sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Projeto do Salão Paroquial
Aqui vão algumas perspectivas do Centro Pe. José Leão.
Em Breve, daremos o numro da conta para aqueles que quiserem ajudar.
Em Breve, daremos o numro da conta para aqueles que quiserem ajudar.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Por que nao se fala mais em casamento?
Ninguém espera viver como namorado a vida toda. Muitas mulheres falam da dificuldade de encontrar um namorado; outras, por sua vez, mesmo namorando há algum tempo, reclamam da falta de compromisso do rapaz com relação ao futuro do relacionamento ou de que o namoro parece não progredir como gostariam. Medo e insegurança podem realmente rondar os pensamentos dos namorados, especialmente quando certas decisões dizem respeito a compromissos definitivos. Assumir a responsabilidade do casamento pode causar frio na barriga de muitos ao imaginarem o futuro e as complexidades da vida a dois, o que exigirá do casal disposição recíproca em fazer de suas vidas um enxerto.
Ninguém espera viver – como namorado(a) – por um tempo indeterminado. Mas há alguns detalhes que talvez possam facilitar a compreensão dos possíveis motivos que levam ao adiamento da tão esperada data e, por sua vez, eliminar as inseguranças quanto ao compromisso para o casamento. Todavia, muitos casais, independentemente da necessidade de preparar os enxovais, mobiliar a casa, entre outras tarefas comuns aos nubentes, justificam ser ainda muito cedo para optarem pelo matrimônio. O casal sabe que deverá abdicar de coisas comuns à vida de solteiro, as quais lhes possam parecer insubstituíveis.
Algumas pessoas têm a imagem do casamento como uma prisão, mas, diferentemente disso, nesse novo estado de vida, apenas não cabem alguns dos antigos hábitos. Contudo, vale lembrar que a vida de quem opta pela experiência conjugal não se congela no tempo simplesmente pelo fato de se estar casado. Uma vez casado, uma nova perspectiva se abre para o jovem casal, agora, entrelaçando seus interesses, partilhando responsabilidades e abrindo-se ao aprendizado do convívio a dois.
Ao fazermos nossas escolhas assumimos as responsabilidades vislumbrando algum tipo de compensação pelo esforço empreendido. É muito desagradável para alguns casais de namorados perceberem que, mesmo depois de anos, levam o namoro como se os constantes desentendimentos fossem normais; vivem como se suportassem um ao outro em meio às brigas e discussões e qualquer situação pode ser motivo para mais uma crise. Outros continuam com o namoro somente pelo fato de estarem vivendo por muitos anos o relacionamento. Quando questionados sobre o assunto, dizem estar apenas acostumados com a companhia do outro. Entretanto, por maior que possa ser a intimidade no namoro existente entre esses casais, ainda assim não estão convencidos de dar um passo mais sério.
Seria difícil imaginar um futuro promissor com alguém que não se empenha em romper com o mau humor, cujo negativismo, a baixa autoestima e a dificuldade em se fazer afável a outros estão sempre à mostra. Qualquer uma dessas características faz com que até mesmo os amigos se distanciem de alguém assim. Se tais comportamentos não conseguem manter os amigos, tampouco poderiam convencer o(a) namorado(a) de que essa pessoa é um bom partido. Ao ponderar essas dificuldades presentes no relacionamento, que vantagens o casal poderia prever para o futuro do namoro a ponto de assumir o compromisso da vida conjugal?
Esses exemplos, entre outros, podem ser um sinal para os namorados avaliarem se o esforço empreendido ao longo desse convívio tem sido compensador até mesmo para continuar o namoro. Por essa razão, os namorados precisam viver esse tempo com muita dedicação e estar atentos a tudo que não favoreça o crescimento do casal.
Antes que o namoro venha a celebrar bodas, melhor seria que os namorados – olhando para casamentos que são para eles bons modelos e procurando evitar os erros cometidos por aqueles que foram malsucedidos –, investissem na própria mudança de comportamento, fazendo-se flexíveis às novas exigências de uma vida comum.
domingo, 9 de janeiro de 2011
É possível dividir o coração entre dois amores?
Para algumas pessoas, o amor passa por um crivo racional antes de ser expresso ou vivenciado. Ou seja, é ditado mais por valores do que por impulsos. Para outras, é pura emoção. Ou seja, amor é praticamente sinônimo da autêntica paixão.
Dinâmicas à parte, o fato é que há muito do amor que nenhum de nós consegue explicar, dimensionar ou compartimentar, ainda mais quando se trata das relações conjugais – já tão complexas por si só.
No entanto, como o futuro é incerto e o destino de cada um jamais se revela antes da hora, podemos afirmar que ninguém está à salvo de se flagrar com o coração confuso e perturbado entre dois amores.
Talvez sejam essas as palavras que mais traduzam os sentimentos de quem se vê, de repente, sem conseguir fazer uma escolha tão importante quanto “com quem ficar”. Com as duas? Com nenhuma? E se decidir por uma, como abrir mão dos encantos da outra e vice versa?
Acontece que nada, absolutamente nada nesta vida é somente bom ou somente ruim. Não podemos dividir as pessoas em “tudo o que amo nela” e “tudo o que não gosto”. Argumentos como “fulano é divertido, bem-humorado e criativo, enquanto que cicrano é romântico, responsável e bem-sucedido” só servem para demonstrar ainda mais o quanto não estamos comprometidos com o amor e sim com nossos caprichos pessoais.
