domingo, 24 de abril de 2011

Mensagem pascal de Bento XVI deixa votos de paz para África e Médio Oriente, destacando situação dos refugiados e deslocados.


Cidade do Vaticano, 24 abr 2011 (Ecclesia) – Bento XVI alertou hoje para as “situações dolorosas” que atingem a humanidade, em especial a “miséria, fome, doenças, guerras, violências”, desejando soluções de justiça e de paz para as mesmas.

Na sua tradicional mensagem «Urbi et Orbi» (à cidade [de Roma] e ao mundo] de Páscoa, desde o Vaticano, o Papa assinalou a celebração da ressurreição de Jesus e deixou uma palavra de esperança às “comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz”.

Em particular, Bento XVI pediu que na Líbia “as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação atual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta”.

“Nos países da África do Norte e do Médio Oriente, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir uma sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana”, acrescentou.

O Papa falou da situação de milhões de refugiados e deslocados que saem de “diversos países africanos e se veem forçados a deixar os afetos dos seus entes mais queridos”, apelando à “solidariedade de todos”.

Como fizera esta sexta-feira, em entrevista televisiva transmitida na Itália, Bento XVI apelou ao entendimento político na Costa do Marfim, “onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências”.

Também o recente sismo no Japão mereceu nova alusão, com o Papa a desejar “consolação e esperança”, votos que alargou a todos os países que “nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia”.

No dia em que a Igreja Católica celebra a ressurreição de Cristo, Bento XVI lembrou as comunidades da Terra Santa, pedindo que” a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências”.

“Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança”, prosseguiu.

No dia mais importante do calendário litúrgico católico, o Papa sublinhou que “a ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa a história, certamente, mas se verifica num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével”.

Após a mensagem, o Papa dirigiu saudações de Páscoa, em 65 línguas diferentes, incluindo o português: "Uma Páscoa feliz com Cristo Ressuscitado".

Cristo Ressuscitou, Aleluia, venceu a morte com amor! Aleluia!


Feliz Páscoa!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

19 de abril - VI aniversário da eleição do Papa Bento XVI como Sumo Pontífice


AGRADECEMOS AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

PELA ELEIÇÃO DE BENTO XVI,

GRANDE DOM QUE FOI CONCEDIDO À IGREJA.

"Rezai por mim, para que eu aprenda cada vez mais a amar o Senhor. Rezai por mim, para que eu aprenda a amar cada vez mais o seu rebanho vós, a Santa Igreja, cada um de vós singularmente e todos vós juntos. Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos. Rezai uns pelos outros, para que o Senhor nos guie e nós aprendamos a guiar-nos uns aos outros"

Bento XVI
 
 
 
AD MULTOS GLORIOSQUE ANNOS,

SANCTE PATER!

℣.Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.
℣. Tu es Petrus,
℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.
Oremus. Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam. Per Christum, Dominum nostrum. Amen.

℣. Oremos pelo nosso Pontífice Bento
℟.O Senhor o guarde e o fortaleça, lhe dê a felicidade nesta terra e não o abandone á perversidade dos seus inimigos.
℣. Tu és Pedro!
℟. E sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!
Oremos. Ó Deus Pastor e guia dos vossos fiéis, olhai com bondade o vosso servo, o Papa Bento, que constituístes Pastor da vossa Igreja; dai-lhe, por sua palavra e exemplo, velar sobre o rebanho que lhe foi confiado para chegar com eleà vida eterna. Por Cristo nosso Senhor. Amém

O Sacerdote na Celebração do Tríduo Pascal


Neste Semana Santa, Nicola Bux, professor de Liturgia Oriental e consultor de diversos dicastérios da Santa Sé, propõe uma substanciosa meditação litúrgica sobre os principais momentos e símbolos das celebrações próprias do tríduo pascal. As reflexões de Bux representam uma ajuda válida - oferecida tanto a sacerdotes como aos demais fiéis, em particular aos cooperadores da pastoral litúrgica - para nos aproximar dos mistérios divinos que estão sendo celebrados nesta semana, com espírito de fé contemplativa e de oração de adoração, e não de mero pragmatismo organizativo. Aproveitamos a ocasião para desejar aos nossos leitores uma Santa Páscoa, repleta de frutos de alegria interior e de conversão (Mauro Gagliardi).

A Carta aos Hebreus é o único texto do Novo Testamento que atribui ao nosso Senhor Jesus Cristo os títulos de “Sacerdote”, “Sumo Sacerdote” e “Mediador da Nova Aliança”, graças à oferenda do sacrifício do seu corpo, antecipado na Ceia mística da Quinta-Feira Santa, consumado sobre a cruz e apresentado ao Pai com a ressurreição e a ascensão ao céu (cf. Hb 9,11-15). Este texto é meditado na Liturgia das Horas da quinta semana da Quaresma – ou da Paixão, como no calendário litúrgico da forma extraordinária do Rito Romano – e na Semana Santa.

Nós, sacerdotes católicos, devemos sempre contemplar Cristo e ter os mesmos sentimentos d’Ele; esta ascese acontece com a conversão permanente. Como se realiza a conversão em nós, sacerdotes? No rito da ordenação nos é pedido o ensino da fé católica, não das nossas ideias; “celebrar com devoção dos mistérios de Cristo – isto é, a liturgia e os sacramentos – segundo a tradição da Igreja”, e não segundo o nosso gosto; sobretudo, “estar cada vez mais unidos a Cristo Sumo Sacerdote, que, como vítima pura, ofereceu-se ao Pai por nós”, isto é, conformar nossa vida segundo o mistério da Cruz.

A Santa Igreja honra o sacerdote e o sacerdote deve honrar a Igreja com a santidade da sua vida – este foi
o propósito de Santo Afonso Maria de Ligório no dia da sua ordenação –, com o zelo, com o trabalho e com o decoro. Ele oferece Jesus Cristo ao Pai Eterno e por isso deve estar revestido das virtudes de Jesus Cristo, para preparar-se para o encontro com o Santo dos Santos. Que importante é a preparação interior e exterior para a sagrada liturgia, para a Santa Missa! Trata-se de glorificar o Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo.

Pois bem, tudo isso se realiza em grau máximo na Semana Santa, a Grande e Santa Semana, como dizem os orientais. Vejamos alguns dos seus principais atos, com base no cerimonial dos bispos.

