sexta-feira, 30 de julho de 2010

A luta em defesa da vida é prioridade para a Igreja Católica

Nesta sexta-feira, cristãos se reúnem no Colégio de São José contra a descriminalização do aborto


        Em sintonia com a Igreja, a Arquidiocese de Olinda e Recife, por meio da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Vida e a Família (CAPVF), promove há quatro anos a "Caminhada Sim à Vida". Este evento, que reúne milhares de fiéis católicos e de outras denominações cristãs na Orla de Boa Viagem, que este ano será no dia 26 de setembro, ampliará suas ações a partir desta sexta-feira (30). A nova proposta é debater durante todo o ano assuntos ligados à defesa e valorização da vida.
        O lançamento do projeto acontecerá no auditório do Colégio São José na Boa Vista, a partir das 19h, e contará com a presença do arcebispo de Olinda e Recife dom Antônio Fernando Saburido, da professora do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília e presidente do Movimento Brasil sem Aborto doutora Lenise Garcia, da psicóloga doutora Margarida Félix e diversos integrantes de movimentos ligados à temática.
        Nesta noite, haverá um debate sobre Bioética e a apresentação do Tratado de São José da Costa Rica. O evento também conta com o apoio de artistas como Silvério Pessoa e Nando Cordel, que farão um momento cultural.
         O grupo pretende sensibilizar a população para a necessidade de lutar contra o crime da legalização do aborto no Brasil e oferecer subsídios tecnológicos, médico e jurídico. "Diante de tantos ataques que a vida vem sofrendo em nossos dias, é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ele é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores", afirma o presidente da CAPVF padre Adriano José das Chagas.
          Para a doutora Lenise Garcia, a descriminalização do aborto é baseada no argumento de preservação da vida da mulher escondendo o grande número de assassinatos no Brasil. "Muitos dizem que defendem a legalização do aborto como uma forma de preservar a vida de mulheres que o praticam, pois estariam correndo risco de vida em clínicas clandestinas. Dizem tratar-se de um problema de saúde pública. Na realidade é mais que isso. Se temos 1,5 milhão de abortos, temos, no mínimo, 1,5 milhão de mortes", argumenta.

PROGRAMAÇÃO
19h - Abertura - Dom Fernando Saburido
20h - Apresentação da Comissão Organizadora e demais Igrejas Cristãs e Movimentos em defesa da vida -         Dom Fernando Saburido
20h30 - Projeto Sim a Vida 2010 - Padre Adriano Chagas
20h50 - Bioética - Drª Lenise Garcia
21h30 - Apresentação do Tratado de São José da Costa Rica - Drª Margarida Félix
21h40 - Estatuto do Nascituro - Iraponan ou Deputado Gonzaga Patriota
21h50 - Coquetel - Momento cultural com Silvério Pessoa e Nando Cordel.

SERVIÇO:

Lançamento do "Sim à Vida 2010"
Local: Colégio de São José, 921 - Boa Vista - Recife / PE
Horário: 19h

Arquidiocese de luto pela morte do diácono Egnício Alves

          Faleceu na noite de ontem o diácono Egnício Alves de Lira. Ele completaria 74 anos no próximo dia 11. O diácono atuava na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e São João Batista, em Vitória de Santo Antão. O sepultamento será às 16h, no Cemitério Municipal de Vitória de Santo Antão.
         Dedicação - Desde criança Egnício Alves sempre foi engajado nas coisas da Igreja. Continuou sua missão como leigo consagrado ao serviço do Senhor, dedicando-se à evangelização dos mais necessitados consolidando como bom cristão a fé e as obras.
        Este exemplo de vida fez com que ele recebesse o primeiro grau do sacramento da Ordem, o diaconato. A ordenação aconteceu no dia 21 de dezembro de 1998 através do então arcebispo de Olinda e Recife dom José Cardoso Sobrinho, que fez uma consulta com o povo de Deus em praça pública sugerindo a ordenação de Egnício. Todo o povo de Deus foi unânime na aprovação do mesmo, visto todo o seu trabalho, empenho e zelo pela Igreja. Assim, seja sua alma recompensada pela infinita misericórdia do Pai do Céu.

Da redação da AOR.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bençãos altamente seletivas


Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ


          Abordo um tema relativamente freqüente nesses dias de padre famosos. Falo da benção especial de alguns sacerdotes em detrimento da benção sacerdotal dada pela Igreja, na pessoa de qualquer um dos seus sacerdotes. Criou-se entre alguns fiéis a idéia de que a benção de um padre famoso vale mais do que a benção de um bispo ou do que a benção de outro. Falo do que aconteceu comigo e imagino que aconteça com outros sacerdotes mais conhecidos do que os demais. Lembro que mais conhecido não significa mais culto, nem mais sábio nem mais santo!
     Alguns desses fiéis chegam a afirmar que um sacerdote famoso tem benção mais forte e mais poderosa do que a de um sacerdote anônimo. Já o disseram a mim! Explico que não é assim, mas insistem que assim é que é. Atribuem mais poder de benção a quem tem mais poder de fogo, mais publicidade e mais divulgação. Nada mais errado!
        Eu havia chegado cansado, com taxa alta de diabetes e pressão elevada a uma cidade onde deveria celebrar missa e, mais tarde, dar um show. Já faz tempo que deixei de ser um jovenzinho! Uma senhora me procurou pedindo que eu fosse ao hospital abençoar a sua mãe. Acreditava que minha bênção a curaria mais depressa. Perguntei-lhe se o pároco já havia visitado sua mãe. Disse que sim. Perguntei-lhe se algum outro sacerdote tinha estado com ela. Sim, um diácono e outros dois. E respondi serenamente: -
       -Então, a senhora não precisa que eu vá. Se o sacerdote, que é seu pároco, já foi e se diácono e sacerdotes abençoaram sua mãe, ela está mais que abençoada, porque a benção não é do padre: é da Igreja. Ela está abençoada. Eu tenho a missa das 19h para celebrar, tenho um problema de saúde no momento e tenho um show logo após a missa. Peço-lhe que me liberte deste compromisso, até porque eu não poderia fazer mais do que estes piedosos e bons sacerdotes já fizeram.
        Ela não aceitou. Disse aos amigos e amigas que eu me recusara a ir ver uma enferma. Evidentemente, não explicou as razões. Isto revela uma dimensão da falta de catequese entre os católicos de hoje. Quando alguém acha que um padre famoso dará uma benção melhor do que seu padre não tão famoso é porque não recebeu catequese adequada. Bênção de pároco pelo seu testemunho de pastor presente, talvez seja mais profunda do que bênção de padre famoso e de passagem. São, talvez, os mesmos fiéis que acham que, no céu, há santos que podem mais que os outros e que existem orações de poder mais poderosas do que outras orações. Esquecem aquele que pede com santidade e humildade, mas não é tão famoso como o padre que fala na televisão. Como tenho o hábito de ensinar catequese sempre que posso, ensinei àquela senhora a catequese oficial da Igreja, mas ela tomou minha decisão como falta de amor ao próximo. E não adiantou eu prometer que iria ao dia seguinte antes de viajar. Não aceitou! Fiz uma inimiga! Pensou nela, na sua mãe e na benção de um padre famoso, quando, um dia antes, o pároco e três outros ministros tinham estado lá. Temos um longo caminho de catequese a percorrer na Igreja que se deixou envolver pelo poder da mídia… Nós padres de mídia temos muita catequese a dar ao povo que nos aplaude! Não estamos com essa bola toda!

FONTE: Padre Zezinho, SCJ

Visitas online ao Vaticano

Na internet: visitas virtuais tridimensionais ao Vaticano, Basílica de São Pedro, Capela Sistina e basílicas de Roma CIDADE DO VATICANO

terça-feira, 27 de julho de 2010 (ZENIT.org) -

           Não há nada que possa substituir uma visita a Roma para admirar a Capela Sistina ou a Basílica de São Pedro, mas a internet permite agora realizar visitasvirtuais a alguns dos lugares mais sagrados da Cidade Eterna, oferecendodetalhes que nem sequer ao vivo podem ser apreciados.
         A visita ao maior templo da Igreja Católica, no qual se custodiam os restos do apóstolo Pedro, pode ser realizada na própria casa; basta ter um computador com conexão à internet, graças a este novo serviço oferecido pelo site da Santa Sé. A Capela Sistina já estava online desde março.
        O projeto envolveu, durante dois anos, estudantes da Universidade de Villanueva, na Pensilvânia (Estados Unidos), a quem foi permitido fotografar estas joias da arte de todos os tempos. "Estar na Capela Sistina é uma experiência difícil de descrever", explica Chad Fahs, especialista em meios de comunicação do Departamento de Comunicação da Universidade de Villanueva. "Esta visita virtual é o maispróximo que existe a esta experiência que a pessoa pode experimentar",afirma. "É uma das explorações mais inovadoras de uma obra de arte", acrescenta Paul Wilson, membro do mesmo departamento e um dos responsáveis por esse projeto virtual. "Mudará para sempre a maneira como os artistas e historiadores podem ver a incrível obra e a mente de Michelangelo, sua atenção pelos detalhes, o comentário social e seu senso de humor", reconhece.
           Milhares de fotografias foram tiradas na Basílica de São Pedro e na Capela Sistina, com uma avançada câmera motorizada sobre um trilho e posteriormente compostas e unidas digitalmente para criar um panorama virtual em uma projeção tridimensional.
            Os peregrinos e turistas virtuais podem utilizar o zoom e aproximar-se dosdetalhes das obras de arte graças à elevada resolução. "As obras de arte presentes em lugares de culto buscam submergir ovisitante em uma realidade sagrada e a Capela Sistina se destaca nesta tradição", esclarece Frank Klassner, professor no Departamento de Ciências da Informática na Universidade de Villanueva, responsável pelo projeto. "Nossa equipe agradece por ter oferecido sua pequena contribuição a esta tradição, utilizando o poder da internet e a moderna tecnologia de imersão",conclui Klassner.
           A primeira visita virtual com estas características foi dedicada à Basílica de São Paulo Fora dos Muros em 2008; e a de Basílica de São João de Latrão foi apresentada em novembro de 2009.