Amor é, acima de tudo, aprendizado, crescimento, evolução. É a oportunidade suprema que cada um de nós tem para reconhecer não as qualidades ou as limitações do outro, mas sim as nossas próprias. Não as dificuldades e os erros do outro, mas sim os nossos. Como tão bem profetizou Rainer Maria Rilke:
"Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação".
Portanto, se você se descobrir confuso entre duas pessoas, sem saber em quem investir ou, pior, desejando investir nas duas ao mesmo tempo, imagine como se estivesse navegando por um mar imenso, intenso e profundo estando em dois barcos ao mesmo tempo, com um pé em cada barco... Impossível alcançar estabilidade. Impossível determinar um roteiro. Impossível chegar a qualquer lugar. E mais do que isso: perigoso, muito perigoso!
Sim, certamente essa imaginação não é suficiente para que você consiga chegar a um novo cenário para esta história. Minha sugestão é para que você ouça cuidadosa e atentamente o que diz seu coração. Ele sabe a resposta, antes mesmo de sua razão. Se estiver difícil, pegue uma folha de papel e escreva tudo o que você mais gosta em cada uma e tudo o que você não gosta. Reflita sobre o que está em sintonia com o que reconhece em você mesmo, inclusive as limitações, os “defeitos”.
Lembre-se de que amamos ou odiamos aquilo que está, antes de mais nada, dentro de nós mesmos. Admiramos aquilo com o que nos identificamos. Desejamos o que nos complementa. E nesta mesma proporção, escolhemos conforme a clareza de nossa própria consciência.
Se o seu coração está dividido, pare e perceba o que é que você está realmente buscando: felicidade ou perfeição? Aprendizado ou respostas prontas? Compromisso ou justificativas para suas próprias inseguranças? E assim, muito mais voltado para si mesmo do que para qualquer outro amor, terminará descobrindo que amar o outro é um exercício diretamente proporcional ao de amar a nós mesmos!
“Férias também é tempo de ser de Deus!”
Como um tempo de diversão pode ser um tempo consagrado a Deus? Podemos nos perguntar. Mas para responder peço licença para partir do nosso carisma (da Fraternidade Jesus Salvador): “O Louvor de Deus sob todas as formas” que culmina na liturgia!
E por liturgia deve-se entender tanto na concepção grega (Ação, Serviço público em favor do povo, ministério) quanto na Cristã (o exercício do sacerdócio de Cristo) que é a ação de Jesus Cristo em nós, por nós e, a nosso favor. Cuja maior serviço a humanidade é a doação de sua própria vida pela salvação das almas. Nestes prismas podemos dissertar com certa segurança sobre o tempo das férias.
Se a liturgia entre outras coisas é a ação do Cristo, ou seja, Sua entrada no tempo (Kronos) que se perpetua como obra de salvação atualizada em cada tempo de cada Santa Missa celebrada por nossas ofertas unidas a do sacerdote em uma única. A nossa vida particular toda é, uma vez batizados, um ofertar a vida toda por toda a vida até a Eterna.
Quando nós paramos uma certa atividade para fazer outra, não estamos deixando de viver, o que implica, não deixar de se alimentar, respirar, e todas os outros itens de sobre vivencia essenciais para nos manter no tempo, do mesmo modo no âmbito espiritual, uma vez batizados, nossa existência está toda consagrada em Deus, todas ela é para Ele, portanto para nos mantermos Nele é imprescindível mantermos os hábitos que nos garantem permanecermos na Vida Dele! Trocando em miúdos, é suicídio querer viver ou fazer qualquer outra atividade deixando dela os cuidados básicos de sobrevivência. E quais são os cuidados básicos para nos mantermos em Deus?
1- Bom assim como para continuarmos vivos precisamos nos alimentar, para nos maternos vivos para Deus e com uma vida em Deus, é fundamental nos alimentarmos de Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade presentes na Eucaristia.
2- Praticarmos outras atividades devocionais: terço, leitura orante da bíblia, devoções a Santos, leituras espirituais, jaculatórias, etc.
3- Termos sempre em mente o fato de estarmos na sua presença.
Talvez diante do exposto você diga: “Ah Frater, mas você esta querendo dizer é pra vivermos rezando nas férias?”
A resposta minha é: “É e não é”! Como assim! Estou alertando para ter uma vida toda em oração e não apenas algumas horas. Veja o carisma do nosso Instituto: “Louvor de Deus sob todas as formas” para nós salvistas, isto significa não apenas está num tempo determinado de braços erguidos, mas com toda a vida entregue, ofertada em Louvor a Deus, como nos pede Santo Agostinho ao afirmar: “Se queres dar um verdadeiro Louvor a Deus, lhe dará se viveres santamente”. Estamos alertando para você fazer das suas férias um momento mais que especial, estamos lhe dando a idéias de convidar Jesus a ir de férias com você, seja para o Shopping, para a Praia, um passeio com os amigos a beira do rio, ou a beira mar, ou a uma visita a um museu, e porque não ir com Jesus ao Cinema e ver um bom filme, ou seja, quando afirmamos “bom” é “bom mesmo”, interrogando no seu coração: “Será que Jesus veria este filme? Será que ele aceitaria ir comigo para aquele lugar? Ou eu o obrigaria a ir porque estar simplesmente indo? Sem poderá bem se esta ou aquela ação minha é condizendo com aquilo que sou. Será que lembro a afirmação de São que Diz: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”?
Bom como cristãos podemos fato nos divertir, mas sem nunca esquecermos de que toda a nossa vida deve estar nas mãos de Deus e passar pelo discernimento de sua vontade que se dá na nossa consciência.
