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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amar Cristo é amar a Igreja


"Como é possivel separar o nosso amor a Jesus Cristo daquele que devemos à sua Igreja?

Jesus Cristo associou misticamente em si os filhos dos homens para formar com esses uma coisa só, deixando, todavia, subsistir a própria personalidade de todos aqueles que se teriam unido a ele. E como em Jesus Cristo não existe se não uma só pessoa, assim todos os cristãos devem formar com ele um só corpo. Ele serà a cabeça e esses os membros.

A Igreja é o preço do sangue de Jesus Cristo e o objecto do seu amor infinito pelos homens. Amou-a mais do que a sua vida e, através dele, esta é cara a Deus Pai que desde toda a eternidade a tinha amado até ao ponto de dar o seu Filho único:

“Deus amou de tal modo a humanidade que lhe entregou o seu Filho único” (Jo 3,16).
Também o Espírito Santo, prometido pelo Salvador Divino, veio para se unir a ela e nunca mais se separar, para ser como que a sua alma, para inspirá-la, iluminá-la, dirigí-la, sustentá-la e realizar nela as grandes obras de Deus (cf. Act 2, 11).

Todos aqueles que são membros da Igreja vivem na casa espiritual de Deus, ou melhor, são esses mesmos aquela casa, um templo imenso no qual todo o universo deve entrar e cujas pedras são todas vivas.(...) Foi Deus mesmo que construíu esta casa com cimento divino.

Ora, queridos irmãos, perguntar-vos-emos: não amar com um amor filial a Esposa de Jesus Cristo, a qual nos foi dada por ele como Mãe, não amar a família do Homem-Deus, a sua casa vivente, o seu templo santo, a sua cidade terrena, imagem da cidade eterna, o seu reino, o seu rebanho, a sociedade que ele fundou, em suma a obra que foi objecto de toda a sua actividade e que é o objecto de todas as suas complacências aqui na terra, não é não querer amá-lo a ele mesmo?

Não é desconhecer os planos da sua misericórdia, os direitos do seu amor e aqueles da sua potência?

Não é desconhecê-lo como Salvador, como Redentor dos homens, como vencedor do inferno e da morte, e como Senhor soberano ao qual foram dadas em posse todas as nações da terra? (cf. Sl 2, 8)."

De “Lettera pastorale” de Santo Eugénio de Mazenod para a quaresma de 1860.

Oração
Oh Deus, que na tua misericórdia, quiseste enriquecer o santo Bispo Eugénio de Mazenod grandes virtudes apostólicas para anunciar o Evangelho às gentes, concede-nos, por sua intercessão, de arder no mesmo espírito e de tender unicamente ao serviço da Igreja e à salvação das almas. (Colletta della festa di sant’Eugenio de Mazenod)

sábado, 28 de maio de 2011

Católico, porque sou Cristão!

Sob que forma o cristianismo dominou reinos, submeteu reis e senhores e se estendeu sobre todo o ocidente, senão sob a forma católica e sob a autoridade unificadora do Bispo de Roma?
Foi esta Igreja e seu Concílios que definiram o cânon biblico tanto do Novo como do Antigo Testamento. Foram os bispos em Niceia que definiram, (apesar de Ário, fundamentar sua heresia com a própria palavra de Deus) que Jesus Cristo é verdadeiro Deus, Incriado, Eterno e tendo a mesma e unica natureza divina do Pai; que definiu a divindade do Espírito Santo; que estabeleceu normas liturgias e morais.          
           Por mais de mil anos, até a chegada de Lutero, ele mesmo que saiu desta Igreja.

Foi apenas sob esta forma que o cristianismo foi forte, ininterrupto, universal.

Formaram-se igrejas nacionais e étnicas, fechadas sobre si mesmas e voltadados para o seu povo; Surgiram milhares de homens, que apegados a uma frase biblica, a uma forma de vida, ou crendo que igreja traiu Cristo e sonhando com uma igreja segundo a sua vontade, conseguiram alguns seguidores, porem em nenhum destes homens ou destes movimentos reformadores se pode ver a força histórica, sob pessoas e povos, se não na Igreja Católica.
Elas nos deu os sacramentos, as normas litrugicas, uma organização forte e definida, capaz de enfrentar as mais poderosas instituições e sujeitou a si o próprio Estado e os seus chefes, reis, imperadores.
Foi dela que os ditos evangélicos receberam os livros da bilbia, a divindade de Cristo, pois se não fosse pela coragem e perseverança dos seus bispos e patriarcas contra tantas heresias, provavelmente hoje os cristãos estariam divididos entre arianistas, monofisistas ou nestorianos, que dividiam Cristo, sendo o carnal de Maria e o Verbo filho de Deus e muitos outros.

Ser cristão até o século XVI, o tempo de Lutero era ser católico.

Termos estes, sinonimos. Um não poderia seguir sem o outro.Ou melhor nem se quer se precisaria dizer. Sou católico para ser da Igreja. Bastava apenas afirmar: sou cristão. Os que saiam da Igreja católica tampouco eram identificados como cristãos, mas antes como luteranos, calvinistas, Anabatistas, e apenas secundariamente cristãos; são como galhos cortados ou separados da grande arvore. Para ser de fato verdadeiro cristão só sendo catolico porque foi a Igreja catolica que sustentou, defendeu e e espalhou o  cristiansimo por todo o mundo. Negar a autenticidade da Igreja, sua instituição divina é afirmar que Deus permitiu que durante muito tempo, em quase todos os lugares, e para milhares de povos, um cristianismo adulterado, falso e herético, houvesse dominado o mundo. Neste caso onde estavam os verdadeiros cristãos? Deus pode permitir uma heresia por certo período de tempo e para determinados povos a fim de prova-los. Porem nunca durante um tempo muito tempo para todas as épocas e povos.

        Que resta a nós perante a realidade histórica senão reconhecer que sem a Igreja Católica não teria existido civilização cristã.

Imperfeita, sim? Jesus nunca prometeu uma igreja de membros perfeitos, mas uma igreja que permaneceria até o fim dos tempos e que jamais seria vencida por maiores que fossem os poderes do inferno que se levantassem contra ela.
       Então ser católica é o mesmo que ser cristão; e cabe a nós, imitando santa Joana d´Arc amar a Igreja com todas as nossas forças, tendo consciência de que é esta o sustentáculo de nossa fé cristã.