 A Capela Sistina pode ser visitada em:

A Basílica de São Pedro pode ser visitada em:

A Basílica de São Paulo Fora dos Muros pode ser visitada em:

A Basílica de São João de Latrão pode ser visitada em:

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Palavra de Deus permanece e o resto nos será tirado.

Durante o Angelus de domingo 18 de Julho Bento XVI falou das férias como tempo de escuta

A Palavra de Deus é eterna e dá sentido ao nosso agir quotidiano: "o resto passará e ser-nos-á tirado". Dirigindo-se aos fiéis reunidos em Castel Gandolfo para o Angelus de domingo 18 de Julho, Bento XVI recordou a importância de aproveitar o momento das férias para ouvir a Palavra de Deus.

Queridos irmãos e irmãs!

             Já estamos a meio do Verão, pelo menos no hemisfério boreal. Este é o período no qual as escolas estão fechadas e se concentra a maior parte das férias. Também as actividades pastorais das paróquias são reduzidas, e eu próprio suspendi durante um período as audiências. Este é portanto um momento favorável para dar o primeiro lugar ao que efectivamente é mais importante na vida, ou seja, a escuta da Palavra do Senhor. Recorda-no-lo também o Evangelho deste domingo, com o célebre episódio da visita de Jesus à casa de Marta e Maria, narrado por São Lucas (10, 38-42).

           Marta e Maria são duas irmãs; têm também um irmão, Lázaro, que contudo neste caso não comparece. Jesus passa pela sua aldeia e diz o texto Marta hospeda (cf. 10, 38). Este pormenor dá a entender que, das duas, Marta é a mais idosa, a que governa a casa. De facto, depois de Jesus ter entrado, Maria senta-se aos seus pés e ouve-o, enquanto Marta andava atarefada com muitos serviços, certamente devidos ao Hóspede extraordinário. Parece que vemos a cena: uma irmã que anda toda atarefada, e a outra como que raptada pela presença do Mestre e das suas palavras. Um pouco depois Marta, evidentemente ressentida, não resiste mais e protesta, sentindo-se até no direito de criticar Jesus: "Senhor, não se Te dá que a minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar". Marta pretenderia até ensinar o Mestre! Mas Jesus, com grande calma, responde: "Marta, Marta e este nome repetido exprime afecto andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada" (10, 41-42). A palavra de Cristo é claríssima: nenhum desprezo pela vida activa, nem muito menos pela generosa hospitalidade; mas uma chamada clara ao facto de que a única coisa deveras necessária é outra; ouvir a Palavra do Senhor; e o Senhor naquele momento está ali, presente na Pessoa de Jesus! Tudo o resto passará e ser-nos-á tirado, mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido ao nosso agir quotidiano.

            Queridos amigos, como dizia, esta página do Evangelho adapta-se como nunca ao tempo das férias, porque recorda o facto de que a pessoa humana deve trabalhar, comprometer-se nas ocupações domésticas e profissionais, mas antes de tudo precisa de Deus, que é a luz interior de Amor e de Verdade. Sem amor, até as actividades mais importantes perdem valor, e não dão alegria. Sem um significado profundo, todo o nosso fazer reduz-se a um activismo estéril e desorganizado. E quem nos dá o Amor e a Verdade, a não ser Jesus Cristo? Portanto, aprendamos a ajudar-nos uns aos outros, a colaborar, mas antes ainda a escolher juntos a parte melhor, que é e será sempre o nosso maior bem.

O Sinal da Cruz

Dom Eduardo Koiak

A palavra “sinal” é de muito uso na Sagrada Escritura. Seu significado transcende a inteligência humana: os milagres, os mistérios da nossa fé e o próprio dom da fé. Com referência à Cruz: sinal que indica a ação salvífica de que foi instrumento; sinal da maior prova do amor de Deus pela humanidade. Está presente, ostensivamente, no alto das cruzes das nossas igrejas, em monumentos, em muitos ambientes do nosso quotidiano. Muitas e muitas pessoas trazem-na consigo, seja como simples adereço, seja como expressão de fé. Há os que se sentem incomodados com sua presença nos edifícios públicos. Mas o grande sinal, o sol que jamais tem ocaso, é o próprio Jesus, “a imagem visível do Deus invisível.” (Cl 1,15)

Para o evangelista João, é na Cruz que Jesus Cristo se diz glorificado. Nela, “o Verbo que se fez carne e habitou entre nós”, foi elevado da Terra, atraindo todos a si (Jo 12, 32) para que todos vejam até onde vai a maldade humana e vejam também até onde vai o amor de Deus pela humanidade. É o amor que faz todos serem atraídos por Ele: “Deus amou tanto o mundo que entregou o Filho único, para que todo o que nele crê, não morra, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16) A Cruz deixou de ser sinal da humilhação e ignomínia e tornou-se título de glória, primeiramente para ele e depois para nós, seus discípulos. Jesus identifica o destino do discípulo com o dele. Assim ele afirma: “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mt 16,24)

Por outro lado, o discípulo pode exclamar com o apóstolo Paulo: “Quanto a mim, que eu não me glorie a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6, 14) Na Cruz, Cristo fundou sua Igreja deixando fluir “sangue e água” do seu coração traspassado (Jo 19, 34). Nossa fé se dirige ao Crucificado cuja Cruz é sinal de salvação e “árvore da Vida” (Ap 22, 14).

O cristão, ao fazer o sinal da Cruz sobre si mesmo, está dizendo: No poder de Deus Pai, Filho e Espírito Santo abraço a Cruz da minha salvação. Sim, com este gesto, ao levar a mão da testa ao peito, em linha vertical, e do ombro esquerdo ao direito, em linha horizontal, o cristão se sente abraçando a Cruz da sua salvação e sendo abraçado por ela. Está professando sua fé no mistério da Cruz: Jesus Cristo, o enviado do Pai, nascido da Virgem Maria por obra do Espírito Santo, oferece na Cruz sua vida pela vida do mundo.

Há pessoas que fazem o sinal da Cruz instintivamente, diante do que está por acontecer ou já aconteceu, como se fosse um cacoete. Deixa a impressão de estar espantando mosca do rosto com a mão. Com certeza, melhor este cacoete que outros, melhor até que nada, porque está assinalando ser cristão. Falta-lhe – quem sabe – tomar consciência da dignidade do gesto mal traçado e deselegante. As palavras que o acompanham são o que de mais sublime seus lábios podem proclamar ou balbuciar, porque nascem de um coração onde habita a Santíssima Trindade.

Este gesto tem sentido de consagração de nossa vida a Deus, a quem reconhecemos pertencer. Somos batizados exatamente com este sinal que significa e realiza, pela graça santificante, nossa filiação adotiva de Deus mediante Jesus Cristo. No sinal da Cruz que fazemos em todas as ações da vida, nas orações, no trabalho e no descanso, nas alegrias e nas tristezas e – por que não dizer – nos acontecimentos cruciais da vida, recordamos as promessas batismais e sentimos que estamos em Deus e Ele em nós.

A História da Igreja registra: Constantino, imperador romano do século IV, filho de Santa Helena, descobridora da verdadeira Cruz de Cristo, antes de enfrentar uma de suas batalhas teve uma visão: apareceu-lhe no céu uma cruz luminosa trazendo estas palavras: “Com este sinal vencerás”. Na vida do cristão, estas palavras estão escritas no olhar da fé.

FONTE: Diocese de Piracicaba/SP

Experiencia com Cristo.


Padre Inácio José do Vale, OSBM


“Vinde a mim todos vós que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

É inesquecível a experiência com Jesus Cristo. É um marco na vida do cristão. É o sinal que aponta sempre para o contínuo Pentecostes. A experiência com Cristo é a conversão para virtudes evangélicas. Por esse ato da graça divina e por nossa abertura, acolhemos em nossos corações a verdadeira felicidade.

Para São João Bosco, a conversão autêntica é inseparável da alegria; nem pode ser diferente, pois consiste em receber Cristo e a Boa Nova de que o bom Deus é o nosso Pai e nos ama, e não podemos viver como seus filhos e filhas se não vivermos entre nós como irmãos na radicalidade do amor.

O Papa João Paulo II ensina: “A conversão, porém, não seria autêntica, se não levasse também à reconciliação com os irmãos, que são filhos do mesmo Pai”. (1).

A nossa experiência com Cristo será sempre uma busca ardente pelo seu amor e ensinamentos. Em Cristo, desejamos uma vida abissal. Uma prática profunda do seu Evangelho é a nossa meta.

Quem reteve de Cristo uma experiência profunda, pode dizer com autoridade tais palavras: “Nós, pela fé em Cristo, estamos prontos a padecer tudo: sermos acorrentados, sermos levados para o cárcere, todos os incômodos da vida e até a própria morte”, São Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja (2).

