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sábado, 24 de março de 2012

Programação Quaresma e Semana Santa - 2012


Quaresma


Dia 27/03 – Terça-feira = 15h Confissão na Capela São Francisco, Missa e continuação das confissões.

Dia 28/03 – Quarta-feira = Via-Sacra pública nos Bairros João Paulo II e Alice Batista, Saindo da Capela de São Francisco as 19h.

Dias 29 e 30/03
– 15h: Confissão na Matriz , Missa e continuação das
confissões.

Todas as sextas as 19h, via sacra na Matriz e depois a Santa Missa.

Semana Santa

Dia 01/04 – Domingo de Ramos
16h – Procissão, saindo da Capela de São Francisco, para a Igreja Matriz e depois missa de Ramos.

Dia 02/04 (Segunda-feira santa)
– Viagem a Nova Jerusalém para assistir o espetáculo a Paixão de Cristo.

Dia 03/04 (Terça-feira Santa)
–15h :Confissão na Matriz.
-19h: Via-Sacra pública no Bairro N. Dra de Fátima.

Dia 04/04 (quarta-feira de trevas)
- 15h :Confissão na Matriz.
- 19h: Via-Sacra pública no Centro da Cidade.

Dia 05/04 (quinta-feira da Ceia do Senhor)
-Celebração da Ceia do Senhor e Lava-pés, na Matriz as 19:30h.

- Sexta-feira da Paixão
06h- Via-Sacra pública saindo da matriz até o Alto do Cruzeiro.
12h- Programa especial na Rádio Amaraji-Fm.
15h- Celebração da Paixão do Senhor na Igreja matriz.
Após a Celebração, procissão do Senhor morto e N. Sra. das Dores.
Ás 20h- Apresentação do filme: “a Paixão de Cristo”, na Matriz.

- Sábado de Aleluia
 Ás 20h- Vigília Pascal na Igreja matriz.

- Domingo da Ressurreição
19h- Missa da Ressurreição na Igreja Matriz.

sábado, 9 de abril de 2011

Quinto Domingo da Quaresma - 10/04/2011


Queridos irmão se irmãs, paz e bem em Cristo Jesus!

         Depois de uma caminhada - mais ou menos longa - chegamos à Celebração do quinto e "ultimo" domingo do Tempo da Quaresma. Nestes três últimos domingos (contando com este), fomos agraciados com techos do Evangelho de São João que nos revelaram, ou melhor, tentaram nos revelar a Verdadeira Face de Deus por meio das atitudes de Jesus: Jo 4, 5-42 (Samaritana - III Domingo), Jo 9, 1-41 (Cego de Nascença - IV Domingo) e, o de hoje, Jo 11, 1-45 (Ressureição de Lázaro - V Domingo). São uma sequência de textos que, se bem compreendidos por nós, poderão nos auxiliar na compreensão de nosso Deus.
       Neste V domingo, a Palavra de Deus que nos é proposta, nos apresenta o poder de Deus de fazer voltar à vida aqueles para os quais a vida parece ter terminada. 
         Na primeira leitura (Ez 37, 12-14), encontramos o Profeta animando a Comunidade que está no Exílio da Babilônia e, por conta disso, não consegue enxergar possibilidades de ter sua vida de volta. O Exílio é como uma experiência de morte aonde o povo se vê como um "cadáver" dentro da sepultura. Tal experiência "parece" sem saída pois, "para aqueles que descem à sepultura, tudo está terminado!" É neste momento, que o Profeta Ezequiel pronuncia as palavras da leitura deste domingo: Deus vai abrir a tal sepultura para retirar de lá o seu povo, levando-o de volta para a sua terra. Esta atitude de Deus levará o povo a reconhecê-Lo como único Senhor. O Seu Espírito será derramado sobre o povo e, este voltará à vida (que, diga-se de passagem, o povo achava que não possuiria mais). Isto tudo será possível porque Javé é o Deus que diz e faz o que diz!
       Esta leitura do Profeta nos faz perceber que não há situação complicada que não seja solucionada por nosso Deus. Ele é o Deus que não conhece o impossível e, mesmo quando não vemos saída, para Ele sempre haverá. Mesmo que nossas vidas estejam "aparentemente" mortas, o poder de Deus nos fará reviver. É só ouví-Lo e, "sair de nossas sepulturas" para onde os nossos pecados nos conduziu.