Que nestas férias possamos vive-la intensamente como uma extensão da Santa Missa e preparação para a mesma ao menos aos Domingos, como o dia Sagrado e separado para bem dizer a Deus pelas férias que me concede, pelos amigos que me faz rever, pelas pessoas que ajudo, e pela Igreja que nos lugares mais escondidos encontro como providência de Deus para que eu não fique sem a Sua Graça. Amém!
Que todos tenhamos ótimas férias, sem tirar férias da vida de Deus!!!
Autor: Frater Tomás Maria de Jesus, sjs.
Para o Jornal: Uma nova Unção (Ed. Jan/2011).
Fraternidade Jesus Salvador.
E por liturgia deve-se entender tanto na concepção grega (Ação, Serviço público em favor do povo, ministério) quanto na Cristã (o exercício do sacerdócio de Cristo) que é a ação de Jesus Cristo em nós, por nós e, a nosso favor. Cuja maior serviço a humanidade é a doação de sua própria vida pela salvação das almas. Nestes prismas podemos dissertar com certa segurança sobre o tempo das férias.
Se a liturgia entre outras coisas é a ação do Cristo, ou seja, Sua entrada no tempo (Kronos) que se perpetua como obra de salvação atualizada em cada tempo de cada Santa Missa celebrada por nossas ofertas unidas a do sacerdote em uma única. A nossa vida particular toda é, uma vez batizados, um ofertar a vida toda por toda a vida até a Eterna.
Quando nós paramos uma certa atividade para fazer outra, não estamos deixando de viver, o que implica, não deixar de se alimentar, respirar, e todas os outros itens de sobre vivencia essenciais para nos manter no tempo, do mesmo modo no âmbito espiritual, uma vez batizados, nossa existência está toda consagrada em Deus, todas ela é para Ele, portanto para nos mantermos Nele é imprescindível mantermos os hábitos que nos garantem permanecermos na Vida Dele! Trocando em miúdos, é suicídio querer viver ou fazer qualquer outra atividade deixando dela os cuidados básicos de sobrevivência. E quais são os cuidados básicos para nos mantermos em Deus?
1- Bom assim como para continuarmos vivos precisamos nos alimentar, para nos maternos vivos para Deus e com uma vida em Deus, é fundamental nos alimentarmos de Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade presentes na Eucaristia.
2- Praticarmos outras atividades devocionais: terço, leitura orante da bíblia, devoções a Santos, leituras espirituais, jaculatórias, etc.
3- Termos sempre em mente o fato de estarmos na sua presença.
Talvez diante do exposto você diga: “Ah Frater, mas você esta querendo dizer é pra vivermos rezando nas férias?”
A resposta minha é: “É e não é”! Como assim! Estou alertando para ter uma vida toda em oração e não apenas algumas horas. Veja o carisma do nosso Instituto: “Louvor de Deus sob todas as formas” para nós salvistas, isto significa não apenas está num tempo determinado de braços erguidos, mas com toda a vida entregue, ofertada em Louvor a Deus, como nos pede Santo Agostinho ao afirmar: “Se queres dar um verdadeiro Louvor a Deus, lhe dará se viveres santamente”. Estamos alertando para você fazer das suas férias um momento mais que especial, estamos lhe dando a idéias de convidar Jesus a ir de férias com você, seja para o Shopping, para a Praia, um passeio com os amigos a beira do rio, ou a beira mar, ou a uma visita a um museu, e porque não ir com Jesus ao Cinema e ver um bom filme, ou seja, quando afirmamos “bom” é “bom mesmo”, interrogando no seu coração: “Será que Jesus veria este filme? Será que ele aceitaria ir comigo para aquele lugar? Ou eu o obrigaria a ir porque estar simplesmente indo? Sem poderá bem se esta ou aquela ação minha é condizendo com aquilo que sou. Será que lembro a afirmação de São que Diz: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”?
Bom como cristãos podemos fato nos divertir, mas sem nunca esquecermos de que toda a nossa vida deve estar nas mãos de Deus e passar pelo discernimento de sua vontade que se dá na nossa consciência.
Que nestas férias possamos vive-la intensamente como uma extensão da Santa Missa e preparação para a mesma ao menos aos Domingos, como o dia Sagrado e separado para bem dizer a Deus pelas férias que me concede, pelos amigos que me faz rever, pelas pessoas que ajudo, e pela Igreja que nos lugares mais escondidos encontro como providência de Deus para que eu não fique sem a Sua Graça. Amém!
Que todos tenhamos ótimas férias, sem tirar férias da vida de Deus!!!
Autor: Frater Tomás Maria de Jesus, sjs.
Para o Jornal: Uma nova Unção (Ed. Jan/2011).
Fraternidade Jesus Salvador.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Eu acuso...
J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)
Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário
OBS> Quem nos acompanhou nestes últimos anos, sabe que há mais de 15 que eu já previa estas coisas. Aliás, no final da década de 60 quando saiu a nova Lei das Diretrizes e Bases, eu disse aos meus professores: não vai dar certo! Vai virar uma máquina de criar estultos e premiar mentecaptos! E virou! mais que isso é escola de bandidos! De pequenos tiranos escarnecedores!
De qualquer forma, isso se encaixa perfeitamente nos planos da besta insana e consta nos protocolos, a biblia de satanás: o que vivemos nas escolas do Brasil e do mundo ao é ensino, nem formação de pessoas, é escola de bandidos! Ainda bem que o Novo reino vem para aliviar a carga de sofimento de milhões de bons professores, que serão obrigados no próximo a ensinar nas escolas, com video e tudo, que o homossexualismo é bom, e quantos centímetros uma menina de 12 anos precisa enfiar a lingua na boca da outra para ser um beijo lésbico.