A vida com sentido

“Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5).

A vida só tem sentido na graça e no amor de Jesus Cristo. Viver a vida de fato e de verdade é viver na fé e na esperança do Filho de Deus. Nada, absolutamente nada, satisfaz a alma, a não ser a experiência da alegria da salvação pela justificação do sangue do Cordeiro de Deus.

Com Cristo, a alma ganha o gozo da vida eterna. Sem Cristo, a vida não tem sentido e a alma perde tudo. Ninguém é feliz sem Jesus. Tudo sem Cristo é nada. Uma vida sem uma verdadeira experiência com Jesus, é um mero teatro, uma fantasia de carnaval e um filme de perdição.

Sem rumo, sem objetivos e sem paz, é a vida sem o projeto do Reino de Deus. Este dá sentido pleno e eficaz ao ser humano. Por isso, a experiência com Cristo leva o cristão pela via sobrenatural. E esta via está acima de tudo. Por ela já gozamos as beatitudes celestiais.

Só é feliz quem vive para Cristo e no seu amor que nos impele a fazer o bem ao nosso próximo. É na Boa Nova do Reino de Deus que se encontra a graça da construção de uma sociedade justa, piedosa e feliz.

Sendo Jesus Cristo a verdade, tudo na vida só pode estar seguro, sólido e eterno, se Ele for colocado como fundamento. Sem a verdade de Cristo, todo projeto humano perece e é decepcionante.

A experiência com Jesus não é uma ideologia, uma fábula, um passa tempo, uma fuga, é sim uma realidade concreta, segura com uma Pessoa detentora de todo poder na Terra e no Céu. Essa experiência com o Senhor dos senhores e Reis do reis nos garante proteção e determinação para o verdadeiro sentido das nossas vidas.

Conclusão

No seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, não há caminho sem cruz. É por meio dela que tudo se realiza concretamente: o sentido da vida e da salvação da alma. Não há vitória sem lutas. Não há vida sem perdas. Não há túmulo vazio sem calvário. Não há conversão sem a graça redentora.

Tudo isso nos leva para riquezas imperecíveis: a experiência com o Cristo Redentor. Ir ao encontro de Cristo é tomar posse do mais alto ideal do ser humano: a salvação eterna.

A experiência com Jesus Cristo nos livra da escravidão do pecado, do nosso egocentrismo, das ilusões efêmeras do mundo e das nossas sombras deletérias.

Atender o convite especial do Filho do Pai Eterno é se livrar das armadilhas perniciosas que o diabólico sistema oferece insistentemente.

As experiências mundanas são destruidoras do corpo e da alma. Com Cristo, as experiências são ferramentas construtivas que dão vidas abundantes para o ser humano em toda sua dimensão. Quanto mais experiências com o Emanuel, mais vida, mais amor, mais felicidade, mais santificação e mais poder do Espírito Santo.

(Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Pregador de Retiros Espirituais
Especialista em Ciência Social e da Religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com)

(1) Discurso do Santo Padre na conclusão do Segundo Encontro do Comitê Central para o Grande Jubileu do ano 2000, em 12/02/1998.
(2) Pepe, Enrico. Mártires e Santos do Calendário Romano, São Paulo: Ave-Maria, 2008, p.338.
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quarta-feira, 26 de maio de 2010

5 perguntas que um protestante não consegue responder, mas um católico sabe.

(Pelo prof. Carlos Ramalhete)

Cinco perguntas que nenhum protestante consegue responder (mas qualquer católico consegue)

1 – Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Corão inspirado por Deus?
        Nós, católicos, aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a Pedro (Mateus XVI, 18), e que é a Coluna e Sustentáculo da Verdade (I Timóteo III, 15), diz que a Bíblia é a Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho, “creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles”.

[esta é muito boa para protestantes, cuja lógica é ao contrário – creio na Igreja só enquanto se ajustar ao que penso que é o Evangelho]

2 – Por favor, diga-me por que é que aceita apenas uma parte da Bíblia (afinal, a lista de livros que compõem o Novo e o Antigo Testamento foi determinada ao mesmo tempo – aliás, junto com o título de Mãe de Deus para Nossa Senhora – e o protestante aceita apenas parte do Antigo Testamento), e com que autoridade o faz?
      Nós, católicos, aceitamos a Bíblia na íntegra porque a lista de livros que a compõem foi definida no ano de  397 d.C., sob a autoridade do Sucessor de Pedro, o Papa São Dâmaso I.

3 – Por favor, diga-me por que é que a Bíblia teria precisado de quase 1.600 anos para ser entendida correctamente, se ela é teoricamente algo que qualquer um pode entender?
        Nós, católicos, sabemos que a Bíblia não é algo que qualquer um pode ler e entender sem ajuda (II Pedro III, 16; Actos VIII, 31), e sabemos que Cristo confiou a São Pedro, o primeiro Papa, a tarefa de tomar conta do Seu rebanho, a Igreja (João XXI, 15-17). Nós seguimos o que os sucessores de Pedro nos transmitiram.

4 – Por favor, explique como alguém pode saber se entendeu a Bíblia correctamente, se só pode confiar na Bíblia e em mais nada; afinal, existem mais de 30.000 seitas protestantes no mundo, cada uma a entender a Bíblia de maneira diferente e todas a achar que estão certas?
       Nós, católicos, sabemos que é a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mateus XVI, 18), e que é a Coluna e Sustentáculo da Verdade (I Timóteo III, 15), quem tem a missão de ensinar (Mateus XXVIII, 19), e que as Escrituras não devem sofrer interpretação particular (II Pedro II, 20), pois quem o faz comete erros que o conduzem à perdição (II Pedro III, 16). Assim, sabemos que a explicação feita pela Igreja está certa, e está errada qualquer interpretação diferente desta.

5 – Por favor, prove usando apenas a Bíblia que ela é o que considera que ela seja (isto é, a única fonte da Verdade Revelada, composta pelos livros que o protestante aceita, todos eles e só eles). Claro que todo a gente sabe que a Bíblia é Palavra de Deus, boa para o ensino, etc e tal, mas, por favor, tente provar que ela é a única fonte da Palavra de Deus, composta pelos livros que os protestantes aceitam, todos eles e só eles?
        Ao contrário dos protestantes, que acreditam numa heresia chamada Sola Scriptura, segundo a qual apenas a Bíblia é a Palavra de Deus, os católicos sabem que além da Bíblia, que não tem toda a Palavra de Deus e não está completa (João XX, 30-31; XXI, 25; II Tessalonicenses II, 14), há ainda a Santa Tradição que deve ser seguida ( I Coríntios XI, 2; Gálatas I, 14; II Tessalonicenses II, 15; III, 6; I Timóteo VI, 20; II Timóteo I, 13; II, 2; etc.). O próprio São Paulo, em Actos XX, 35, cita palavras de Cristo que não estão em nenhum dos Evangelhos, dizendo aos bispos de Éfeso que eles devem lembrar-se delas. Sabemos ainda que os livros que compõem a Sagrada Escritura são os que a Igreja determinou em 397 d.C., mais de mil anos antes dos primeiros protestantes arrancarem sete livros das suas bíblias em 1517 d.C..

quinta-feira, 6 de maio de 2010

III Encontrão de Pentecostes

No Dai 23 de maio a nossa Paróquia realizará o III Encontrão de pentecostes com o tema: "Envia o teu Espírito, Senhor e renova a face da terra". teremos um dia inteiro de louvor,a doração, e oração, a partir das 09 da manha. teremos o testemunho do missionário Sidney Veiga ex-pastor da Assemblia de Deus  na cidade de Marabá no pará.
Participe conosco e sinta a presença do Espírito Santo de Deus. 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cristo, Senhor, Continua conosco e livra-nos da apostasia!

As Profecias começam a se cumprir

Ontem recebi o e-mail de um brasileiro que vive na Itália já há alguns anos, e freqüenta uma paróquia assistida por um bispo que reside em Roma. Este bispo lhe falou que noutro dia, durante o café da manhã, viu Sua Santidade, o Papa Bento XVI chorar ao saber de mais notícias de escândalos de padres pedófilos e homossexuais. Isso me chocou de início, pois parece que é a alma da gente que é atingida pela mesma dor e não há como não se emocionar, e mais que isso, chorar junto.

A própria figura do Santo Padre, com tanta idade e de aparência tão frágil, evoca na gente a necessidade de proteção, e sei que cada bom católico gostaria de estar agora junto dele, para levar-lhe palavras de ânimo e de consolo. Como isso não é possível a todos, devemos levar a ele o conforto superior das orações, porque estas são como flechas certeiras, pois atingem diretamente ao inimigo, e acabrunham suas atividades tolhendo as suas ações maléficas. Sim, isso evita em grande parte que o demônio possa agir sobre as pessoas que atacam Sua Santidade, tanto pelos milhares de calunias que lhe atiram injustamente, quanto pelos crimes cometidos por estes que deveriam ser modelos de santidade e vida.

Ontem os jornais noticiavam que na Inglaterra, dois ateus convictos decidiram arrumar meios de prender o nosso Papa, alegando incúria na condução dos casos de padres com problemas de pedofilia, dizendo que o acobertamento destes crimes é causa de prisão. Bem, a verdade é que, qualquer pessoa que ouça o que diz um ateu, ou não está bem da cabeça, ou está mal diante de Deus. O fato inegável é que nenhum ser humano inteligente, nenhuma criatura inteligente, pode prescindir de um Deus, uma religião. Isso está profundamente inserido na essência dos seres inteligentes, de modo que podemos afirmar como aquele meu amigo, simples pedreiro, me falou noutro dia: quem nega a existência de Deus, ou se acha o próprio ou é um asno!