       Em sintonia com a profecia de Ezequiel, está o Evangelho de João narrando, para nós, o episódio da "Ressurreição de Lázaro". O Evangelho de João é profundamente teológico e, para que o compreendamos melhor, será preciso mergulhar no sentido que se encontra para além do texto escrito. É isso que tentaremos fazer a partir de agora.
        Um primeiro ponto que deve nos chamar a atenção é o retrato de família que nos é revelado pelo texto: não há pais, filhos, filhas mas, tão somente, irmãos (Marta, Maria e Lázaro). Daí, podemos entender que tal família é símbolo da própria Comunidade dos Seguidores de Jesus (para a qual, João escreve o seu Evangelho) e, que não admite relações de superiores/inferiores mas, aonde todos são iguais/irmãos. Esta Família-Comunidade está passando por uma situação que põe em xeque a fé no Deus que Jesus revelou: a doença e, consequentemente, a morte de um de seus membros. Como acreditar que o nosso Deus é o Deus da Vida quando um dos nossos "irmãos" adoece e, pior, morre? Aonde está Deus que não vem em socorro dos seus? Porém, o que a Comunidade/Família não entende é que este tipo de situação pode "servir para a maior glorificação de Deus". Às vezes, Deus demora, parece não escutar nosso clamor mas, é preciso entender que Ele sabe o porquê não nos atende na hora que O chamamos. É preciso perceber a necessidade de "caminhar de dia para não tropeçar" e, caminhar de dia implica em "caminhar na Luz" que é o próprio Deus (cura do cego de nascença do domingo passado, Cristo é a Luz de nossos olhos).
      O Evangelho de hoje revela que Deus tem o seu momento e o seu jeito de agir. Nós, devemos nos conformar a Ele. Para a Comunidade/Família, Lázaro está morto há 04 dias (tempo suficiente para se considerar a morte como verdadeira, sem volta) mas, para Deus/Jesus, não há impossível (primeira leitura).
Outro fator importante ocorre quando Jesus chega a Betânia: as irmãs e os amigos estão em casa, sofrendo, chorando, desesperados pelo acontecido. Jesus não entra neste meio que demonstra ausência total de fé no Deus da Vida. Ele espera, "fora" deste espaço, que os que lá estão "saiam" para se encontrarem com Ele. Fora desta influência de "desespero", de "ausência de fé", Jesus pode travar um diálogo com Marta, uma das irmãs do morto e, neste diálogo vai, aos poucos, lhe abrindo os olhos da fé (tal qual havia feito com a Samaritana e o Cego de Nascença nas duas últimas semanas): Jesus é a Água Viva, a Luz e, hoje, a Ressurreição e a Vida! É preciso crer para ver suas maravilhas realizadas em nós e, por nós, no nosso mundo. A experiência de Fé de Marta a conduz a sua irmã Maria e, motivada por ela, Maria vai ao encontro de Jesus, saindo de sua prostração e lamento/ausência de fé. O Encontro com Maria leva Jesus ao choro (de seu rosto rolaram as lágrimas) porém, o choro de Jesus é completamente diferente dos demais: estes, choram de desespero/ausência de fé e, Jesus chora de compaixão.
        Esta Compaixão levará Jesus a fazer algo em benefício da Comunidade, suscitando-lhe a Fé Verdadeira. Jesus é Aquele para o qual não há impossibilidades (realização plena das ações de Deus no primeiro testamento). é preciso abrir o túmulo (algo estranho). Se não dermos ouvidos "às loucuras de Deus", não poderemos ver a sua glória. Apesar de cheirar mal (faz 04 dias que está morto) é preciso coragem para "rolar a pedra da entrada do túmulo aonde a Vida jaz" e, experimentar que o nosso Deus é o Deus da Vida e não da morte. Jesus é o Enviado do Pai para realizar as Suas Obras. À Voz de Jesus que chama o morto, este sai da sepultura para o "espanto" de todos os presentes. Agora, é preciso desatar e deixar o "vivo" livre para andar direito e seguir o Mestre.
      Fazer esta experiência com o Deus da Vida nos faz passar da "vida segundo a carne para vida segundo o Espírito" (segunda leitura - Rm 8, 8-11). Esta passagem da carne para o Espírito no sgarante que "apesar de termos uma vida marcada pela dor, pela morte, o nosso Espírito estará cheio de Vida, graças à Justiça de Deus". É preciso fazer a experiência para reconhecer esta Verdade da Palavra de Deus deste quinto domingo da quaresma. Não nos fechemos à tal experiência!

OREMOS:

          Ó Deus de Amor e de Bondade, nós Te louvamos, bendizemos e agradecemos porque só Tu és o Deus da Vida e, tudo que fazes é para nos revelar esta Verdade. Agradecemos porque, quando estamos no fundo do poço, em nossas sepulturas, podemos escutar a Sua doce Voz a nos convidar: "Vem para fora!" Te pedimos que esta Caminhada Quaresmal tenha nos conduzido a este Encontro Pessoal e Verdadeiro contigo e, que a nossa Vida possa Te revelar a todos (as) que nos cercam! Isto Te pedimos, pelos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, na Unidade do Espírito Santo! Amém!

domingo, 3 de abril de 2011

Quarto Domingo da Quaresma - 3 de abril de 2011


Filhos da Luz

A Liturgia de hoje continua a CATEQUESE BATISMAL da Quaresma. - Vimos o símbolo da ÁGUA, com o episódio da Samaritana. - Hoje prossegue o tema da LUZ, com a cura do cego. - E veremos no próximo domingo o tema da VIDA, com a ressurreição de Lázaro...