1. Com a Missa in Cena Domini, da Quinta-Feira Santa, o sacerdote entra nos principais mistérios – a instituição da Santíssima Eucaristia e do sacerdócio ministerial –, assim como do mandamento do amor fraterno, representado pelo lavatório dos pés, gesto que a liturgia copta realiza ordinariamente cada domingo. Nada melhor para expressá-lo que o canto do Ubi caritas. Após a comunhão, o sacerdote, usando o véu umeral, sobre ao altar, faz a genuflexão e, ajudado pelo diácono, segura a píxide com as mãos cobertas pelo véu umeral. É o símbolo da necessidade de mãos e corações puros para aproximar-se dos mistérios divinos e tocar o Senhor!

2. Na Sexta-Feira Santa in Passione Domini, o sacerdote é convidado a subir ao Calvário. Às três da tarde, às vezes um pouco mais tarde, acontece a celebração da Paixão do Senhor, em três momentos: a Palavra, a Cruz e a Comunhão. Dirige-se em procissão e em silêncio ao altar. Depois de ter reverenciado o altar, que representa Cristo na austera nudez do Calvário, ele se prostra em terra: é a proskýnesis, como no dia da ordenação. Assim, expressa a convicção do seu nada diante da Majestade divina, e o arrependimento por ter se atrevido a medir-se, por meio do pecado, com o Onipotente. Como o Filho que se anulou, o sacerdote reconhece seu nada e assim tem início sua mediação sacerdotal entre Deus e o povo, que culmina na oração universal solene.

Depois se faz a ostensão e a adoração da Santa Cruz: o sacerdote se dirige ao altar com os diáconos e lá, em pé, ele a recebe e a descobre em três momentos sucessivos – ou a mostra já descoberta – e convida os fiéis à adoração, em cada momento, com as palavras: Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Em sua descarnada solenidade, aqui, no coração do ano litúrgico, a tradição resistiu tenazmente mais que em outros momentos do ano.

O sacerdote, após ter depositado a casula, se possível descalço, aproxima-se primeiramente da Cruz, ajoelha-se diante dela e a beija. A teologia católica não teme em dar aqui à palavra “adoração” seu verdadeiro significado. A verdadeira Cruz, banhada com o sangue do Redentor, torna-se, por assim dizer, uma só coisa com Cristo e recebe a adoração. Por isso, prostrando-nos diante do lenho sagrado, nós nos dirigimos ao Senhor: “Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz redimistes o mundo”.

3. A Páscoa do Reino de Deus se realizou em Jesus: oferecida e consumida a Ceia, “na noite em que ia ser entregue”; imolada sobre o Calvário na Sexta-Feira Santa, quando “houve escuridão sobre toda a terra”, mais uma vez à noite recebe a consagração da aprovação divina, na ressurreição de Cristo Senhor: por João, sabemos que Maria Madalena se aproximou do sepulcro “bem de madrugada”; portanto, aconteceu nas últimas horas da noite após o sábado pascal.

No Novus Ordo, o sacerdote, desde o início da Vigília, está vestido de branco, como para a Missa. Ele abençoa a fogo e acende o círio pascal com o novo fogo, se procede, após ter aplicado, como na liturgia antiga, uma cruz. Depois grava sobre o lado vertical da cruz a letra grega alfa e, abaixo, a letra omega; entre os braços da cruz, faz a incisão de quatro algarismos para indicar o ano em curso, dizendo: Cristo ontem e hoje. Depois, feita a incisão da cruz e dos demais sinais, pode aplicar no círio cinco grãos de incenso, dizendo: Por suas santas chagas. Depois, cantando o Lumen Christi, guia a procissão rumo à igreja. O sacerdote está à cabeça do povo dos fiéis aqui na terra, para poder guiá-lo ao céu.

É o sacerdote que entoa solenemente Eis a luz de Cristo!. Ele o canta três vezes, elevando gradualmente o tom da voz: o povo, depois de cada vez, repete-o no mesmo tom. Na liturgia batismal, o sacerdote, estando de pé diante da fonte, abençoa a água, cantando a oração: Ó Deus, por meio dos sinais sacramentais; enquanto invoca: Desça, Pai, sobre esta água, pode introduzir nela o círio pascal, uma ou três vezes.

O significado é profundo: o sacerdote é o órgão fecundador do seio eclesial, simbolizado pela fonte batismal. Verdadeiramente, na pessoa de Cristo Cabeça, ele gera filhos que, como pai, fortifica com o crisma e nutre com a Eucaristia. Também em razão destas funções maritais com relação à Igreja esposa, o sacerdote não pode senão ser homem. Todo o sentido místico da Páscoa se manifesta na identidade sacerdotal, chegando à plenitude, o plếroma, como diz o Oriente. Com ele, a iniciação sacramental chega ao cume e a vida cristã se torna o centro.

Portanto, o sacerdote, que subiu com Jesus à cruz na Sexta-Feira Santa e desceu ao sepulcro no Sábado Santo, no Domingo de Páscoa pode afirmar realmente com a sequência: “Sabemos que Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos”.

Fonte: Zenit

terça-feira, 19 de abril de 2011

Uma reflexão sobre a Semana Santa


A semana santa tem diferentes nomes. Alguns povos a denominam “semana silenciosa”, querendo destacar que estes dias são diferentes dos demais. A quaresma também é denominada Época da Paixão. Mas, a intenção ao falar de uma semana santa é a mesma. Acompanhamos nestes dias os últimos passos de Jesus em Jerusalém, desde a sua entrada triunfal, no domingo de ramos, até sua morte, na sexta-feira, e a ressurreição, no domingo de Páscoa.

Um hino do século 17 descreve não só a intenção da semana santa, mas de toda a quaresma: “Cristo quero meditar no teu sofrimento, queiras tu iluminar o meu pensamento”. A semana santa deve ser vista dentro do “ciclo de Páscoa” do ano litúrgico da igreja. Inicia na quarta-feira de cinzas (40 dias antes da Páscoa, excetuando-se os domingos) e termina 40 dias depois da Páscoa, na quinta-feira em que se comemora a Ascensão de Jesus Cristo.

A semana santa, bem como a quaresma, tem data variável: cada ano é diferente. O domingo de Páscoa cai no primeiro domingo depois da lua cheia após 20 de março, que é a data nominal do equinócio da primavera no hemisfério Norte. A partir da data de Páscoa fixam-se as demais datas dos dias anteriores e posteriores. Também o carnaval respeita esta antiga tradição: 40 dias antes da Páscoa inicia a Quaresma e, no dia imediatamente anterior ao início deste tempo, festeja-se o carnaval.

Quaresma – Os 40 dias foram estabelecidos no século VIII porque o número 40 tem significado especial na Bíblia: lembramos os 40 dias de Moisés, do profeta Elias e de Jesus Cristo no deserto.