Foram estas exatamente as palavras que ele usou. E eu concordo! Embora a dureza do termo final. De fato, para um ser racional negar a existência de um Criador de tudo o que existe é preciso que ele abalroe a própria essência de si, negando-se a si mesmo. Quem diz que Deus não existe é mais ou menos como se dissesse: eu não existo! Isso faz da pessoa não somente um insensato, mas alguém perigoso, a quem não se deve dar ouvidos, em absolutamente nada do que fala. Neste caso dos dois ateus ingleses, eles fazem papel de ridículos, até porque qual o tribunal neste mundo que acatará uma denúncia contra o Santo Padre, sob alegações sem fundamento nem base?

Como toda a minha vida de leitura, sempre que topei com artigos ou livros escritos por hereges, de ateus, e desde a mais tenra infância sempre me acudiu um sentimento como de repugnância, que nunca me permitiu avançar muito nas páginas. O ateu é um sujeito extremamente orgulhoso, é tão orgulhoso como o próprio Lúcifer, o qual, mesmo vendo seu Deus a quem serviu, e mesmo sabendo de seu poder infinito, ainda assim como que negou todas estas coisas, querendo sobrepor-se ao próprio Criador. Chama-se a isso, orgulho cego, bestializante, que faz da pessoa um infeliz. Além do que, todo ateu é um insuportável, pois todo orgulhoso o é.

Pois é todo tipo de gente deste quilate – e que late, e como late – que se julga no direito de apontar seu dedo sujo contra o Papa, naquilo que se está tornando uma obsessão da fera. Isso tudo é um sinal claro de que a ordem de destruição da Igreja, pela destruição de sua cabeça – atingindo a figura do Santo Padre – parte do anticristo e seus seguidores. Como Nossa Senhora falou, dia 19 do mês passado a fera decidiu arrasar a Igreja católica, porque ela sabe que esta é a única entidade do planeta que é capaz de lhes fazer frente, e não somente isso, os derrotar. E sabem então que derrubando a cabeça o tronco torna-se inservível, ou de pouca eficácia.

Óbvio está que Deus não dorme, e se antecipa aos condutores da ruína e certamente já adotou mecanismos que irão barrar os efeitos destes ataques. Como sempre tenho insistido, no fundo todas estas pedras atiradas contra a Igreja de Cristo, não são um mal e sim um bem. Se você acerta uma pedrada num tronco que começa a apodrecer, os abalos que ele sofre tendem a fazer cair as partes danificadas. E com isso, e com milhares de pedradas, a verdade é que a Igreja está sendo lapidada e assim se apronta para receber o Noivo que chega, já bela e purificada, pois são extirpadas dela todas as podridões que a maculavam.

Por outro lado, para os algozes da Igreja, para os apedrejadores de mão suja – e de alma torpe – tais pedradas não são como destinadas a um corpo podre e sim a um corpo vivo, corpo que sangra, e está vivo. E como no martírio de Santo Estevão, os respingos de sangue já mancharam as vestes do apedrejadores. E cada gota de sangue deste, mais do que uma flecha incandescente acabará por voltar-se contra os algozes, e não demora o dia em que a terra estará juncada de cadáveres dos inimigos de Deus, da Igreja e de toda a humanidade. Porque estes dardos atingirão com força dobrada os que querem implantar aqui o reino de satanás, reino de mentira e de ódio, porque um inflama o outro e ambos cegam os homens, fazendo deles novos demônios. Assim, as pedras contra a Igreja derrubarão aquilo que nela estiver apodrecido, enquanto os dardos extinguirão e para sempre os planejadores do império do terror.

E assim, não devemos temer nada, absolutamente nada! Em minha resposta ao leitor de Itália, eu disse a ele que o Santo Padre não deveria chorar, de forma alguma, antes deveria alegrar-se, porque assim nos pediu o próprio Jesus quando disse por Lucas 21, 28 Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação. O fato é que ele, mais do que ninguém, sabe que nos aproximamos dos dias finais deste mundo podre e de mentira, onde ateus e atoas, de todos os tamanhos e quilates, que muito latem e rosnam, tentam transformar o mundo num palco dos demônios. A cegueira dos condutores da destruição é de tal forma acentuada, que eles já não percebem o perigo que chega. E chega fulminante sobre as cabeças deles.

Por outro lado, não é somente o Papa que chora, e chora como lamento devido a tantos insensatos que denegriram o nome da Igreja Católica com seus escândalos. Tanto o falecido Papa João Paulo II quando o Papa atual sempre atuaram fulminantes contra estes crimes, e a palavra tolerância zero foi usada por um e outro. Não só a palavra, como as ações. O que se verifica é que o império da mentira que satã tenta edificar sobre este planeta, não se dá conta de que é ínfima a participação da Igreja – por alguns maus em seu interior – contra a escalada gigantesca da pedofilia e do homossexualismo entre a sociedade civil. De fato, se for para prender e exterminar com todos os que praticam crimes desta natureza, ou teríamos as prisões abarrotadas de celerados, ou o planeta juncado de cadáveres. Sim, coloque nesta conta o número dobrado ou triplicado, dos casos em que não há denuncia, e que não constam das estatísticas oficiais.

O próprio Deus chora com estes desmandos – dentro e fora da Igreja, e mais dentro dela – porque é um Deus sensível cuja Majestade Suprema é ofendida ao extremo. É inexplicável ao entendimento humano, que Deus não aja fulminante contra os que cometem estes crimes, e tem tido esta infinita paciência especialmente quanto aos seus servos. Nenhum ser humano, por mais paciente e amoroso que seja, seria capaz de suportar tantos desafios como Deus, e assim desde mais de sete mil anos desde Adão até hoje. Eu mesmo, não sei quantas vezes e minha vida eu pensei, que se estivesse no lugar de Deus, teria já exterminado com Adão, pelo paraíso que ele nos roubou e para evitar todo este desvario, estes rios de pecados e de sangue que entopem e encharcam nosso planeta. Mal sabia eu que se estivessem em lugar de Adão faria o mesmo, ou pior.

Neste momento em que começo a escrever, abro a internet e vejo uma notícia de que a casa onde o Santo Padre nasceu, na Alemanha, amanheceu com a porta pichada com uma frase negativa, segundo a polícia tendo relação com os escândalos da pedofilia que abalam agora a Igreja. Isso até eu julgaria normal, tendo em vista que moleques para pichar existem aos milhões, não só no Brasil, mas na Europa inteira esta chaga social é aberta. O que me chocou na mesma notícia é que segundo “pesquisas” ¼ parte dos católicos alemães cogita abandonar a Igreja Católica, devido aos mesmos crimes. E aqui a coisa fica mais grave!

Mas vejam, ao invés de eu lamentar este abandono – como pareceria natural – de imediato meu pensamento se focou na outra ponta da realidade. O fato de estes ditos católicos abandonarem a Igreja devido aos escândalos é sinal claro de que eles também fazem parte do setor podre da Igreja – maus católicos – e que junto com os que cometem tais nefandos pecados precisam também ser eliminados, para que sobre apenas a parte sadia do tronco, que pode ser reparada então. Eles na realidade não são católicos bons, até porque o estado de abandono das Igrejas na Alemanha rica, prega contra eles. São efetivamente poucos – embora valentes – os católicos fiéis na Alemanha, no topo desta lista o Santo Padre o Papa Ratzinguer.

Na realidade a Alemanha já nem se pode dizer católica hoje, porque se deixou quase paganizar, e embora tenha talvez o mais vigoroso testemunho de fé de toda a Europa - suas Igrejas, Catedrais, Universidades, obras de arte e patrimônio cristão – na outra ponta está na linha de frente do ateísmo, da revolta, coisa que vem desde Lutero. E hoje em quase todas estas Igrejas, milhares delas, e catedrais impressionantes, já não ressoa mais o canto solene de uma fé pujante, mas o eco mudo da decadência, o hino fúnebre, o réquiem da ignominiosa morte da fé. Minhas raízes vêm de lá, da parte antes comunista da Alemanha, mas felizmente nosso sangue ainda continua aqui a manter o germe da antiga força e vigor cristão, trazido pelos nossos antepassados. E ele pulsa e vibra por esta Igreja, que quanto mais parece morrer, mais vive.

Eu não estranharia nada, assim, se em todo mundo milhares de ditos católicos – que de católico guardam apenas o nome, a etiqueta – viessem a deixar a Igreja tendo em vista os escândalos de uma parte ínfima de seus padres. Afinal, como a reação dos maus católicos da Alemanha – que é a de fuga na tempestade iminente – também por aqui nós veremos alguns maus católicos pulando da barca de Pedro, loucamente. E digo isso, porque mal sabem eles que com isso aliviam a mesma Barca, a única que irá aportar em porto seguro, porque tem Pedro como sinal visível, a única que tem Maria como Comandante, a única que tem Jesus Cristo como General Timoneiro. Afinal, Jesus não construiu duas barcas, e desde o início pescava apenas na barca de Pedro.