As Leituras nos lembram a Luz da fé recebida no Batismo com a vela acesa na mão, e também nos exortam a "viver na Luz".

Na 1ª leitura Davi é UNGIDO para rei de Israel. (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) * A Unção de Davi, eleito pessoalmente por Deus, é figura profética da Unção Batismal dos cristãos.

Na 2ª Leitura, Paulo salienta a necessidade de viver como filhos da "Luz", renunciando as obras das trevas e produzindo frutos de bondade, justiça e verdade (Ef 5,8-14)

No Evangelho, Jesus UNGE um cego com "Barro", revelando-se como a "Luz do Mundo", que veio libertar os homens das trevas. (Jo 9,1-41) São João costuma tomar um fato da vida de Jesus como ponto de partida para desenvolver um tema básico da mensagem cristã. A cura do cego descreve o processo de fé de um homem, que vai passando das trevas da cegueira, para a luz da visão, e desta para a Luz da fé em Cristo.

O "Cego" é símbolo de todos os homens que renascem pela fé, acolhendo a Jesus (no Batismo) e deixando-se conduzir pela sua palavra.

+ Tudo começa com uma PERGUNTA dos discípulos a Jesus: - "Por que esse homem nasceu cego?" Seria castigo de Deus? Quem pecou? - Jesus RESPONDE: "Nem ele, nem seus Pais pecaram..." E continua a sua resposta, passando das palavras aos atos.

Na CURA, para dar a "Luz" ao cego, Jesus usa um método estranho: Com saliva faz "barro" na terra, unge com esse barro os olhos do cego e manda lavar-se na piscina de Siloé. A cura não é imediata: requer a cooperação do enfermo. - A disponibilidade do cego sublinha a sua adesão à proposta de Jesus. - O banho na piscina do "enviado" é uma alusão à "Água de Jesus". - Lembra também a água do BATISMO para quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Filhos de Deus...

Depois, o Evangelho coloca em cena vários PERSONAGENS:

- Os VIZINHOS percebem o dom da vida que vem de Jesus, mas não dão o passo definitivo para ter acesso à Luz. Representam os que percebem a proposta libertadora de Jesus, mas não estão dispostos a sair da sua vidinha, para ir ao encontro da "Luz".

- Os FARISEUS conhecem a "luz", mas se recusam em aceitá-la. Acusam-no de transgredir a lei do sábado e expulsam o cego da sinagoga. Representam aqueles que conhecem a novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-lo e até hostilizam os seus seguidores.

- Os PAIS constatam o fato, mas evitam comprometer-se... É a atitude de MEDO dos que não tem coragem de passar das trevas para a Luz. Preferem a segurança da ordem estabelecida, do que correr riscos...

- O CEGO é questionado pelas AUTORIDADES sobre a origem de Jesus. E ele, como "pessoa iluminada", mostra-se: Livre (diz o que pensa...); corajoso (não se intimida); sincero (não renuncia à verdade); suporta a violência (é expulso da sinagoga).

- JESUS reaparece no fim: vai ao seu encontro, inicia um DIÁLOGO, que culmina com um belo ato de fé do cego: "Eu creio, Senhor".

+ A Transformação do cego é progressiva: - Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas", dependente e limitado. "Não sabe quem o curou"... - Depois, a "luz" vai brilhando aos poucos na sua vida. Forçado pelos dirigentes a renegar a "luz" e a liberdade recebida, recusa-se a regressar à escravidão...

- Finalmente, encontrando-se com Jesus, que lhe pergunta: "Acreditas no Filho do Homem", manifesta sua adesão total: "Creio, Senhor". Prostra-se e o adora. * O Caminho de fé do cego é um itinerário para todo cristão: O Encontro com Jesus ... a Adesão à "Luz" e um progressivo amadurecimento no Conhecimento de Cristo. Esse caminho desemboca na adesão total a Jesus, ao ser lavado pelas águas batismais.

+ O Prefácio da missa sintetiza: "Jesus conduziu à Luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas. E elevou à dignidade de filhos os escravos do pecado, fazendo-os renascer das águas do Batismo".

Nesta Quaresma, somos convidados a viver a experiência catecumenal, renovando o nosso Batismo, mediante o Sacramento da Penitência. Quanto mais buscamos Jesus como "Luz", mais nossa vida terá sentido. Com Jesus, a Luz da Vida jamais perderá o seu brilho.

Como o cego, renovemos a nossa fé, cantando: Deixa a luz do céu entrar! (ou Creio, Senhor...) (Fonte: B. N. Aguas)

terça-feira, 22 de março de 2011

Tempo da Quaresma


         Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.

         A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).

         Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa.
          A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
          O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
         A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.
        No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
        Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.

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“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.

A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:

1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;

2º.- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.

3º.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;

4º.- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.

Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.

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Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
          A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
          O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
          A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
Fonte: Missal Romano

Quais são as Obras de Misericórdia?

Corporais

1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Assistir aos enfermos.
6. Visitar os presos.
7. Enterrar os mortos.

Espirituais

1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os tristes.
5. Perdoar as injúrias.
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.