Quarta-feira de Cinzas – Neste dia começa a quaresma, sempre numa quarta-feira. Seu nome origina-se do costume de fazer o sinal da cruz na testa com cinzas, como sinal e símbolo de penitência, jejum e oração.

Ascensão – Quarenta dias depois do domingo da ressurreição termina o período de Páscoa, pois o livro de Atos relata que após a ressurreição Jesus apareceu “durante quarenta dias” aos discípulos e então subiu ao céu (Atos 1.1-11).

A semana santa no calendário litúrgico


Domingo de Ramos – Neste domingo anterior à Páscoa, com o qual começa a semana santa, lembra-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mateus 21.1-11).

Segunda-feira – Comemora-se a purificação do templo por Jesus (Mateus 21.12-13).

Terça-feira – Descrição de Jesus aos discípulos sobre a destruição de Jerusalém (Mateus 23.37-24.2).

Quarta-feira – Lembra a decisão de Judas de trair Jesus e entregá-lo por 30 moedas de prata aos sacerdotes (Mateus 26.14-16).

Quinta-feira Santa – Celebra a instituição da Santa Ceia e lembra a agonia de Jesus no jardim do Getsêmani. Igualmente, é lembrado como Jesus lavou os pés de seus discípulos (Mateus 26.26-30 e 36-46) (João 13.1-11).

Sexta-feira Santa – Lembra a crucificação e a morte de Jesus (Mateus 27.33-56).

Sábado de Aleluia – Reflete-se sobre o sepultamento de Jesus (Mateus 27.57-66).

Domingo de Páscoa – Celebração da ressurreição de Jesus (Mateus 28.1-10).

Significado teológico

“Nós pregamos a Cristo crucificado”, escreve o apóstolo Paulo na primeira epístola aos Coríntios (1.23). Não são os sinais e nem a sabedoria que devem estar no centro da reflexão e, com isto, da fé cristã, mas a morte de Jesus Cristo. Aqui está o centro de toda a teologia. Por este motivo, as igrejas cristãs têm no centro dos seus altares a cruz ou o crucifixo, como a lembrar que o acontecimento mais importante é a morte de Cristo.
O costume de celebrar a semana santa com todas as suas tradições, que se formaram ao longo dos séculos, pode ser um auxílio para compreender e memorizar que o centro de nossa fé cristã está na morte de nosso Senhor. O Cristo ressuscitado é o mesmo que morreu crucificado na Sexta-feira Santa.

Povo meu que te fiz eu? Diz em que te contristei?

sábado, 16 de abril de 2011

Domingo de Ramos - reeditando


«Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho serão dispersas.
Mas, depois da minha ressurreição, hei-de preceder-vos na Galileia!» (Mt.26,31-32)



Da Quaresma à Páscoa, percorremos o nosso caminho, sob inspiração do Salmo 22 (23), que nos revela o coração do belo Pastor!

1. Agora, concluída a Ceia, e depois de cantar os Salmos, Jesus faz uma profecia dramática e uma promessa fecunda, sobre a sorte do Pastor e das suas ovelhas[1]. Jesus aplica a Si mesmo a antiga profecia de Zacarias, que falava do Pastor, que havia de ser ferido, isto é, que havia de ser morto e, consequentemente, veria as suas ovelhas dispersar-se (Zc.13,7; Mt.26,31). De facto, numa misteriosa visão, já o profeta Zacarias aludira a este Messias, que havia de sofrer a morte e, com ela, se daria uma nova dispersão de Israel. Só através de tribulações extremas é que ele esperava a salvação da parte de Deus e a reunião dos filhos dispersos!

2. Nas palavras de Jesus, fica claro o sentido desta visão: Ele é o Pastor ferido e morto. O próprio Jesus é o Pastor de Israel, o Pastor da Humanidade. Ele toma sobre Si a injustiça, a carga devastadora da culpa. Deixa-se ferir. Coloca-se do lado de todos os vencidos, ao longo da história! Mas isso significa que, nessa hora, também a comunidade dos discípulos se dispersará! Esta nova família de Deus, ainda mal acabada de nascer, desmembrar-se-á. E assim será: Judas vai trair a amizade com Jesus, sem acreditar no Seu perdão. Pedro negará Jesus, apesar de confiar ilusoriamente nas suas forças. Os discípulos acobardar-se-ão na hora da cruz! Por fim, hão-de sobrar apenas o discípulo amado, Maria, a Mulher forte, entre muitas mulheres, que observam Jesus de longe. Mas a profecia cumpre-se: Jesus é o Pastor, que não se poupa nem é poupado, antes é ferido e morto; dá livremente a Vida (Jo.10,10), para resgate de todo o seu rebanho!

3. Mas, depois desta profecia da desgraça, segue-se imediatamente uma promessa de salvação: “Depois de ressuscitar, irei à vossa frente, para a Galileia” (Mt.26,32). “Ir à frente”, é ainda uma atitude típica de Pastor. Na verdade, Jesus, depois de passar através da morte, viverá de novo. E, como Ressuscitado, Ele é plenamente Aquele Pastor que, através da morte, conduz pela estrada da vida!

4. Como vedes, as duas coisas são típicas do Pastor belo: dar a própria vida e ir à frente. Aliás, o dar a vida é que O faz ir à frente. É precisamente por meio deste dar a Vida, que Ele nos conduz às fontes da vida. É precisamente por meio deste seu dar a Vida que Ele nos abre a porta e as fontes da Vida, que não acabará jamais. Depois da dispersão, que se segue à morte, verificar-se-á, a partir da ressurreição, a reunião definitiva de todos os filhos de Deus, que andavam dispersos (cf. Jo.11,52), onde cabem judeus e pagãos, a humanidade inteira.

5. Entramos assim, na Semana Santa, para acompanhar Cristo, até ao fim! Ele que nunca nos deixa sós, espera que nos reunamos todos à Sua volta. Não nos deixemos dispersar, pelos atractivos do sol ou das férias, ou pelos cuidados e limpezas das nossas casas. Detenhamo-nos, como as mulheres e os primeiros amigos, a contemplar Cristo Crucificado! Pois olhar para o Trespassado e lamentá-lO (cf. Zc.12,10) torna-se, já, uma verdadeira fonte de purificação! Nesse olhar e nesse lamento, tem início a força transformadora da Paixão de Jesus! Vamos todos a essa fonte, aberta para nós, na ferida aberta por nós!

sábado, 9 de abril de 2011

Quinto Domingo da Quaresma - 10/04/2011


Queridos irmão se irmãs, paz e bem em Cristo Jesus!