É então, não com medo, nem com lágrimas, nem com ataques que devemos enfrentar a tempestade que chega, e sim com a corrente vigorosa do Rosário, arma esta que parece a mais canhestra de todas, mas que possui o poder de fogo mais devastador que existe, e que jamais foi inventado neste planeta. Ao invés de fugir, as boas famílias católicas devem agora é se unir em torno do seu Pedro e em linha cerrada de oração. Porque somente a oração move o coração e a mão poderosa do Eterno Pai, também Ele ferido mais do que nunca em seu amoroso coração, eis que espera pela nossa atitude de amor e fé. Com o Rosário em família, poderemos derrotar os mais bem armados e arrogantes exércitos do planeta.

Sim, porque os maus se fiam no poder de seus exércitos, como está em Isaías 31, 1 Ai daqueles… que contam com a cavalaria, que se fiam no número de carros e no valor dos cavaleiros, em vez de voltarem seus olhares para o Santo de Israel e de consultarem o Senhor. E se de um lado os bons e aliados de Deus são poucos, e se armados até mesmo de canhões e metralhadoras fariam papel ridículo diante da pujança dos inimigos, verdade é que a batalha física, por fragorosa e troante que seja, é apenas pálido reflexo da batalha que se desenrola ao nível dos espíritos. E as armas humanas não atingem os demônios – artífices e verdadeiros comandantes do ataques contra a Igreja – enquanto a arma poderosa do Rosário é mortal, porque acabrunha e inibe as ações dos inimigos.

Qualquer pessoa de bom senso, com um mínimo de inteligência e uma gota de razão percebe que todos estes ataques centrados contra o Papa são orquestrados, obedecem a um plano claro de destruição da Igreja para tomar de assalto o Trono de Pedro. Qualquer católico minimamente bem informado compreende pelas mensagens de alerta a nós passadas pelo Céu, através dos bons profetas atuais, sabe que existe dentro da própria Igreja uma trama que tem por alvo derrubar o Papa, a fim de colocar na Igreja uma doutrina diferente daquela que nos foi legada pelos nossos pais. Então o que cabe agora, aos católicos valentes, fiéis e orantes é confiar na Misericórdia de Deus e mais do que nunca se agarrarem na Igreja. Com seus terços na mão.

Porque assim está previsto em Isaias 10 19 Restarão tão poucas árvores em sua floresta, que um menino poderá contá-las. 20 Naquele tempo, o restante de Israel e os remanescentes da casa de Jacó deixarão de apoiar-se naquele que os fere, mas apoiar-se-ão com confiança no Senhor, o Santo de Israel. 21 Um resto voltará, um resto de Jacó, para o Deus forte. 22 Ainda que teu povo fosse inumerável como a areia do mar, dele só voltará um resto. A destruição está resolvida, a justiça vai tirar a desforra. 23 Esta sentença de ruína o Senhor Deus dos exércitos executará no centro de toda a terra. E hoje, sem dúvida, Roma, o Vaticano é o centro da terra. O centro das atenções de todo mundo.

Então nós apenas devemos intensificar nossas orações pelo Santo Padre, para que fortalecido por elas ele posso levar até o fim a missão que lhe foi confiada por Deus. A gente sabe que no final ele mesmo sairá no momento de Deus, para que se cumpram as profecias e satanás se assente naquela cadeira por algum tempo, tentando se fazer passar por Deus. Mas como falta muita coisa a fazer ainda, temos a certeza de que, embora todos estes ataques, o Santo Padre resistirá ainda muito tempo, até que tudo esteja pronto para o holocausto deste planeta, causado pela loucura dos maus. Porque como as previsões bíblicas anunciam, no final veremos apenas um resto de pessoas, os que triunfarão definitivamente sobre o mal, sobre o inferno e toda a sua malta. Só o demônio e os homens maus que se fizeram seus é que desejam a destruição da raça humana.

Porque o anticristo, o devastador, como está em Daniel 11, Dirigirá novamente sua fúria contra a santa aliança, tomará medidas contra ela, fazendo um pacto com aqueles que a abandonarem. 31 Tropas sob sua ordem virão profanar o santuário, a fortaleza; farão cessar o holocausto perpétuo e instalarão a abominação do devastador. Está bem claro, o santuário e a fortaleza é o Vaticano onde se encontra o Papa. O Holocausto é a Missa, a Eucaristia, que será suprimida pelos maus, por um tempo, como está dito em Daniel 9, 27 Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o devastador, até que a ruína decretada caia sobre o devastado.

Entretanto, por um tempo, o anticristo, como está em Daniel 11, 32 Submeterá, com suas lisonjas, os violadores da aliança, mas a multidão daqueles que conhecem seu Deus manter-se-á firme e resistirá. 33 Os homens doutos desse povo instruirão um grande número; mas, durante algum tempo, perecerão pela espada, fogo, cativeiro e pilhagem. 34 Enquanto forem caindo dessa maneira, serão um tanto amparados; e um bom número unir-se-á hipocritamente a eles. 35 Muitos desses sábios sucumbirão, a fim de que sejam provados, purificados e branqueados até o termo final; ora, esse final só chegará no tempo marcado.

Estas explicações em parte já se encontram no nosso livro A CAMINHO DO FIM, mas volto a reforçá-las. Daniel é um profeta para o nosso tempo. Neste texto acima ele nos avisa que o anticristo virá com lisonjas, mentiras, e cativará muitos cardeais e bispos e os submeterá ao seu serviço, eis os violadores da aliança. Hipócritas, que hoje se mostram vistosos diante do mundo, mas já estão firmemente presos pelas garras de satanás. Isso acontece já hoje a olhos vistos. O que está acontecendo também com a Igreja, senão a purificação e o branqueamento dela, senão também a nossa purificação que se dará por algum tempo, porque isso não durará por muito tempo. Nós devemos estar preparados para enfrentar ainda muitos rigores, porque pela mesma trama passou Jesus e tudo se repete, com a Igreja e com cada um que quer se manter fiel.

Como está no livro citado, depois do aparecimento do anticristo, ele dará ao mundo certo tempo, enquanto suas hostes preparam os últimos detalhes de seu diabólico plano. Já hoje, os governos das nações – o nosso inclusive – preparam as bases da ditadura do anticristo, e então, quando ele dominar sobre todas as nações, não precisará ele mesmo ditar novas leis, porque tudo está sendo preparado, vejam o plano de “direitos humanos” que este mau governo quer nos impingir. E posso lhes garantir, com certeza absoluta, sem margem alguma de erro, todo católico, tenha a idade que for, tenha o título que seja e que não percebe o ardil em que este governo nos está armando, e ainda assim votar nele, já é um fiel soldado do anticristo. É de todo um cego, ou conivente.

Porque o inimigo, quando assumir, fará como está dito em Daniel 11, 36 O rei fará então tudo o que desejar. Ensoberbecer-se-á, elevar-se-á no seu orgulho acima de qualquer divindade; proferirá até coisas inauditas contra o Deus dos deuses; prosperará até que a cólera divina tenha chegado ao seu termo, porque o que está decretado deverá ser executado. Ou seja, até que a ruína caia sobre o devastador, como previu o mesmo profeta. Ele trará então para o planeta, sete meses de horror, porque quer fazer cumprir o ideal de Lúcifer, querendo provar a Deus que o homem somente poderá ser regido pelo terror, pela ditadura sanguinária, pelo ódio animalesco e brutal, sem o que jamais servirá a Deus. Mas temos na palavra do profeta a garantia plena de que no final nós venceremos. E vejam…

Estas palavras fortes do Apocalipse de Daniel nos remetem ao “tempo mui distante” predito a ele, onde todas estas coisas aconteceriam. Como está em 12, 7 Então ouvi o homem vestido de linho, que estava em cima do rio, jurar, levantando para o céu sua mão esquerda bem como sua mão direita: pelo eterno vivo, será num tempo, tempos e na metade de um tempo, no momento em que a força do povo santo for inteiramente rompida, que todas estas coisas se cumprirão. 8 Ouvi essas palavras, mas sem entendê-las. Meu senhor, perguntei, qual será a conclusão de tudo isso? 9 Vamos, Daniel, respondeu; esses oráculos devem ficar fechados e lacrados até o tempo final. 10 Muitos serão limpos, acrisolados e provados. Os ímpios agirão com perversidade, mas nenhum deles compreenderá, enquanto que os sábios compreenderão. 11 Desde o tempo em que for suprimido o holocausto perpétuo e quando for estabelecida a abominação do devastador, transcorrerão mil duzentos e noventa dias.

Aqui o profeta anuncia que a força do povo santo será rompida, ou seja, parecerá que tudo está perdido, e que o mundo não tem mais salvação e está em definitivo nas mãos de satanás e seus seguidores terrenos. Isso, porém, se dará por um curto espaço de tempo, não porque Deus agirá diretamente para destruir os devastadores, mas porque eles mesmos, na pressa e na cegueira, acabarão por exterminar-se. Claro, que muitos bons irão sucumbir como também está predito, porque para extirpar o imenso volume de joio que ameaça hoje sufocar a boa plantação, é impossível sem que algumas plantas de Deus sejam arrancadas também. Mas o sangue destas – sua vida – servirá de estopim para a conversão de milhares destes hoje algozes…

Uma coisa é certa, tão clara como a esplendida aurora surgirá depois de toda esta tempestade: a vitória dos filhos e das filhas de Deus sobre o império fabuloso do mal, será de tal modo, arrasadora, que dos devastadores não sobrará nem raiz, nem ramos, nem brotos, nem folhas, nem vestígios. Toda esta linha de sangue maldito, dada a todo tipo de confabulação, da sedição, da intriga, da mentira torpe, da calúnia – como o fazem agora contra o Papa – capaz dos mais sanguinários procedimentos, dos mais hediondos crimes, como possuir-se do desejo de matar mais de seis bilhões de seres humanos, como se isso fosse uma singela e amorosa necessidade para o bem de todos e a felicidade dos que restarem irá desaparecer. E fulminada!