Felizmente não tenho mais filhos na escola! Porque se eu soubesse que aqui irão também aplicar esta bandalheira, acho que eu eu movimentaria esta cidade.
Fonte: Recados do Aarão
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
FELIZ NATAL E MUITA PAZ
NATAL COM JESUS É MAIS NATAL!
Todos os anos deseja-se: Paz, Luz, Amor, Riqueza, Fraternidade, Prosperidade e outros desejos mais...
Desejamos à você, além das mesmas coisas, um Natal Real e Verdadeiro em que o Menino Jesus receba os presentes e os parabéns e que Ele seja convidado para a sua festa, receba o seu abraço e que você se deixe ser abraçado por Ele...
Que você não se esqueça Dele, afinal,
nada teria a menor graça sem Ele...
Cabe a você transformar o ano de 2011
em um ano de Felicidades!
Coloque Jesus em sua vida! Fique com Ele sempre!
Menino Jesus, Faça nascer novamente no coração de cada um de nós:
A INOCÊNCIA, para sermos transparentes;
O CARINHO, para cativarmos amigos;
A GRATIDÃO, para valorizarmos a vida em plenitude;
O PERDÃO, para nos reconciliarmos no amor;
A COMPREENSÃO, para sabermos perdoar;
O ENCANTAMENTO, para nos apaixonarmos pela busca da felicidade;
A SABEDORIA, para respeitarmos os pontos de vista do outro;
A SOLIDARIEDADE, para aprendermos juntos a construir caminhos;
A FÉ, para acreditarmos também no outro;
A PAZ, para ajudarmos a construir sempre;
A CORAGEM, para sabermos retomar nossos sonhos;
A VONTADE DE AMAR, para sermos felizes!
Amém
Que o Menino Jesus se sinta acolhido em seu coração.
E que você tenha, junto aos que ama,
um FELIZ NATAL e um ABENÇOADO ANO NOVO!!!
Todos os anos deseja-se: Paz, Luz, Amor, Riqueza, Fraternidade, Prosperidade e outros desejos mais...
Desejamos à você, além das mesmas coisas, um Natal Real e Verdadeiro em que o Menino Jesus receba os presentes e os parabéns e que Ele seja convidado para a sua festa, receba o seu abraço e que você se deixe ser abraçado por Ele...
Que você não se esqueça Dele, afinal,
nada teria a menor graça sem Ele...
Cabe a você transformar o ano de 2011
em um ano de Felicidades!
Coloque Jesus em sua vida! Fique com Ele sempre!
Prece de Natal
Menino Jesus, Faça nascer novamente no coração de cada um de nós:
A INOCÊNCIA, para sermos transparentes;
O CARINHO, para cativarmos amigos;
A GRATIDÃO, para valorizarmos a vida em plenitude;
O PERDÃO, para nos reconciliarmos no amor;
A COMPREENSÃO, para sabermos perdoar;
O ENCANTAMENTO, para nos apaixonarmos pela busca da felicidade;
A SABEDORIA, para respeitarmos os pontos de vista do outro;
A SOLIDARIEDADE, para aprendermos juntos a construir caminhos;
A FÉ, para acreditarmos também no outro;
A PAZ, para ajudarmos a construir sempre;
A CORAGEM, para sabermos retomar nossos sonhos;
A VONTADE DE AMAR, para sermos felizes!
Amém
Que o Menino Jesus se sinta acolhido em seu coração.
E que você tenha, junto aos que ama,
um FELIZ NATAL e um ABENÇOADO ANO NOVO!!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Natal
O Natal é a data mais importante do calendário cristão, quando é celebrado o nascimento do Menino Jesus. Mas quando falamos sobre Natal, podemos abrir um leque de histórias, contos e tradições, que até hoje são transmitidas de geração a geração.
Para que sua festa fique ainda mais bonita e alegre, vamos contar um pouco sobre as histórias que existem por trás de alguns símbolos e enfeites natalinos, e vamos expor o que eles representam para esta época de harmonia e paz entre amigos e familiares.
Papai Noel ou São Nicolau
Diz a lenda que São Nicolau era um homem muito rico e muito generoso. Conta-se que ele distribuía dinheiro aos pobres e presenteava as crianças que não tinham com o que se alegrar. Faleceu no dia 6 de dezembro, tornando este dia o Dia de São Nicolau. Esta data é muito lembrada e comemorada em alguns países do oriente, onde os pais ainda presenteiam seus filhos fazendo uma referência a São Nicolau. Por causa da proximidade de sua festa com a data do nascimento de Cristo, acabou-se transferindo lentamente a tradição de presentear as crianças para o dia 25 de dezembro. Os pais costumavam dizer que era São Nicolau quem trazia os presentes do céu. São Nicolau foi se tornando um símbolo natalino e o 1º Papai Noel reconhecido pelo mundo.
SINOS
Acredita-se que o som das badaladas dos sinos espantem todas as coisas ruins e atraiam boa sorte e alegria.
GUIRLANDA
Representa a presença do Menino Jesus na casa. Normalmente é colocada na porta de entrada dos lares, deixando visível que aquela casa esta protegida.
Árvore de Natal
Muitas histórias são contadas sobre a origem da árvore de Natal, mas tudo indica que sua origem é tipicamente alemã. Hoje, ela é um dos símbolos mais expressivos do Natal e as crianças aguardam ansiosas para ajudar os pais a enfeitá-la com flocos de algodão, fitas, luzes e bolas coloridas. Segundo a lenda, a árvore é a representação de Jesus, que é o tronco, e nós somos os ramos. As bolas e as luzes coloridas representam os frutos por ela produzidos, indicando a nossa caridade e generosidade.