         Depois de uma caminhada - mais ou menos longa - chegamos à Celebração do quinto e "ultimo" domingo do Tempo da Quaresma. Nestes três últimos domingos (contando com este), fomos agraciados com techos do Evangelho de São João que nos revelaram, ou melhor, tentaram nos revelar a Verdadeira Face de Deus por meio das atitudes de Jesus: Jo 4, 5-42 (Samaritana - III Domingo), Jo 9, 1-41 (Cego de Nascença - IV Domingo) e, o de hoje, Jo 11, 1-45 (Ressureição de Lázaro - V Domingo). São uma sequência de textos que, se bem compreendidos por nós, poderão nos auxiliar na compreensão de nosso Deus.
       Neste V domingo, a Palavra de Deus que nos é proposta, nos apresenta o poder de Deus de fazer voltar à vida aqueles para os quais a vida parece ter terminada. 
         Na primeira leitura (Ez 37, 12-14), encontramos o Profeta animando a Comunidade que está no Exílio da Babilônia e, por conta disso, não consegue enxergar possibilidades de ter sua vida de volta. O Exílio é como uma experiência de morte aonde o povo se vê como um "cadáver" dentro da sepultura. Tal experiência "parece" sem saída pois, "para aqueles que descem à sepultura, tudo está terminado!" É neste momento, que o Profeta Ezequiel pronuncia as palavras da leitura deste domingo: Deus vai abrir a tal sepultura para retirar de lá o seu povo, levando-o de volta para a sua terra. Esta atitude de Deus levará o povo a reconhecê-Lo como único Senhor. O Seu Espírito será derramado sobre o povo e, este voltará à vida (que, diga-se de passagem, o povo achava que não possuiria mais). Isto tudo será possível porque Javé é o Deus que diz e faz o que diz!
       Esta leitura do Profeta nos faz perceber que não há situação complicada que não seja solucionada por nosso Deus. Ele é o Deus que não conhece o impossível e, mesmo quando não vemos saída, para Ele sempre haverá. Mesmo que nossas vidas estejam "aparentemente" mortas, o poder de Deus nos fará reviver. É só ouví-Lo e, "sair de nossas sepulturas" para onde os nossos pecados nos conduziu.

       Em sintonia com a profecia de Ezequiel, está o Evangelho de João narrando, para nós, o episódio da "Ressurreição de Lázaro". O Evangelho de João é profundamente teológico e, para que o compreendamos melhor, será preciso mergulhar no sentido que se encontra para além do texto escrito. É isso que tentaremos fazer a partir de agora.
        Um primeiro ponto que deve nos chamar a atenção é o retrato de família que nos é revelado pelo texto: não há pais, filhos, filhas mas, tão somente, irmãos (Marta, Maria e Lázaro). Daí, podemos entender que tal família é símbolo da própria Comunidade dos Seguidores de Jesus (para a qual, João escreve o seu Evangelho) e, que não admite relações de superiores/inferiores mas, aonde todos são iguais/irmãos. Esta Família-Comunidade está passando por uma situação que põe em xeque a fé no Deus que Jesus revelou: a doença e, consequentemente, a morte de um de seus membros. Como acreditar que o nosso Deus é o Deus da Vida quando um dos nossos "irmãos" adoece e, pior, morre? Aonde está Deus que não vem em socorro dos seus? Porém, o que a Comunidade/Família não entende é que este tipo de situação pode "servir para a maior glorificação de Deus". Às vezes, Deus demora, parece não escutar nosso clamor mas, é preciso entender que Ele sabe o porquê não nos atende na hora que O chamamos. É preciso perceber a necessidade de "caminhar de dia para não tropeçar" e, caminhar de dia implica em "caminhar na Luz" que é o próprio Deus (cura do cego de nascença do domingo passado, Cristo é a Luz de nossos olhos).
      O Evangelho de hoje revela que Deus tem o seu momento e o seu jeito de agir. Nós, devemos nos conformar a Ele. Para a Comunidade/Família, Lázaro está morto há 04 dias (tempo suficiente para se considerar a morte como verdadeira, sem volta) mas, para Deus/Jesus, não há impossível (primeira leitura).
Outro fator importante ocorre quando Jesus chega a Betânia: as irmãs e os amigos estão em casa, sofrendo, chorando, desesperados pelo acontecido. Jesus não entra neste meio que demonstra ausência total de fé no Deus da Vida. Ele espera, "fora" deste espaço, que os que lá estão "saiam" para se encontrarem com Ele. Fora desta influência de "desespero", de "ausência de fé", Jesus pode travar um diálogo com Marta, uma das irmãs do morto e, neste diálogo vai, aos poucos, lhe abrindo os olhos da fé (tal qual havia feito com a Samaritana e o Cego de Nascença nas duas últimas semanas): Jesus é a Água Viva, a Luz e, hoje, a Ressurreição e a Vida! É preciso crer para ver suas maravilhas realizadas em nós e, por nós, no nosso mundo. A experiência de Fé de Marta a conduz a sua irmã Maria e, motivada por ela, Maria vai ao encontro de Jesus, saindo de sua prostração e lamento/ausência de fé. O Encontro com Maria leva Jesus ao choro (de seu rosto rolaram as lágrimas) porém, o choro de Jesus é completamente diferente dos demais: estes, choram de desespero/ausência de fé e, Jesus chora de compaixão.
        Esta Compaixão levará Jesus a fazer algo em benefício da Comunidade, suscitando-lhe a Fé Verdadeira. Jesus é Aquele para o qual não há impossibilidades (realização plena das ações de Deus no primeiro testamento). é preciso abrir o túmulo (algo estranho). Se não dermos ouvidos "às loucuras de Deus", não poderemos ver a sua glória. Apesar de cheirar mal (faz 04 dias que está morto) é preciso coragem para "rolar a pedra da entrada do túmulo aonde a Vida jaz" e, experimentar que o nosso Deus é o Deus da Vida e não da morte. Jesus é o Enviado do Pai para realizar as Suas Obras. À Voz de Jesus que chama o morto, este sai da sepultura para o "espanto" de todos os presentes. Agora, é preciso desatar e deixar o "vivo" livre para andar direito e seguir o Mestre.
      Fazer esta experiência com o Deus da Vida nos faz passar da "vida segundo a carne para vida segundo o Espírito" (segunda leitura - Rm 8, 8-11). Esta passagem da carne para o Espírito no sgarante que "apesar de termos uma vida marcada pela dor, pela morte, o nosso Espírito estará cheio de Vida, graças à Justiça de Deus". É preciso fazer a experiência para reconhecer esta Verdade da Palavra de Deus deste quinto domingo da quaresma. Não nos fechemos à tal experiência!