Não há como conceber um mundo, onde existam pessoas que perseguem e matam os bons, quando são apenas eles que constroem para a perpetuação. Em vista disso, sumirão da face do planeta todos os filhos do ódio, a raça bastarda dos filhos dos homens, cuja maldade é incontornável, é ingênita a sua perversidade, pois que jamais seus pensamentos mudarão (Sab 12, 10). Há um germe ruim no sangue de muitos povos da terra, cujos procedimentos se equiparam aos dos demônios, e que se não for eliminado da face do planeta, jamais os filhos de Deus encontrarão aqui a paz. E podem, desde já, cantar seu canto fúnebre, seu réquiem de ódio, os ateus todos do mundo, como os dois “cientistas” ingleses que querem prender o papa.

De fato, podem esgarçar suas bocarras até rasgar as orelhas de tanto gritar, mas seu germe furibundo vai se extinguir, e o será por força do ódio deles mesmos. Força dos milhões de Ave Maria que partirão de nossos singelos terços, força arrasadora capaz de mudar toda a face do planeta, força, entretanto invisível, mas poderosa, porque tornada eficaz pelas mãos de Maria. Que bradem agora os incrédulos até morrem engasgados no próprio ódio; que atirem desde agora todas as pedras que tiverem contra Igreja, enquanto é tempo deles. Porque quando esgotar seu estoque, quando terminar seu arsenal de ódio e mentira, quando esgotar-se sua baba venenosa – porque alimentada pelos dentes da serpente – no mesmo ato sucumbirão eles mesmos, vitimados pelo horror de si próprios.

Eis o que acontecerá com os que se julgam invencíveis e que aliados ao inferno em seu estertor, pensaram ser possível desafiar a Deus e saírem vitoriosos. De fato, tudo o que fazem agora é fabricar redes para se enredarem, e cordas para se enforcarem. Os astros que eles abalaram tentando fazer uma estrela para Lúcifer irão destruir em um átimo de tempo seu império financeiro, e no mesmo instante fulminar o poder de seu exército. As doenças e vírus que eles fabricaram para contaminar os povos e elimina-los acabarão por voltar-se contra eles mesmos, porque tais vírus irão selecionar exatamente os filhos do horror, porque os filhos da bênção – com Deus ao seu lado – terão a garantia dos sacramentais do céu. Enfim, o veneno que eles fabricaram para derramar sobre as populações indefesas será o repasto que os alimentará quando a terra os engolir, embora muito a contragosto! Deveria vomitá-los!

Assim, se você amigo leitor também chora junto com Sua Santidade o nosso querido Papa Bento XVI, se também lamenta pela nossa Igreja, tão apedrejada hoje, lembre que o tempo não é de prantos, mas de mãos a obra. Não pegue as espadas, mas sim empunhe seu rosário. Reze em família, reúna os seus, comece com uma Ave Maria, dali a uma dezena, e prepare-se porque virá o tempo em que quem quiser sobreviver terá de rezar 10 rosários por dia. Lágrimas não pagam os impostos e lamentos não resolvem problemas, orações sim, embora a imensa maioria não entenda este mistério. É o que nos resta e o que devemos fazer agora, a começar de hoje.

Em suma, nada de medos nem de desesperos. Se o seu filho, sua filha, seu esposo, sua esposa ou seu amigo não se converte, não se desespere, cubra-o de Ave Maria. Cubra-o com orações confiantes, e jamais Deus permitirá que ele se perca. Porque agora é tempo não de pensar em salvar o corpo e sim a alma. Quem quiser salvar sua vida irá perdê-la disse Jesus. Isso significa que ele pode até vir a se salvar, ganhar o Céu, mas não terá a graça de viver a nova vida, entre delícias, ainda aqui nesta terra.

E haverá delícia maior do que viver uma vida de paz, sem atiradores de pedra? Sem perseguidores da Igreja e do Papa? Sem governos corruptos? Sem ladrões de todos os quilates? Sem mentirosos de todos os tipos e tamanhos? Sem gente desejando o mal, odiando, transformando a vida na terra neste quase inferno? Sem ateus e outros atoas? Haverá delícia maior que poder ver seus filhos e netos crescerem como rebentos novos, numa terra de esplendores? Num mundo onde todos terão tudo, e do bom e do melhor, sem mendigos, sem pobres e desamparados? Um mundo sem dor, sem doença de espécie alguma, sem sofrimentos e sem tristezas?

Pois se prepare para isso. Está mais perto do que você imagina, basta um toque de mão, um romper de cortinas. Será esplêndido o porvir, vale a pena lutar por ele. De fato, quem não lutar por ele, não terá direito de aqui viver. Quer isso? Então empunhe seu Rosário, reúna sua família e reze. Comecem os esposos! (Aarão)

De Francisco, um dos videntes de Fátima: Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos que pedir muito por ele!”

As Profecias do fim dos tempos

João 16 (1-4)

“Disse-vos essas coisas para vos preservar de alguma queda.

Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo

aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus.

Procederão deste modo porque não conheceram o Pai,

nem a mim. Disse-vos, porém, essas palavras para que,

quando chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo anunciei.”

Cortando e mutilando a Bíblia, Lutero

e os protestantes caem sob a maldição
da Bíblia que diz:
“Se alguém tirar qualquer coisa das palavras

da profecia deste livro, Deus lhe tirará
a sua parte do livro da vida, da cidade
santa e das coisas que estão escritas
nesse livro” (Apoc. XXII, 19).

(Efésios 4,5)
“Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” ( A Unica Igreja que Jesus fundou – IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA)

Mateus 16,18-19
“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a
minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Eu te darei as chaves do Reino dos céus:
tudo o que ligares na
terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na
terra será desligado nos céus. ”

——————————–
Pedro é o primeiro Papa outorgado por Deus,
cujo sucessão apostólica vem até hoje com Bento XVI,
que está lá em seu cargo a mando do Espírito Santo.

Quem vai passar pela Tribulação é A Igreja Católica, pois “igrejas protestantes” não existem, cada um faz uma na sua garagem.

O demônio não está nem ai em acabar com elas, pois elas não seguem o Magistério da Igreja e nem a Tradiçào e nem a Sucessão Apostólica.

O demônio irá fazer da Igreja Católica depois que o Anticristo aparecer o mesmo que ocorre nas Igrejas Protestantes, uma celebração sem a Eucaristia ( cristo vivo na hóstia SANTA) . Ver MILAGRES EUCARÍSITCOS COMO PROVA.

Dia 15/02/12 se manifestará o Anticristo, 100 dias depois o Anticristo invadirá o Vaticano, e destruirá todos os sacramentos, expulsará Bento XVI que sairá em exilio por 7 meses, depois virá o Astro e o Aviso ( o Espírito Santo irá mostrar para todos o estado de sua alma). Nesse período depois dos 100 dias, um avião espião dos Eua cairá Israel e levará a Terceira Guerra Mundial.

O Anticristo quer acabar com os sacramentos, acabar com a Eucaristia, e não está nem ai para as Igrejas protestantes, pois está não tem Jesus vivo na Eucaristía. E com isso ele vai invadir o Vaticano e se declarar o Papa da Religião Universal. E os protestantes vivem em constante pecado, já que não acreditam no Sacramento da Confissão e nunca se confessam.

OBS: Nenhum templo será construido como dizem os protestantes, para o Anticristo governar, e ninguém vai subir aos ares arrebatados enquanto o pau quebra aqui na Terra.

O arrebatamento vai ser para lugares seguros segundo Nsra disse, e todos terão que passar pelas provações, muito menos os protestantes irão ficar isentos, eles que se acham “os salvos”.

A confusão entre os protestantes está pois eles não seguem o Magistério da Igreja, a Tradição da Igreja e nem a Sucessão Apostólica, e não acreditam em Dogmas de fé, como a Eucaristia, Intercessão dos Santos, Purgatório entre outros.

OBS 2: Não existe preconceito para com outras religiões, mesmo porque não existem religiões. Pois só existe Uma Verdade completa. E a Verdade está na Religião que Jesus fundou, o resto são seitas, não importa de que religião seja. Depois da tribulação todas as pseudo religiões irão ser varridas do mapa, e teremos somente a Verdade com Jesus no comando. E todos saberão disso.

A idéia do Anticristo é fundar uma religião Universal, onde é proibido se ter alguma religião particular. ( religião da Nova Era – New Age)

Nossa Senhora disse:


Rezai. Somente pela força da oração podeis suportar o peso das provações

Midia Brasileira orquestra plano de perseguição a Igreja em 25/09/2008

URGENTE!!!! Projeto que instaura a perseguição religiosa corre em silencio..Os supostos Satanistas querem proibir Padres e Pastores pregarem o evangelho no Brasil.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"O coraçaõ do rei está na mão do Senhor, inclinalo-á para onde quiser!" (Pr. 21, 1)

       Trago aos leitores um trecho da Carta Encíclica Mystici Corporis de S.S. Pio XII, de quem sou especial devoto junto de São Pio X.