Canções de Natal
A mais popular das músicas da noite de Natal, “Noite Feliz”, foi criada pelo padre Joseph Franz Mohr e pelo professor Franz Xavier Grueber. A letra veio da inspiração do padre, em uma noite estrelada, que ficou imaginando como teria sido a noite em Belém, quando Jesus nasceu. Escreveu a letra em forma de poema, uniu a melodia presenteada pelo compositor Grueber e utilizou-a na Missa do Galo de 1818. Hoje, “Noite Feliz” é cantada em inúmeros idiomas.
Noite Feliz
Noite feliz! Noite feliz!
Oh Senhor, Deus de Amor,
Pobrezinho nasceu em Belém.
Eis na lapa Jesus, nosso bem.
Dorme em paz, oh Jesus!
Dorme em paz, oh Jesus!
Noite feliz! Noite feliz!
Eis que no ar vêm cantar
Aos pastores
Os anjos do céu
Anunciando
A chegada de Deus,
De Jesus Salvador!
(BIS)
Noite feliz! Noite feliz!
Oh! Jesus, Deus da Luz,
Quão amável é teu coração
Que quiseste nascer
Nosso irmão
E a nós todos salvar.
E a nós todos salvar!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Um pouco de reflexão: Três conselhos...
"Aquele que não luta pelo que quer, não merece o que deseja."
Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa: "Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você. "
Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa: "Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você. "
Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.
O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.
O pacto foi o seguinte:
"Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho".
Tudo combinado.
Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso.
Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa."
O patrão então lhe respondeu: "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos; se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me
dê a resposta.
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: "QUERO OS TRÊS CONSELHOS."
O patrão novamente frisou: "Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro."
E o empregado respondeu: "Quero os conselhos."
O patrão então lhe falou:
1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.
Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, estes dois são para você comer durante a viagem e este terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.“
O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: "Pra onde você vai?“ Ele respondeu: "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada."
O andarilho disse-lhe então: "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias..“
O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.
Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.
De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.
Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia escutado gritos durante a noite, e ele respondeu que sim.
O hospedeiro perguntou-lhe se não estava curioso a respeito, e ele respondeu que não. O hospedeiro prosseguiu: “VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite... e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.”
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.
Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.
Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.
Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele pensou: "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.
Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA".
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente.
Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos lhe diz: "Eu fui fiel a você e você me traiu..."
Ela espantada lhe responde: "Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos!"
Ele então lhe perguntou: "E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?"
"AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade.“
Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.
Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.
APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e, ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação!
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...
Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...
Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e que, principalmente, não se esqueça de CONFIAR em DEUS... (mesmo que a vida, muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O tempo do Advento
Introdução
A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
Origem
Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.
Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.
Teologia do Advento
O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.
A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.
Espiritualidade do advento
A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
As Figuras do Advento:
ISAIAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.
JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.
MARIA
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.
JOSÉ
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.
A Celebração do Advento
O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.
As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).
Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.
Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O devido respeito aos sacerdotes
Os ministros são ungidos meus. A respeito deles diz a Escritura: “Não toqueis nos meus cristos” (Sl 105, 15). Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se me perguntares por que a culpa dos perseguidores da santa Igreja é a maior de todas e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque, em virtude do sangue por eles ministrado, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a mim. Não fosse assim, poderíeis ter para com eles o mesmo comportamento de praxe para com os demais homens.
Santa Catarina de Sena, “O Diálogo”, cap. 28. Paulus, 9ª edição, São Paulo, 2005- pp. 237-240
Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue. Quando desejais receber os sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo, em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela união da natureza divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso mesmo não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a mim ofende. Disto a proibição: “Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos”! Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: “Eu não ofendo a santa Igreja, nem me revolto contra ela; apenas sou contra os defeitos dos maus pastores”! Tal pessoa mente sobre a própria cabeça. O egoísmo a cegou e não vê. Aliás, vê; mas finge não enxergar, para abafar a voz da consciência. Ela compreende muito bem que está perseguindo o sangue do meu Filho e não os pastores.
Nestas coisas, injúria ou ato de reverência dirigem-se a mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que meus cristos sejam ofendidos. Somente eu devo puni-los, não outros. No entanto, homens ímpios continuam a revelar a irreverência que têm pelo sangue de Cristo, o pouco apreço que possuem pelo amado tesouro que deixei para a vida e santificação de suas almas. Não poderíeis ter recebido maior presente que o todo-Deus e todo-Homem como alimento. Cada vez que o conceito relativo aos meus ministros não coloca em mim sua principal justificativa, torna-se inconsistente e a pessoa neles vê somente muitos defeitos e pecados. De tais defeitos falarei em outro lugar. Mas quando o respeito se fundamenta em mim, jamais desaparece, mesmo diante de defeitos nos ministros; como disse, a grandeza da eucaristia não é diminuída por causa dos pecados. A veneração pelos sacerdotes não pode cessar; se tal coisa acontecer, sinto-me ofendido.
Santa Catarina de Sena, “O Diálogo”, cap. 28. Paulus, 9ª edição, São Paulo, 2005- pp. 237-240
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Encontro com Jesus Eucaristia na Missa dominical é o pilar da vida de fé, afirma Bento XVI
VATICANO, 17 Nov. 10 / 02:42 pm (ACI).- Na audiência geral de hoje o Papa Bento XVI falou sobre Santa Juliana de Cornillon, que contribuiu à instituição da solenidade do Corpus Christi. Sobre esta santa, o Papa explicou, pode-se aprender o profundo amor a Cristo na Eucaristia com quem todo fiel deve encontrar-se na Missa dominical e na adoração eucarística para transformar com o amor a própria vida.