OREMOS:

          Ó Deus de Amor e de Bondade, nós Te louvamos, bendizemos e agradecemos porque só Tu és o Deus da Vida e, tudo que fazes é para nos revelar esta Verdade. Agradecemos porque, quando estamos no fundo do poço, em nossas sepulturas, podemos escutar a Sua doce Voz a nos convidar: "Vem para fora!" Te pedimos que esta Caminhada Quaresmal tenha nos conduzido a este Encontro Pessoal e Verdadeiro contigo e, que a nossa Vida possa Te revelar a todos (as) que nos cercam! Isto Te pedimos, pelos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, na Unidade do Espírito Santo! Amém!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Oração para as aflições


Chagas abertas, oh coração ferido!

Sangue de Cristo, ficai entre nós e o perigo!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Programação da Quaresma e Semana Santa


Quaresma


Dia 30/03 – Quarta-feira = Via-Sacra pública nos Bairros João Paulo II e Alice Batista, Saindo da Capela de São Francisco as 19h.

Dia 06/04 – Via-Sacra pública no Bairro N. Sra. da Conceição, saindo de frente da capelinha de N. Sra, as 19h.

Dia 12/04- Mutirão de confissão na Matriz: tarde e noite.

Dia 13/04 – Via-Sacra pública nno Bairro de Santo Amaro, saindo da Capela de Santo Amaro as 19h.

Todas as sextas as19h, via sacra na Matriz e depois a Santa Missa.


Semana Santa

Dia 17 – Domingo de Ramos
 10h – Procissão e missa em Demaracação
 16h – Procissão, saindo da Capela de São Francisco, para a Igreja Matriz e depois missa de Ramos.

Dia 18 (Segunda-feira santa) – Viagem a Nova Jerusalém para assistir o espetáculo a Paixão de Cristo.

Dia 19 (Terça-feira Santa) – Via-Sacra pública no centro da cidade.

Dia 20 (quarta-feira de trevas) – Celebração Penitencial na Matriz as 19:30h.

Dia 21 (quinta-feira da Ceia do Senhor)
 - Viagem a Olinda para a Missa do Santo Crisma as 7h da manha.
 -Celebração da Ceia do Senhor e Lava-pés, na Matriz as 19:30h.

- Sexta-feira da Paixão
 06h- Via-Sacra pública saindo da matriz até o Alto do Cruzeiro.
 12h- Programa especial na Rádio Amaraji-Fm.
 15h- Celebração da Paixão do Senhor na Igreja matriz.
 Após a missa, procissão do Senhor morto.
 Ás 20h- Apresentação do filme: “a Paixão de Cristo”, na Matriz.

- Sábado de Aleluia
 Ás 21h- Vigília Pascal na Igreja matriz.

- Domingo da Ressurreição
 19h- Missa da Ressurreição na Igreja Matriz.



domingo, 3 de abril de 2011

Quarto Domingo da Quaresma - 3 de abril de 2011


Filhos da Luz

A Liturgia de hoje continua a CATEQUESE BATISMAL da Quaresma. - Vimos o símbolo da ÁGUA, com o episódio da Samaritana. - Hoje prossegue o tema da LUZ, com a cura do cego. - E veremos no próximo domingo o tema da VIDA, com a ressurreição de Lázaro...

As Leituras nos lembram a Luz da fé recebida no Batismo com a vela acesa na mão, e também nos exortam a "viver na Luz".

Na 1ª leitura Davi é UNGIDO para rei de Israel. (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) * A Unção de Davi, eleito pessoalmente por Deus, é figura profética da Unção Batismal dos cristãos.

Na 2ª Leitura, Paulo salienta a necessidade de viver como filhos da "Luz", renunciando as obras das trevas e produzindo frutos de bondade, justiça e verdade (Ef 5,8-14)

No Evangelho, Jesus UNGE um cego com "Barro", revelando-se como a "Luz do Mundo", que veio libertar os homens das trevas. (Jo 9,1-41) São João costuma tomar um fato da vida de Jesus como ponto de partida para desenvolver um tema básico da mensagem cristã. A cura do cego descreve o processo de fé de um homem, que vai passando das trevas da cegueira, para a luz da visão, e desta para a Luz da fé em Cristo.

O "Cego" é símbolo de todos os homens que renascem pela fé, acolhendo a Jesus (no Batismo) e deixando-se conduzir pela sua palavra.

+ Tudo começa com uma PERGUNTA dos discípulos a Jesus: - "Por que esse homem nasceu cego?" Seria castigo de Deus? Quem pecou? - Jesus RESPONDE: "Nem ele, nem seus Pais pecaram..." E continua a sua resposta, passando das palavras aos atos.

Na CURA, para dar a "Luz" ao cego, Jesus usa um método estranho: Com saliva faz "barro" na terra, unge com esse barro os olhos do cego e manda lavar-se na piscina de Siloé. A cura não é imediata: requer a cooperação do enfermo. - A disponibilidade do cego sublinha a sua adesão à proposta de Jesus. - O banho na piscina do "enviado" é uma alusão à "Água de Jesus". - Lembra também a água do BATISMO para quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Filhos de Deus...

Depois, o Evangelho coloca em cena vários PERSONAGENS:

- Os VIZINHOS percebem o dom da vida que vem de Jesus, mas não dão o passo definitivo para ter acesso à Luz. Representam os que percebem a proposta libertadora de Jesus, mas não estão dispostos a sair da sua vidinha, para ir ao encontro da "Luz".

- Os FARISEUS conhecem a "luz", mas se recusam em aceitá-la. Acusam-no de transgredir a lei do sábado e expulsam o cego da sinagoga. Representam aqueles que conhecem a novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-lo e até hostilizam os seus seguidores.

- Os PAIS constatam o fato, mas evitam comprometer-se... É a atitude de MEDO dos que não tem coragem de passar das trevas para a Luz. Preferem a segurança da ordem estabelecida, do que correr riscos...

- O CEGO é questionado pelas AUTORIDADES sobre a origem de Jesus. E ele, como "pessoa iluminada", mostra-se: Livre (diz o que pensa...); corajoso (não se intimida); sincero (não renuncia à verdade); suporta a violência (é expulso da sinagoga).

- JESUS reaparece no fim: vai ao seu encontro, inicia um DIÁLOGO, que culmina com um belo ato de fé do cego: "Eu creio, Senhor".

+ A Transformação do cego é progressiva: - Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas", dependente e limitado. "Não sabe quem o curou"... - Depois, a "luz" vai brilhando aos poucos na sua vida. Forçado pelos dirigentes a renegar a "luz" e a liberdade recebida, recusa-se a regressar à escravidão...