“37. Ele na sua vida mortal instruiu-nos com leis, conselhos, avisos, em palavras que não passarão nunca e para os homens de todos os tempos serão Espírito e Vida (cf. Jo 6,63). Além disso deu aos apóstolos e seus sucessores o tríplice poder de ensinar, reger e santificar, poder definido com especiais leis, direitos e deveres, que constituem a lei fundamental de toda a Igreja.

38. Mas Nosso Divino Salvador governa e dirige também por si mesmo e diretamente a sociedade que fundou; pois que Ele reina nas inteligências e corações dos homens e dobra e compele a seu beneplácito as vontades ainda mais rebeldes. "O coração do rei está na mão do Senhor; inclinálo-á para onde quiser" (Pr 21,1). Com este governo interno ele, qual "pastor e bispo das nossas almas" (cf. 1Pd 2,25) não só tem cuidado de cada um em particular, mas também de toda a Igreja; tanto quando ilumina e fortalece os sagrados pastores para que fiel e frutuosamente se desempenhem de seus ofícios, como quando - em circunstâncias particularmente graves - faz surgir no seio da Igreja homens e mulheres de santidade assinalada, que sejam de exemplo aos outros fiéis, para incremento do seu corpo místico. Acresce ainda que Cristo do céu vela sempre com particular amor pela sua esposa intemerata, que labuta neste terrestre exílio; e quando a vê em perigo, ou por si mesmo, ou pelos seus anjos (cf. At 8,26; 9,119; 10,1-7; 12,3-10), ou por aquela que invocamos como auxílio dos cristãos, e pelos outros celestes protetores, salva-a das ondas procelosas e, serenado e abonançado o mar, consola-a com aquela paz "que supera toda a inteligência" (Fl 4,7).

39. Não se julgue, porém, que o seu governo se limita a uma ação invisível[1], ou extraordinária. Ao contrário, o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra. Vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que Cristo nosso Senhor, depois de ter, durante a sua carreira mortal, governado pessoalmente e de modo visível o seu "pequeno rebanho" (Lc 12,32), quando estava para deixar este mundo e voltar ao Pai, confiou ao príncipe dos apóstolos o governo visível de toda a sociedade que fundara. E realmente, sapientíssimo como era, não podia deixar sem cabeça visível o corpo social da Igreja que instituíra. Nem se objete que com o primado de jurisdição instituído na Igreja ficava o corpo místico com duas cabeças. Porque Pedro, em força do primado, não é senão vigário de Cristo, e por isso a cabeça principal deste corpo é uma só: Cristo; o qual, sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra; e assim a Igreja, depois da gloriosa ascensão de Cristo ao céu não está educada só sobre ele, senão também sobre Pedro, como fundamento visível. Que Cristo e o seu vigário formam uma só cabeça ensinou-o solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na carta apostólica "Unam Sanctam"[2] e seus sucessores não cessaram nunca de o repetir.”

Diante destas verdades tão consoladoras, qualquer acréscimo meu incorre em mera repetição. Contudo, não poderia deixar de ao menos comentar alguns trechos que me inebriam a alma!

“o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra”

Todos os dias, nós, Igreja de Deus, rezamos na ação de graças a oração de fidelidade ao Papa. Não só é de grande valia espiritual, mas uma oportunidade salvífica de expiar e reparar tantos quantos o blasfemam  e injuriam nas mídias, no coração, ... na vida! Estamos contigo ó Doce CRISTO, sobre a terra. Estamos contigo, submetemo-nos ao vosso poder e à vontade DEUS PAI.

Tamanha submissão, ó meu Doce Pastor, não vem a ser um ‘papismo’. Visto que o Senhor dobra as inteligências e os corações dos mais rebeldes, não dobraria a vossa se assim fosse necessário?

“Ele reina nas inteligências e corações dos homens e dobra e compele a seu beneplácito as vontades ainda mais rebeldes.”

Certamente, o Senhor DEUS inclina-o e sempre há de incliná-lo para onde quiser.

"O coração do rei está na mão do Senhor; inclinálo-á para onde quiser" (Pr 21,1).

Não estamos sozinhos, como ovelhas sem pastor, visto que o Sumo e Eterno Sacerdote, “sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra”.

Não há como negar que enfrentamos um momento que S.S. Pio XII chama de ‘circunstâncias particularmente graves’, e desta maneira somos invocados a viver o que ele acena como prova do governo de CRISTO em momentos como estes, a saber: em que surgem homens e mulheres de santidade assinalada, que sejam de exemplo aos outros fiéis, para incremento do seu corpo místico. E é desta santidade que precisamos.
      E se Cristo do céu vela sempre com particular amor pela sua esposa intemerata, que labuta neste terrestre exílio; e quando “a vê em perigo, ou por si mesmo, ou pelos seus anjos[3], ou por aquela que invocamos como auxílio dos cristãos, e pelos outros celestes protetores, salva-a das ondas procelosas e, serenado e abonançado o mar, consola-a”. Por esta razão, espero com vigilância por “aquela paz que supera toda a inteligência"[4].
      Ainda que dúvidas doutrinais não resolvidas pairam e se lançam em nosso tempo, se as pérfidas condutas de pobres homens assolam nossos corações e escandalizam os mais fracos, a certeza da fé na Palavra de DEUS e de Pedro – pois somos educadoss por ambos - , com toda força e coragem nós podemos clamar ao mundo que ‘O coração do rei está na mão do Senhor!’.

domingo, 18 de abril de 2010

Aprendendo a ser padre

Ser padre é também saber sofrer os reveses da vida


            Eu estava nos primeiros meses da minha vida como sacerdote, residia na minha terra natal, sede da diocese. Trazia o coração cheio de alegria pelo cumprimento das promessas de Deus, que me convidou para segui-Lo. Em minha mente, os conceitos aprendidos na Teologia estavam vívidos e bem definidos, eu era professor no seminário diocesano e embora não tivesse ainda assumido trabalhos paroquiais, sentia-me capaz de 'transformar' o mundo através do exercício do ministério.
           Fui chamado a um hospital para visitar uma jovem mãe que havia dado à luz no dia anterior. Entusiasmado, preparei-me também para visitar outros que porventura precisassem. Depois de abençoar mãe e filho recém-nascido, comecei a visitar os enfermos naquele hospital. Uma jovem veio ao meu encontro, ofegante, pediu que eu fosse dizer umas palavras à sua mãe. “O médico nos disse que fez tudo o que era possível por ela”, afirmou a jovem. Tratava-se de uma idosa com câncer em estado terminal. Não imaginava que meu encontro com aquela enferma pudesse ser, para mim, uma das mais importantes lições que aprenderia depois das aulas de Teologia, encerradas havia pouco tempo.
            - "Sua bênção, senhor padre!", assim me disse aquela senhora de olhos fundos, pele pálida e rosto maltratado pela enfermidade. Sempre fiquei impressionado com o câncer, este mal corrói a pessoa de dentro para fora e o seu tratamento clínico faz o mesmo, de fora para dentro. Imaginei que o Senhor me conduzira até ali para dar um grande apoio àquela senhora. Após a santa confissão e durante a santa unção percebi seus olhos lacrimejarem. Também fiquei comovido por contemplar as mãos de Jesus consolando uma pessoa prestes a partir deste mundo. Antes de sair e chamar novamente os parentes que estavam no quarto, eu lhe disse:
            "Hoje o Senhor Jesus a visitou, agradeça-O e não fique triste!" E "Considero-me uma cancerosa muito feliz, senhor padre!", respondeu. Fiquei impressionado com a resposta e ao perceber meu espanto, acrescentou: "Nunca fui tão feliz como depois do câncer! Sofri 37 anos um casamento marcado por traições e alcoolismo, meu marido era um homem derrotado pelo vício e pelo pecado. Orei muito pedindo ao Senhor que o livrasse daquela vida. Depois que descobri essa doença em mim, percebi que meu marido ficou tão comovido que algo mudou dentro dele. Há alguns dias ele me pediu perdão por toda dor que me causou, mas já há muito tempo percebo em seus gestos que minha doença curou a dele. Meu casamento foi restaurado!
             Aquela jovem que foi chamá-lo, senhor padre, era uma menina perturbada por uma depressão terrível. Vivia fechada em seu quarto, não saía nem para se alimentar e chegou a tentar o suicídio várias vezes. Quantas vezes chorei com o rosário na mão, implorando um milagre por esta filha. O milagre aconteceu! Depois que comecei o tratamento do câncer, essa filha se recuperou repentinamente e passou a acompanhar-me de exame em exame, de hospital em hospital. Quando me sentia abatida, era ela que me fazia sorrir com histórias alegres e o testemunho do seu amor. O milagre da minha filha aconteceu através do meu câncer.
            Por fim, meu filho mais velho, casado há 15 anos, estava para se separar da esposa. Ele, em crise de fé, queria abandonar a Igreja Católica e sua esposa não concordava. Fiquei arrasada porque mesmo apesar de ter sofrido tanto com meu esposo, nunca aceitei a ideia de separação. Para não desrespeitar o espaço deles, fiquei calada e apenas orei. O que minhas palavras não disseram o câncer falou. Já faz três meses que eles estão bem, e ambos vêm me visitar todos os dias; juntos rezamos o terço e meu filho renovou sua fé e respeito pela Igreja. O câncer veio na hora certa, na hora de restaurar minha família! Posso morrer em paz, pela bênção que o senhor me trouxe através dos sacramentos, e pela alegria de ver minha família restaurada por Deus através dos meus sofrimentos".
         A Igreja, por intermédio de meu bispo, me ordenou sacerdote. O seminário me formou por meio de duas faculdades e pelo acompanhamento dos formadores. Mas foi uma moribunda num leito de hospital que me ajudou a entender um pouco mais o que é ser padre. Estou prestes a celebrar 10 anos de sacerdócio. Tenho vivido muitas experiências difíceis e algumas delas muito duras. Quando me sobrevém algo muito difícil, lembro-me daquela senhora cancerosa, a quem o Senhor chamou para a eternidade… Então compreendo que ser padre é também saber sofrer os reveses da vida para que outros tenham vida. Ser outro Cristo é aceitar o Calvário para que outros experimentem a Páscoa. Das muitas lições que ainda tenho de aprender, essa primeira me serviu para dar sentido a todo sacrifício que abracei para ver tanta gente feliz. Gente que aprendi a amar, olhando o amor de uma cancerosa que imitou Jesus.