Na Praça de São Pedro e diante milhares de fiéis presentes, o Papa disse que nascida perto de Liège (Bélgica), no final do século XII, órfã aos cinco anos, Juliana "foi confiada aos cuidados das religiosas agustinas do convento-leprosário de Mont-Cornillon", tomando mais tarde o hábito agustino e chegando a ser prioresa do mesmo.
O Pontífice explicou que Santa Juliana "possuía uma notável cultura e um sentido profundo da presença de Cristo, que experimentava vivendo de modo particularmente intenso o Sacramento da Eucaristia".
Aos 16 anos teve uma visão que a levou a compreender a necessidade de instituir a festa do Corpus Cristi, "para que os fiéis adorassem a Eucaristia para aumentar sua fé, avançar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento".
Juliana "confiou a revelação a outras duas ferventes adoradoras da Eucaristia" e as três "estabeleceram uma espécie de ‘aliança espiritual’, com o propósito de glorificar o Santíssimo Sacramento".
Bento XVI assinalou que o bispo de Liège, Robert de Thourotte, depois de algumas dúvidas iniciais, aceitou a proposta da Juliana e suas companheiras, e instituiu pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi em sua diocese. Mais tarde, outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados a seus cuidados pastorais.
Juliana, disse o Papa, "teve que sofrer a forte oposição de alguns membros do clero e do próprio superior do qual dependia seu monastério. Então, decidiu deixar o convento de Mont-Cornillon com algumas companheiras, e durante dez anos, de 1248 a 1258, viveu em distintos mosteiros de monjas cistercenses", enquanto "continuava difundindo com devoção o culto eucarístico. Morreu em 1258, em Fosses-a-Ville, na Bélgica".
O Santo Padre recordou que o Papa Urbano IV, em 1264, quis instituir a solenidade do Corpus Christi como festa de preceito para a Igreja universal, na quinta-feira depois do Pentecostes. Para dar pessoalmente exemplo, celebrou esta solenidade em Orvieto, cidade na qual então vivia. Na catedral desta cidade se conserva o famoso corporal com as marcas do milagre eucarístico ocorrido em 1263, em Bolsena.
"Urbano IV pediu a um dos maiores teólogos da história, Santo Tomás de Aquino –que acompanhava o Papa nesse momento e se encontrava em Orvieto–, que compusera os textos do ofício litúrgico desta grande festa, para expressar louvor e gratidão ao Santíssimo Sacramento".
O Papa disse que "apesar de que após a morte de Urbano IV, a celebração da festa do Corpus Christi se limitava a algumas regiões da França, Alemanha, Hungria e do norte da Itália, o Papa João XXII, em 1317, estendeu-a a toda a Igreja".
Bento XVI exclamou logo: "Queria afirmar com alegria que hoje na Igreja há uma ‘primavera eucarística’: Quantas pessoas rezam em silencio ante o sacrário, mantendo uma conversação amorosa com Jesus!"
É reconfortante, acrescentou, "saber que muitos grupos de jovens tornaram a descobrir a beleza da adoração à Santa Eucaristia. Rezo para que esta ‘primavera eucarística’ se estenda cada vez mais em todas as paróquias, especialmente na Bélgica, a pátria de Santa Juliana".
Finalmente o Papa Bento XVI convidou a "renovar, recordando Santa Juliana de Cornillon, nossa fé na presença real de Cristo na Eucaristia a fidelidade ao encontro com Cristo Eucarístico na Santa Missa dominical é fundamental para o caminho de fé, mas busquemos também visitar com freqüência o Senhor presente no sacrário! Precisamente mediante a contemplação em adoração, o Senhor nos atrai para si, nos faz penetrar em seu mistério, para transformar-nos como transformou o pão e o vinho".
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Ser Católico
Ser católico é viver a fé como dom de Deus e tudo ofertar para o bem dos irmãos e irmãs.
“É não cair na tentação de pensar que as conquistas e os resultados só dependem do próprio esforço e da própria capacidade de programar e agir. Deus, com sua graça, tudo pode realizar e dar cumprimentos a tudo o que depende de cada um”
Um jovem me fez essa pergunta. Disse que há algum tempo está em crise de fé e tem buscado a solução em igrejas evangélicas. Em uma delas, ao se confessar católico, ouviu dizer que a palavra “católico” nem sequer está na Bíblia. Pedi que ele abrisse a sua Bíblia no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20.
“É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Você percebeu que fiz questão de colocar em negrito uma palavrinha que aparece de modo insistente no texto: “TODO”. Jesus tem todo o poder; devemos anunciá-Lo a todos os povos, guardar todo o ensinamento d’Ele na certeza de que estará todos os dias conosco. Essa ordem de Cristo foi levada muito a sério pelos discípulos. Em grego a expressão “de acordo com o todo” pode ser traduzida por “Kat-holon”. Daí vem a palavra “católico” (em grego seria: Καθολικός). Ao longo do primeiro e segundo séculos os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como “cristãos” e “católicos”. As duas palavras eram utilizadas indistintamente. Ser católico já significava “ser plenamente cristão”. O Catolicismo, portanto, é o Cristianismo na sua “totalidade”. É a forma mais completa de obedecer ao mandato do Mestre antes de sua volta para o Pai. O mesmo mandato pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter o Cristo todo, ou seja, ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar o Cristo a todos, ou seja, ser missionário. Isso é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!