- Finalmente, encontrando-se com Jesus, que lhe pergunta: "Acreditas no Filho do Homem", manifesta sua adesão total: "Creio, Senhor". Prostra-se e o adora. * O Caminho de fé do cego é um itinerário para todo cristão: O Encontro com Jesus ... a Adesão à "Luz" e um progressivo amadurecimento no Conhecimento de Cristo. Esse caminho desemboca na adesão total a Jesus, ao ser lavado pelas águas batismais.

+ O Prefácio da missa sintetiza: "Jesus conduziu à Luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas. E elevou à dignidade de filhos os escravos do pecado, fazendo-os renascer das águas do Batismo".

Nesta Quaresma, somos convidados a viver a experiência catecumenal, renovando o nosso Batismo, mediante o Sacramento da Penitência. Quanto mais buscamos Jesus como "Luz", mais nossa vida terá sentido. Com Jesus, a Luz da Vida jamais perderá o seu brilho.

Como o cego, renovemos a nossa fé, cantando: Deixa a luz do céu entrar! (ou Creio, Senhor...) (Fonte: B. N. Aguas)

terça-feira, 22 de março de 2011

Tempo da Quaresma


         Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.

         A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).

         Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa.
          A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
          O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
         A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.
        No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
        Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.

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“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.

A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:

1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;

2º.- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.

3º.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;

4º.- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.

Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.

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Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
          A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
          O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
          A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
Fonte: Missal Romano

Quais são as Obras de Misericórdia?

Corporais

1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Assistir aos enfermos.
6. Visitar os presos.
7. Enterrar os mortos.

Espirituais

1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os tristes.
5. Perdoar as injúrias.
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.

sábado, 19 de março de 2011

São José













A vida de São José


        Esposo da Virgem Maria e padrasto de Jesus. Ele figura na infância de Jesus conforme a narrativa de Mateus (1-2) e Lucas (1-2) e é descrito com um homem justo. Mateus descreve os pontos de vista de José e Lucas descreve a infancia de Jesus com José.
        José é descendente da casa real de David. Noivo de Maria ele foi visitado por um anjo que informou a ele que ela estava com um filho e que o filho era do "Sagrado Espirito". Ele tomou Maria e a levou para Belem e estava presente no nascimento de Jesus. Avisado de novo, por um anjo das intenções do Rei Herodes José levou Maria e Jesus para o Egito. Eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo, apareceu de novo a José, avisando da morte de Herodes. José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando da ovelhas e de Maria quando os reis magos chegaram. Defendeu o bom nome de Maria e Jesus Deus o chamava de pai e queria ser conhecido como filho de José. Ele levou Maria e Jesus para visitar o templo e apresentar Jesus a Deus no templo. E juntamente com Maria ficou preocupado quando Jesus teria se perdido no templo, isto quando Jesus tinha 12 anos.
        A ultima menção feita a José nas Sagradas Escrituras é quando procura por Jesus no Templo de Jerusalem. Os estudiosos das escrituras acreditam que ele já era um velho e morreu antes da Paixão de Cristo. Veneração especial a José começou na Igreja moderna ,onde escritos apócrifos passaram a relatar a sua história. O escritor Irlandês, do nono século Felire de Oengus comemora José, mas veneração a José só se espalhou no 15° seculo. Em 1479 ele foi colocado no calendário Romano com sua festa a ser celebrada em 19 de março. São Francisco de Assis e Santa Teresa dAvila ajudaram a espalhar a devoção, e em 1870 José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa Pio IX. Em 1889 Papa Leão XIII o elevou a bem próximo da Virgem Maria e o Papa Benedito XV o declarou patrono da jjustiça social. O Papa Pio XII estabeleceu uma segunda festa para São José, a festa de "São José, o trabalhador" em primeiro de maio. Ele é considerado pelos devotos como padroeiro dos carpinteiros e na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um homem velho com um lírio, e algumas vezes com Jesus ensinando a Ele o ofício de carpinteiro.
         De acordo com um antiga lenda, Maria e as outras virgens do Templo receberam ordens para retornar a sua casa e se casarem. Quando a Virgem Maria recusou-se, os anciões oraram por instruções e uma voz no Santuário instruiu a eles a chamarem todos os homens que podiam se casar para a Casa de David e para ele deixarem seus cajados no altar do templo durante a noite. Nada aconteceu. Os anciões então chamaram também os viúvos, entre eles estava José. Quando o cajado de José foi encontrado na manhã seguinte coberto de fores (" as flores no bastão de Jesse") a ele foi dito para tomar a Virgem Maria como esposa e a guardasse para O Senhor. Muitas vezes o cajado florido é mostrado como um bastão de lírios
          Outra versão da vida de São José é relatada nos "Atos de São José" que é tido por muitos como sendo apócrifa, mas estudiosos como Origens, Euzébio e São Cipriano fazem referência em suas obras. Nesses "Atos" José teria se casado jovem e só foi prometido a Maria quando já era viúvo. José teria tido, no primeiro casamento, duas filhas e quatro filhos sendo o caçula chamado Tiago, que Jesus considerava como irmão e com ele teria passado sua infancia e parte de sua adolecência. E Maria achou o menor Tiago na casa de seu pai e este estava triste pela perda de sua mãe e Maria o consolou e o criou. Assim Maria é as vezes chamada de mãe de Tiago. Com o passar dos anos o velho José tinha uma idade bem avançada, mas nunca deixou de trabalhar, nunca sua vista falhou e nunca ficava sem rumo, tonto, e como um rapaz ele tinha vigor e suas pernas e braços permaneceram fortes e livres de nenhuma dor. Quando aproximou-se a sua hora um anjo do Senhor veio até ele e disse a ele que estava para morrer e ele levantou-se e foi para Jerusalém orar no santuário e disse: "O Deus autor da consolação, O Senhor da compaixão, ó Senhor de toda a raça humana, Deus de meu corpo e espirito, com súplica eu Vos reverencio e Ó Senhor e meu Deus, se agora meus dias terminam e eu preciso deixar este mundo, peço a Vós que envie o arcanjo Miguel, o príncipe dos Vosso anjos, e deixe ele ficar comigo e leve minha alma deste aflito corpo sem problemas e sem terror. E José foi enterrado pelos seus amigos e parentes sem o odor dos mortos.
        Estaria explicado assim a grande polêmica do "irmão" Tiago que Jesus pediu para tomar conta de sua mãe Maria e deu origem a várias discussões sobre a virgindade de Maria.
        Desse modo os "Acts of Saint Joseph" teem o seu lado positivo e negativo e tem que se ter cuidado para lê-los assim como os "Acts of Saint Paul".