Padre Delton -Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL


Caros Presbíteros,
           A Igreja sem dúvida está muito feliz com o Ano Sacerdotal e agradece ao Senhor por haver inspirado o Santo Padre a decidir sua realização. Todas as informações que chegam aqui a Roma sobre as numerosas e multíplices iniciativas programadas pelas Igrejas locais no mundo inteiro para realizar este ano especial constituem a prova de como foi bem recebido e - podemos dizer – correspondeu a um verdadeiro e profundo anseio dos presbíteros e de todo o povo de Deus. Estava na hora de dar uma atenção especial de reconhecimento e de empreendimento em favor do grande, laborioso e insubstituível presbitério e de cada presbítero da Igreja.
           É verdade que alguns, mas proporcionalmente muito poucos, presbíteros cometeram horríveis e gravíssimos delitos de abuso sexual contra menores, fatos que devemos rejeitar e condenar de modo absoluto e intransigente. Devem eles responder diante de Deus e diante dos tribunais, também civis. Mas estamos antes de mais nada do lado das vítimas e queremos dar-lhes apoio tanto na recuperação como em seus direitos ofendidos.
          Por outro lado, os delitos de alguns não podem absolutamente ser usados para manchar o inteiro corpo eclesial dos presbíteros. Quem o faz, comete uma clamorosa injustiça. A Igreja, neste Ano Sacerdotal, procura dizer isto à sociedade humana. Qualquer pessoa de bom senso e boa vontade o entende.
           Dito necessariamente isso, voltamos a vós, caros presbíteros. Queremos dizer-vos, mais uma vez, que reconhecemos o que sois e o que fazeis na Igreja e na sociedade. A Igreja vos ama, vos admira e vos respeita. Sois também alegria para nossa gente católica no mundo, que vos acolhe e apoia, principalmente nestes tempos de sofrimentos.
           Daqui a dois meses chegaremos ao encerramento do Ano Sacerdotal. O Papa, caros sacerdotes, convida-vos de coração a vir de todo o mundo a Roma para este encerramento nos dias 9, 10 e 11 de junho próximo. De todos os países do mundo. Dos países mais próximos de Roma dever-se-ia poder esperar milhares e milhares, não é verdade? Então, não recuseis o convite premuroso e cordial do Santo Padre. Vinde e Deus vos abençoará. O Papa quer confirmar os presbíteros da Igreja. A vossa presença numerosa na Praça de São Pedro constituirá também uma forma propositiva e responsável de os presbíteros se apresentarem, prontos e não intimidados, para o serviço à humanidade, que lhes foi confiado por Jesus Cristo. A vossa visibilidade na praça, diante do mundo hodierno, será uma proclamação do vosso envio não para condenar o mundo, mas para salvá-lo (cfr. Jo 3,17 e 12,47). Em tal contexto, também o grande número terá um significado especial.
             Para essa presença numerosa dos presbíteros no encerramento do Ano Sacerdotal, em Roma, há ainda um motivo particular, que a Igreja hoje tem muito a peito. Trata-se de oferecer ao amado Papa Bento XVI nossa solidariedade, nosso apoio, nossa confiança e nossa comunhão incondicional, diante dos frequentes ataques que lhe são dirigidos, no momento atual, no âmbito de suas decisões referentes aos clérigos incursos nos delitos de abuso sexual contra menores. As acusações contra o Papa são evidentemente injustas e foi demonstrado que ninguém fez tanto quanto Bento XVI para condenar e combater corretamente tais crimes. Então, a presença massiva dos presbíteros na praça com Ele será un sinal forte da nossa decidida rejeição dos ataques de que è vítima. Portanto, vinde também para apoiar o Santo Padre.
           O encerramento do Ano Sacerdotal não constituirá propriamente um encerramento, mas um novo início. Nós, o povo de Deus e os pastores, queremos agradecer a Deus por este período privilegiado de oração e de reflexão sobre o sacerdócio. Ao mesmo tempo, propomo-nos de estar sempre atentos ao que o Espírito Santo quer nos dizer. Entretano, voltaremos ao serviço de nossa missão na Igreja e no mundo com alegria renovada e com a convicção de que Deus, o Senhor da história, fica conosco, seja nas crises seja nos novos tempos.

           A Virgem Maria, Mãe e Rainha dos sacerdotes, interceda por nós e nos inspire no seguimento de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.


Cardeal Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero

terça-feira, 13 de abril de 2010

Por que, servir a Igreja?

          
            Amigos e adversários me perguntaram por que sirvo à Igreja Católica, ontem e hoje tão controvertida. Isso mesmo, e já vai para cinqüenta anos. Respondi que controvérsia existe por toda a parte. Se tivesse escolhido ser político ou servir algum exército verde ou vermelho também a encontraria. Além do mais, nutro a convicção de que sirvo é a Deus e ao meu povo e faço isso na instituição chamada Igreja Católica.
          Ao escolher a vida que vivo escolhi o sinal, a provocação, a controvérsia, mas também o diálogo, o estudo, a prece, a convivência e a paz. De alguma forma sou mestre e sou visto como mestre. Se outros quiseram ser mestres em história, sociologia, filosofia, medicina, ciências biológicas e política, eu quis ser um eco de Jesus, portanto: catequista e mestre de espiritualidade, o que não me parece coisa pouca nem pequena.
          De homens e mulheres que assumiram crer e ensinar espiritualidade nasceram hospitais, creches, asilos, orfanatos, universidades, grandes obras de filantropia, grandes livros, grandes estudos, grandes descobertas, o processo civilizatório da Europa, da América Latina e de boa parte de outros continentes. Houve erros? Houve. E as ideologias de hoje também não impuseram e não erraram?

           Os católicos iam lá anunciar Jesus do jeito deles e lá criavam escolas e cidades. Aconteceu no Brasil onde milhares de obras sociais têm o sinal da cruz nas suas paredes, onde famosas universidades de hoje nasceram de escolas católicas de ontem e onde, primeiro existiu uma capela no lugar em que hoje se erguem pujantes metrópoles.
           É a esta Igreja que eu sirvo com todos os limites de uma agremiação de pessoas. Estamos no mundo há seguramente 20 séculos, ou como querem alguns, há dezessete séculos desde que nos chamamos de católicos, o que é mais tempo do que a maioria dos países e continentes de hoje, mais do que a maioria das igrejas e mais do que a maioria dos partidos e instituições de agora. Se duramos tanto tempo é porque soubemos durar e não nos faltou a graça de Deus que, cheio de misericórdia, viu nossos pecadores mas viu também os nossos santos e mártires.
            Não tenho porque me achar mais do que os outros por ser católico, mas também não tenho porque pedir desculpas por servir a uma Igreja que modificou a história do mundo. Não devo encurralar ninguém com meus argumentos, mas também não tenho porque deixar me encurralar por este ou aquele autor que nos diminui. Mostro a quem me fala deles e de suas denúncias, centenas de outros que nos respeitam e admiram. Além disso, historiadores são humanos: há os que só destacam o lado bom e os que só acentuam o lado ruim. E há os honestos que mostram o poder, a glória e as derrotas. Fico com estes. Faço o mesmo diante dos pregadores de religião. Suas religiões e igrejas têm méritos e pecados, também a nossa. Respeito-os e espero ser respeitado.

             Disse mais aos meus amigos naquela tarde fria de fogo a crepitar na lareira. Não escolhi ser sacerdote e aceitar que me chamem de reverendo e de padre apenas pelas honrarias e medalhas. Eu sabia que seria questionado porque teria que ensinar a doutrina da Igreja que é muito mais do que confeites, pudins e chantilis. Ela mexe com relacionamentos humanos e macro-políticas. Eu teria que anunciar e denunciar. Sabia disso há cinqüenta anos e sei agora. Se aceitei é porque achei que a isso Deus me chamava.
         Continuo não me achando melhor do que os outros, mas não silenciei nem escolhi o conforto da palavra que agrada. Abracei um caminho que às vezes fere primeiro o pregador. Sirvo a Deus, assim penso eu, numa Igreja rica de história e de martírios. Os pecados? Sou leitor de História. Sei o que houve com outras religiões, com as esquerdas e direitas e outras ideologias. Não fujo ao debate. Espero que eles também não fujam! Não se descartam vinte séculos com algumas frases feitas. Nem do nosso lado nem do lado deles!

FONTE: Padre Zezinho, SCJ