Ao que tudo indica o termo “católico” se tornou mais popular a partir de Santo Inácio de Antioquia (discípulo de São João), pelo ano 110 d.C. Pode significar tanto a “universalidade” da Igreja como a sua “autenticidade”. Quase na mesma época, São Policarpo utilizava o termo “católico” também nesses dois sentidos. São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, dizia: “A Igreja é católica porque está espalhada por todo o mundo; ensina em plenitude toda a doutrina que a humanidade deve conhecer; conduz toda a humanidade à obediência religiosa; é a cura universal para o pecado e possui todas as virtudes” (“Catechesis” 18:23).
Veja que já estão bem claros os dois sentidos de “católico” como “universal e ortodoxo”. Durante mil anos os dois significados estiveram unidos. Mas por volta do ano 1000 aconteceu um grande cisma, que dividiu a Igreja em “Ocidental e Oriental”. A Igreja do Ocidente continuou a ser denominada “católica” e a Igreja do Oriente adotou o adjetivo de “ortodoxa”. Na raiz as duas palavras remetem ao significado original de Igreja: “autêntica”.
A Igreja católica reconhece que cristãos de outras Igrejas podem ter o batismo válido e possuir sementes da verdade em sua fé. Porém, sabe que apenas ela conserva e ensina, sem corrupção, TODA a doutrina apostólica e possui TODOS os meios de salvação.
Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica favorecendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca a ordem do Mestre, que disse: “Fazei isso em memória de mim!” A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a Ave-Maria, mas, por ser evangélico, não conseguia. Perguntei por quê? Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o “Magnificat” em que a Santíssima Virgem proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… E se questionava sobre o porquê de sua geração tão evangélica não fazer parte desta geração que proclama Bem-aventurada a Mãe do Salvador!
Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
O castigo do caluniador
Tinha a Rainha Santa Isabel, esposa do Rei Dom Dinis, um criado de confiança, muito bom e fiel, a quem costumava entregar as esmolas dos pobres.
Outro criado, invejoso e caluniador, levara a mal a confiança da Rainha.
Ferido de ciúmes, vai ter com o rei e começa com grandes fingimentos, sem acabar de dizer o que queria. Por meias palavras dava a entender que o caso era grave e aguçava assim a curiosidade do rei. Até que ele, irritado, gritou:
– Fala por uma vez, e fala já!
Foi então que o invejoso se saiu com uma mentira muito feia contra o próprio amigo. Nada mais, nada menos, que andava a conquistar o amor da rainha.
O rei acreditou. Furioso, saiu para o campo, a espairecer e, ao mesmo tempo, a preparar o castigo para o criminoso.
Passando por um forno, onde se queimava cal, teve uma idéia. Era ali que haveria de morrer o malvado. E diz ao forneiro:
— Amanhã, muito cedo há de vir aqui um homem a perguntar da minha parte: — Já está feito o que o rei mandou? Quando ele disser tais palavras agarrai-o e arremessai-o ao forno. É um criminoso que merece tal castigo.
No dia seguinte, pela manhã, chamou Dom Dinis o pajem, de confiança da rainha e disse-lhe que fosse ao forno de cal perguntar se já estava feito o que o rei tinha mandado.
Partiu logo o inocente rapaz. Ao passar por uma igreja, ouvindo tocar os sinos, entrou e ficou até ao fim da missa. Seguiram-se mais duas e ouviu-as também. Ansioso o rei por saber do sucedido, mandou, passada uma hora, o seu criado (o invejoso) perguntar ao forneiro se já estava cumprido o que na véspera lhe tinha mandado.
Partiu o caluniador, com grande pressa.
O caluniador – Já está feito o que o rei mandou? – Mal acabava de perguntar e os homens do forno o agarraram-no. Apesar dos seus protestos e gritos amarraram-no e lançaram ao forno, onde em breve ficou reduzido a cinzas. Pouco depois compareceu o criado inocente, perguntando:
—Já está feito o que o rei mandou?
—Sim, está tudo feito e acabado.
Correu o rapaz para o paço a dar a notícia. Ao vê-lo são e salvo assombrou-se Dom Dinis e não pôde conter-se sem bradar:
—Como é isto? Que fizeste?
—Senhor – confessou ingenuamente o pajem – eu ia cumprir a vossas ordens quando em uma igreja ouvi os sinos. Entrei e ouvi aquela missa e mais duas, porque o meu pai, à hora da morte me recomendou que ficasse até o fim das missas que ouvisse começar. Como sempre assim fiz, também hoje não quis faltar.
Assombrado ficou o rei, vendo aqui a justiça de Deus.
Abriram-se-lhe, de repente, os olhos da alma. Reconheceu a inocência da rainha, a virtude deste pajem e a maldade do outro.
Grande recompensa de quem tanto estimava a missa! E castigo tremendo para o criado caluniador.
Outro criado, invejoso e caluniador, levara a mal a confiança da Rainha.
Ferido de ciúmes, vai ter com o rei e começa com grandes fingimentos, sem acabar de dizer o que queria. Por meias palavras dava a entender que o caso era grave e aguçava assim a curiosidade do rei. Até que ele, irritado, gritou:
– Fala por uma vez, e fala já!
Foi então que o invejoso se saiu com uma mentira muito feia contra o próprio amigo. Nada mais, nada menos, que andava a conquistar o amor da rainha.
O rei acreditou. Furioso, saiu para o campo, a espairecer e, ao mesmo tempo, a preparar o castigo para o criminoso.