Sua festa é celebrada no dia 19 de Março.

Cumpre observar que no passado , no mês de março, as cartas terminavam
com SJMJ que significa: Salve Jesus, Maria e José.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Projeto do Salão Paroquial

Aqui vão algumas perspectivas do Centro Pe. José Leão.

Em Breve, daremos o numro da conta para aqueles que quiserem ajudar.



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Por que nao se fala mais em casamento?

Ninguém espera viver como namorado a vida toda. Muitas mulheres falam da dificuldade de encontrar um namorado; outras, por sua vez, mesmo namorando há algum tempo, reclamam da falta de compromisso do rapaz com relação ao futuro do relacionamento ou de que o namoro parece não progredir como gostariam. Medo e insegurança podem realmente rondar os pensamentos dos namorados, especialmente quando certas decisões dizem respeito a compromissos definitivos. Assumir a responsabilidade do casamento pode causar frio na barriga de muitos ao imaginarem o futuro e as complexidades da vida a dois, o que exigirá do casal disposição recíproca em fazer de suas vidas um enxerto.

Ninguém espera viver – como namorado(a) – por um tempo indeterminado. Mas há alguns detalhes que talvez possam facilitar a compreensão dos possíveis motivos que levam ao adiamento da tão esperada data e, por sua vez, eliminar as inseguranças quanto ao compromisso para o casamento. Todavia, muitos casais, independentemente da necessidade de preparar os enxovais, mobiliar a casa, entre outras tarefas comuns aos nubentes, justificam ser ainda muito cedo para optarem pelo matrimônio. O casal sabe que deverá abdicar de coisas comuns à vida de solteiro, as quais lhes possam parecer insubstituíveis.

Algumas pessoas têm a imagem do casamento como uma prisão, mas, diferentemente disso, nesse novo estado de vida, apenas não cabem alguns dos antigos hábitos. Contudo, vale lembrar que a vida de quem opta pela experiência conjugal não se congela no tempo simplesmente pelo fato de se estar casado. Uma vez casado, uma nova perspectiva se abre para o jovem casal, agora, entrelaçando seus interesses, partilhando responsabilidades e abrindo-se ao aprendizado do convívio a dois.

Ao fazermos nossas escolhas assumimos as responsabilidades vislumbrando algum tipo de compensação pelo esforço empreendido. É muito desagradável para alguns casais de namorados perceberem que, mesmo depois de anos, levam o namoro como se os constantes desentendimentos fossem normais; vivem como se suportassem um ao outro em meio às brigas e discussões e qualquer situação pode ser motivo para mais uma crise. Outros continuam com o namoro somente pelo fato de estarem vivendo por muitos anos o relacionamento. Quando questionados sobre o assunto, dizem estar apenas acostumados com a companhia do outro. Entretanto, por maior que possa ser a intimidade no namoro existente entre esses casais, ainda assim não estão convencidos de dar um passo mais sério.

Seria difícil imaginar um futuro promissor com alguém que não se empenha em romper com o mau humor, cujo negativismo, a baixa autoestima e a dificuldade em se fazer afável a outros estão sempre à mostra. Qualquer uma dessas características faz com que até mesmo os amigos se distanciem de alguém assim. Se tais comportamentos não conseguem manter os amigos, tampouco poderiam convencer o(a) namorado(a) de que essa pessoa é um bom partido. Ao ponderar essas dificuldades presentes no relacionamento, que vantagens o casal poderia prever para o futuro do namoro a ponto de assumir o compromisso da vida conjugal?

Esses exemplos, entre outros, podem ser um sinal para os namorados avaliarem se o esforço empreendido ao longo desse convívio tem sido compensador até mesmo para continuar o namoro. Por essa razão, os namorados precisam viver esse tempo com muita dedicação e estar atentos a tudo que não favoreça o crescimento do casal.

Antes que o namoro venha a celebrar bodas, melhor seria que os namorados – olhando para casamentos que são para eles bons modelos e procurando evitar os erros cometidos por aqueles que foram malsucedidos –, investissem na própria mudança de comportamento, fazendo-se flexíveis às novas exigências de uma vida comum.

domingo, 9 de janeiro de 2011

É possível dividir o coração entre dois amores?

Para algumas pessoas, o amor passa por um crivo racional antes de ser expresso ou vivenciado. Ou seja, é ditado mais por valores do que por impulsos. Para outras, é pura emoção. Ou seja, amor é praticamente sinônimo da autêntica paixão.
         Dinâmicas à parte, o fato é que há muito do amor que nenhum de nós consegue explicar, dimensionar ou compartimentar, ainda mais quando se trata das relações conjugais – já tão complexas por si só.
         No entanto, como o futuro é incerto e o destino de cada um jamais se revela antes da hora, podemos afirmar que ninguém está à salvo de se flagrar com o coração confuso e perturbado entre dois amores.
        Talvez sejam essas as palavras que mais traduzam os sentimentos de quem se vê, de repente, sem conseguir fazer uma escolha tão importante quanto “com quem ficar”. Com as duas? Com nenhuma? E se decidir por uma, como abrir mão dos encantos da outra e vice versa?
       Acontece que nada, absolutamente nada nesta vida é somente bom ou somente ruim. Não podemos dividir as pessoas em “tudo o que amo nela” e “tudo o que não gosto”. Argumentos como “fulano é divertido, bem-humorado e criativo, enquanto que cicrano é romântico, responsável e bem-sucedido” só servem para demonstrar ainda mais o quanto não estamos comprometidos com o amor e sim com nossos caprichos pessoais.
          Amor é, acima de tudo, aprendizado, crescimento, evolução. É a oportunidade suprema que cada um de nós tem para reconhecer não as qualidades ou as limitações do outro, mas sim as nossas próprias. Não as dificuldades e os erros do outro, mas sim os nossos. Como tão bem profetizou Rainer Maria Rilke:
          "Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação".
          Portanto, se você se descobrir confuso entre duas pessoas, sem saber em quem investir ou, pior, desejando investir nas duas ao mesmo tempo, imagine como se estivesse navegando por um mar imenso, intenso e profundo estando em dois barcos ao mesmo tempo, com um pé em cada barco... Impossível alcançar estabilidade. Impossível determinar um roteiro. Impossível chegar a qualquer lugar. E mais do que isso: perigoso, muito perigoso!
          Sim, certamente essa imaginação não é suficiente para que você consiga chegar a um novo cenário para esta história. Minha sugestão é para que você ouça cuidadosa e atentamente o que diz seu coração. Ele sabe a resposta, antes mesmo de sua razão. Se estiver difícil, pegue uma folha de papel e escreva tudo o que você mais gosta em cada uma e tudo o que você não gosta. Reflita sobre o que está em sintonia com o que reconhece em você mesmo, inclusive as limitações, os “defeitos”.
          Lembre-se de que amamos ou odiamos aquilo que está, antes de mais nada, dentro de nós mesmos. Admiramos aquilo com o que nos identificamos. Desejamos o que nos complementa. E nesta mesma proporção, escolhemos conforme a clareza de nossa própria consciência.
          Se o seu coração está dividido, pare e perceba o que é que você está realmente buscando: felicidade ou perfeição? Aprendizado ou respostas prontas? Compromisso ou justificativas para suas próprias inseguranças? E assim, muito mais voltado para si mesmo do que para qualquer outro amor, terminará descobrindo que amar o outro é um exercício diretamente proporcional ao de amar a nós mesmos!

