da "boa nova", a preparação espiritual da cada cristão para o "memorial natalino".

Popularmente, ou comercialmente, esta atmosfera santa foi para planos secundários, e logo surgiram junto com todos os belos enfeites, as guirlandas, coroas, sininhos, e inclusive a árvore.
             A "coroa de Advento" é um símbolo significativo, pois quer lembrar a "boa nova" que se anuncia. A Coroa de Advento. Não se trata de um elemento venerativo, mas de um símbolo importante que antecede o momento festivo da data magna. E' dos símbolos natalinos o mais significativo depois da árvore de Natal.
Sua apresentação, popularizou-se nas formas mais criativas: redonda; quadrada; linear; em palha seca; em ramos; com flores; e dispostas nas portas e janelas; vitrines comerciais e mesas. Simplesmente para alegrar e enfeitar.

Mas seria apenas para enfeitar ou teria algo mais em seu significado?

           Em nossa casa, ela é construída a partir de um aro de sustentação, um anel como uma aliança. Este "aro" faz recordar a união, a aliança de Deus com os homens. (Gn 9, 11-13) "porei nas nuvens o meu arco; será por aliança entre mim e a terra". Lembra a aliança de Jesus na Santa Ceia: (Lc 22, 19-20) "depois de cear, tomou o cálice dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue...". Sim, uma aliança de paz, comunhão e amor entre os homens.
           A este arco, unimos uma quantidade grande de ramos, através de um fio; um arame, forte o bastante para sustentar esta união; forte o bastante como nossa fé que nos une e mantém em Cristo, assim como Jeremias disse: (Jr 50, 5b) "vinde unamo-nos ao Senhor, em aliança eterna que jamais será esquecida". Estes ramos são ciprestes, verdes e exuberantes e de aroma suave. O cipreste é citado na Bíblia, como exemplo revigorante: (Is 55,130) "em lugar de espinheiro crescerá cipreste... e será para a glória do Senhor". Ou ainda, (Os 14,8) "eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim se acha o teu fruto, diz o Senhor". Cada ramo destes, por pequeno que seja, representa uma vida; a sua, a minha, a do pobre e a do rico.
            Mas, observe: colocamos também ramos de videira e galhos secos e, alguns enfeites. Cristo diz: (Jo 15, 1-10) "eu sou a Videira, vós sois os ramos". Almejemos ser estes ramos de aroma suave, que produzem frutos de amor, de fé e comunhão. E os galhos secos nos lembram as palavras do Senhor: "todo ramo que estando em mim não der frutos ele (o Pai) o corta; e todo aquele que der fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda" (Jo 15,2).
              Depois de montada com os ramos, a envolvemos com uma fita vermelha. Esta fita simboliza o ato da aliança pelo sangue de Cristo, que nos enlaça a cada Ceia, na remissão dos nossos pecados. Que mesmo havendo aquele "arame da união", nos mantém unidos e seguros.
                Observe os pratinhos, que sustentam as velas. Tão insignificantes! Estes simbolizam o sustento da vida, assim como no Salmo 54, 4: "eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida". É bom saber que nossas vidas têm Deus e Seu amado Filho como amparadores.
              As velas geram luz e resplendor. Significam a Vida por excelência. Não faltam citações na Bíblia para esta simbologia: (Jo 1, 1-5) "e a vida era a luz dos homens"; (Mt 5,14) "vós sois a luz do mundo". E somos constantemente lembrados e exortados: (Jo 12,36) "Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da Luz". Viver na Luz, é entregar-se à vida como um sol que nasce e se põe, mas brilha sempre.
             Os enfeites são pequenos símbolos que mostram o quanto somos amados por Deus que nos enriquece a vida com tantas coisas belas, com tanto carinho, com tanto amor. São as marcas das "Belezas do Criador" nas veredas pelas quais caminhamos.
              A Boa Nova: Cristo veio, vem e virá. Pois é, não bastam tantos símbolos contidos em nossa coroa, que querem nos lembrar de tantas mensagens antecedendo ao Natal. Que querem lembrar o verdadeiro sentido desta vida que Deus nos concedeu. Advento é momento de reflexão, de revisão, de busca do perdão. É momento de preparar-nos para o que haverá de vir em plenitude de glória. "Voz que clama do deserto: Preparai o caminho do Senhor" (Mt 3,3). Nos quatro domingos que antecedem ao Natal...
         No primeiro Domigo do Advento acendemos a primeira vela. (Mq 5, 2) "E tu Belém, Efrata, pequena demais... de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da Eternidade". A boa-nova profética da vinda do Messias.
         No segundo Advento acendemos a primeira e a segunda vela, surge mais uma luz a brilhar: (Lc 1,19) "O anjo traz as boas-novas de Zacarias, anunciando um filho que será o precursor de Cristo, a voz que vem do deserto... João Batista". Aquele que nos conclama à preparação, à acolhida.
        No terceiro Advento. Ah! A terceira vela é acesa (junto com a primeira e a segunda) e anuncia antecipadamente: (Lc 2,10) "eis aí vos trago boa-nova... é hoje que vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador". Polêmica antecipação? Ou remete-nos à anunciação de um fato já realizado? Cristo nos nasceu. Preparemo-nos ao memorial da Graça.
        No quarto Advento todas as velas acesas. Sim, se adiciona a última vela, sem que seja a última luz... (Hb 4,2a) "porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles...". Fato vivido, fato narrado. O testemunho de ontem através dos tempos até nossos dias. "Deus se revela a nós através da história", a história de cada pessoa individualmente; de cada povo... de cada época.
                                          E depois, vem o Natal... (só depois!).
         Especulações sobre um fato real já vivido? Cristo veio, vem e virá. Estas boas-novas, hoje, significam não apenas ver belos enfeites, lindos presentes, antecipar ou abreviar fatos... Mas, enxergar a verdadeira mensagem de Deus. Estar atento ao significado de cada símbolo presente nesta época. Estar atento ao verdadeiro sentido da vida que Deus nos confiou, para sabermos administrá-la num permanente "Advento" no testemunho do viver em Cristo. Tenhamos portanto, em nossos corações esta Coroa da Aliança e da Boa-Nova, que junto com a "Coroa do Calvário" selam o verdadeiro sentido do Natal.