Passando por um forno, onde se queimava cal, teve uma idéia. Era ali que haveria de morrer o malvado. E diz ao forneiro:
— Amanhã, muito cedo há de vir aqui um homem a perguntar da minha parte: — Já está feito o que o rei mandou? Quando ele disser tais palavras agarrai-o e arremessai-o ao forno. É um criminoso que merece tal castigo.
No dia seguinte, pela manhã, chamou Dom Dinis o pajem, de confiança da rainha e disse-lhe que fosse ao forno de cal perguntar se já estava feito o que o rei tinha mandado.
Partiu logo o inocente rapaz. Ao passar por uma igreja, ouvindo tocar os sinos, entrou e ficou até ao fim da missa. Seguiram-se mais duas e ouviu-as também. Ansioso o rei por saber do sucedido, mandou, passada uma hora, o seu criado (o invejoso) perguntar ao forneiro se já estava cumprido o que na véspera lhe tinha mandado.
Partiu o caluniador, com grande pressa.
O caluniador – Já está feito o que o rei mandou? – Mal acabava de perguntar e os homens do forno o agarraram-no. Apesar dos seus protestos e gritos amarraram-no e lançaram ao forno, onde em breve ficou reduzido a cinzas. Pouco depois compareceu o criado inocente, perguntando:
—Já está feito o que o rei mandou?
—Sim, está tudo feito e acabado.
Correu o rapaz para o paço a dar a notícia. Ao vê-lo são e salvo assombrou-se Dom Dinis e não pôde conter-se sem bradar:
—Como é isto? Que fizeste?
—Senhor – confessou ingenuamente o pajem – eu ia cumprir a vossas ordens quando em uma igreja ouvi os sinos. Entrei e ouvi aquela missa e mais duas, porque o meu pai, à hora da morte me recomendou que ficasse até o fim das missas que ouvisse começar. Como sempre assim fiz, também hoje não quis faltar.
Assombrado ficou o rei, vendo aqui a justiça de Deus.
Abriram-se-lhe, de repente, os olhos da alma. Reconheceu a inocência da rainha, a virtude deste pajem e a maldade do outro.
Grande recompensa de quem tanto estimava a missa! E castigo tremendo para o criado caluniador.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Deus não exclui ninguém
"Deus não se deixa condicionar pelos nossos preconceitos humanos, mas vê em cada um de nós uma alma para salvar", recordou o Papa, no domingo 31 de Outubro, dirigindo-se aos milhares de fiéis reunidos na praça de São Pedro para a oração mariana do Angelus.
Queridos irmãos e irmãs!
O Evangelista São Lucas reserva uma atenção especial ao tema da misericórdia de Jesus. Com efeito, na sua narração encontramos alguns episódios que relevam o amor misericordioso de Deus e de Cristo, o qual afirma que veio chamar não os justos, mas os pecadores (cf. Lc 5, 32). Entre as narrações típicas de Lucas está a da conversão de Zaqueu, que se lê na liturgia deste domingo. Zaqueu é um "publicano", aliás, o chefe dos publicanos de Jericó, importante cidade nas margens do Rio Jordão. Os publicanos eram os cobradores de impostos aos quais os judeus deviam pagar o tributo do Imperador romano, e já por este motivo eram considerados pecadores públicos. Além disso, com frequência aproveitavam da sua posição para extorquir dinheiro do povo. Por isso Zaqueu era muito rico, mas desprezado pelos seus concidadãos. Quando então Jesus, atravessando Jericó, se deteve exactamente na casa de Zaqueu, suscitou um escândalo geral. Contudo, o Senhor sabia muito bem o que fazia. Ele, por assim dizer, queria arriscar, e venceu a aposta: Zaqueu, profundamente impressionado pela visita de Jesus, decide mudar de vida e promete restituir o quádruplo do que tinha roubado. "Veio hoje a salvação a esta casa", diz Jesus, e conclui: "o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido".
Deus não exclui ninguém, nem pobres nem ricos. Deus não se deixa condicionar pelos nossos preconceitos humanos, mas vê em cada um de nós uma alma para salvar e é atraído especialmente por aquelas que são julgadas perdidas e se consideram elas mesmas tais. Jesus Cristo, encarnação de Deus, demonstrou esta imensa misericórdia, que nada tira à gravidade do pecado mas visa sempre salvar o pecador, a oferecer-lhe a possibilidade da remissão, de recomeçar do início, de se converter. Noutro trecho do Evangelho, Jesus afirma que é muito difícil para um rico entrar no Reino dos céus (cf. Mt 19, 23). No caso de Zaqueu, vemos que quanto parece impossível se realiza: "Ele - comenta São Jerónimo - ofereceu a sua riqueza e imediatamente a substituiu com a riqueza do reino dos céus" (Homilia sobre o salmo 83, 3). E São Máximo de Turim acrescenta: "As riquezas, para os tolos são um alimento para a desonestidade, para os sábios, ao contrário, são uma ajuda para a virtude; a estes oferece-se uma oportunidade para a salvação, àqueles obtém um empecilho que os perde" (Sermões, 95).
Queridos amigos, Zaqueu acolheu Jesus e converteu-se porque Jesus o acolheu antes! Não o condenou, mas foi ao encontro do seu desejo de salvação. Peçamos à Virgem Maria, modelo perfeito de comunhão com Jesus, para que também nós possamos experimentar a alegria de ser visitados pelo Filho de Deus, de ser renovados pelo seu amor, e transmitir aos outros a sua misericórdia.
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