“Férias também é tempo de ser de Deus!”

Como um tempo de diversão pode ser um tempo consagrado a Deus? Podemos nos perguntar. Mas para responder peço licença para partir do nosso carisma (da Fraternidade Jesus Salvador): “O Louvor de Deus sob todas as formas” que culmina na liturgia!

E por liturgia deve-se entender tanto na concepção grega (Ação, Serviço público em favor do povo, ministério) quanto na Cristã (o exercício do sacerdócio de Cristo) que é a ação de Jesus Cristo em nós, por nós e, a nosso favor. Cuja maior serviço a humanidade é a doação de sua própria vida pela salvação das almas. Nestes prismas podemos dissertar com certa segurança sobre o tempo das férias.

Se a liturgia entre outras coisas é a ação do Cristo, ou seja, Sua entrada no tempo (Kronos) que se perpetua como obra de salvação atualizada em cada tempo de cada Santa Missa celebrada por nossas ofertas unidas a do sacerdote em uma única. A nossa vida particular toda é, uma vez batizados, um ofertar a vida toda por toda a vida até a Eterna.

Quando nós paramos uma certa atividade para fazer outra, não estamos deixando de viver, o que implica, não deixar de se alimentar, respirar, e todas os outros itens de sobre vivencia essenciais para nos manter no tempo, do mesmo modo no âmbito espiritual, uma vez batizados, nossa existência está toda consagrada em Deus, todas ela é para Ele, portanto para nos mantermos Nele é imprescindível mantermos os hábitos que nos garantem permanecermos na Vida Dele! Trocando em miúdos, é suicídio querer viver ou fazer qualquer outra atividade deixando dela os cuidados básicos de sobrevivência. E quais são os cuidados básicos para nos mantermos em Deus?

1- Bom assim como para continuarmos vivos precisamos nos alimentar, para nos maternos vivos para Deus e com uma vida em Deus, é fundamental nos alimentarmos de Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade presentes na Eucaristia.

2- Praticarmos outras atividades devocionais: terço, leitura orante da bíblia, devoções a Santos, leituras espirituais, jaculatórias, etc.

3- Termos sempre em mente o fato de estarmos na sua presença.


Talvez diante do exposto você diga: “Ah Frater, mas você esta querendo dizer é pra vivermos rezando nas férias?”

A resposta minha é: “É e não é”! Como assim! Estou alertando para ter uma vida toda em oração e não apenas algumas horas. Veja o carisma do nosso Instituto: “Louvor de Deus sob todas as formas” para nós salvistas, isto significa não apenas está num tempo determinado de braços erguidos, mas com toda a vida entregue, ofertada em Louvor a Deus, como nos pede Santo Agostinho ao afirmar: “Se queres dar um verdadeiro Louvor a Deus, lhe dará se viveres santamente”. Estamos alertando para você fazer das suas férias um momento mais que especial, estamos lhe dando a idéias de convidar Jesus a ir de férias com você, seja para o Shopping, para a Praia, um passeio com os amigos a beira do rio, ou a beira mar, ou a uma visita a um museu, e porque não ir com Jesus ao Cinema e ver um bom filme, ou seja, quando afirmamos “bom” é “bom mesmo”, interrogando no seu coração: “Será que Jesus veria este filme? Será que ele aceitaria ir comigo para aquele lugar? Ou eu o obrigaria a ir porque estar simplesmente indo? Sem poderá bem se esta ou aquela ação minha é condizendo com aquilo que sou. Será que lembro a afirmação de São que Diz: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”?

Bom como cristãos podemos fato nos divertir, mas sem nunca esquecermos de que toda a nossa vida deve estar nas mãos de Deus e passar pelo discernimento de sua vontade que se dá na nossa consciência.

Que nestas férias possamos vive-la intensamente como uma extensão da Santa Missa e preparação para a mesma ao menos aos Domingos, como o dia Sagrado e separado para bem dizer a Deus pelas férias que me concede, pelos amigos que me faz rever, pelas pessoas que ajudo, e pela Igreja que nos lugares mais escondidos encontro como providência de Deus para que eu não fique sem a Sua Graça. Amém!

Que todos tenhamos ótimas férias, sem tirar férias da vida de Deus!!!

Autor: Frater Tomás Maria de Jesus, sjs.
Para o Jornal: Uma nova Unção (Ed. Jan/2011).
Fraternidade Jesus Salvador.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu acuso...

J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
            Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário

OBS> Quem nos acompanhou nestes últimos anos, sabe que há mais de 15 que eu já previa estas coisas. Aliás, no final da década de 60 quando saiu a nova Lei das Diretrizes e Bases, eu disse aos meus professores: não vai dar certo! Vai virar uma máquina de criar estultos e premiar mentecaptos! E virou! mais que isso é escola de bandidos! De pequenos tiranos escarnecedores!

De qualquer forma, isso se encaixa perfeitamente nos planos da besta insana e consta nos protocolos, a biblia de satanás: o que vivemos nas escolas do Brasil e do mundo ao é ensino, nem formação de pessoas, é escola de bandidos! Ainda bem que o Novo reino vem para aliviar a carga de sofimento de milhões de bons professores, que serão obrigados no próximo a ensinar nas escolas, com video e tudo, que o homossexualismo é bom, e quantos centímetros uma menina de 12 anos precisa enfiar a lingua na boca da outra para ser um beijo lésbico.

Felizmente não tenho mais filhos na escola! Porque se eu soubesse que aqui irão também aplicar esta bandalheira, acho que eu eu movimentaria esta cidade.

Fonte: Recados do Aarão