terça-feira, 25 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Apesar do esquecimento do homem, Deus permanece fiel.
Vaticano, 19 Out. 11 / 01:18 pm
Ao presidir a catequese da Audiência Geral desta manhã perante 20 mil pessoas na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI insistiu a recordar que "enquanto o homem O esquece facilmente, Deus permanece fiel".
O Santo Padre explicou que "a memória torna-se uma força de esperança. A memória nos diz: Deus existe, Deus é bom, eterna é a sua misericórdia. E assim a memória abre, mesmo na escuridão de um dia, de um período, a estrada para o futuro: é luz e estrela que nos guia. Também nós temos uma memória do bem, do amor misericordioso, eterno de Deus".
Através do Salmo 135, chamado o "Grande Hallel" –o hino de louvor a Deus que se cantava depois da Ceia pascoal e que provavelmente Jesus também recitou na Última Ceia– o Papa convidou a proclamar as maravilhas que Deus fez ao longo da história de salvação, respondendo a modo de litania com o motivo do louvor: "Porque é eterna sua misericórdia".
O Papa recordou que "A história de Israel já é uma memória também para nós, como Deus se mostrou e criou seu próprio povo. Depois, Deus se fez homem, um de nós: viveu conosco, sofreu conosco, morreu por nós. Permanece conosco no Sacramento e na Palavra. É uma história, uma memória da bondade de Deus, que nos assegura a sua bondade: o seu amor é eterno".
O salmo recorda estes acontecimentos, em especial o exílio na Babilônia, com a destruição de Jerusalém, "quando Israel parecia ter perdido tudo, inclusive sua própria identidade, também a confiança no Senhor. Mas Deus se lembra e liberta. A salvação de Israel e de todos os homens está ligada à fidelidade do Senhor".
"Enquanto o homem esquece facilmente, Deus permanece fiel: sua memória é o cofre precioso que guarda essa ‘misericórdia eterna’ que canta nosso salmo", acrescentou.
Bento XVI disse logo que "após o período obscuro da perseguição nazista e comunista, Deus libertou-nos, mostrou-nos que é bom, que tem força, que a sua misericórdia é para sempre. E, como na história comum, coletiva, está presente esta memória da bondade de Deus, essa ajuda-nos, torna-se uma estrela de esperança, ainda que cada um tenha a sua história pessoal de salvação, e devemos realmente valorizar essa história, ter sempre a memória das grandes coisas que Ele fez na nossa vida, para ter confiança: a sua misericórdia é eterna”.
“E se, hoje, estamos na noite escura, amanhã Ele nos liberta, porque a sua misericórdia é eterna", afirmou também Bento XVI.
O Santo Padre convidou a ver a criação como "um grande dom de Deus do qual vivemos, no qual Ele se revela em sua bondade e em sua grandeza. E portanto, ter presente a criação como dom de Deus é um ponto que une a todos".
Bento XVI explicou ademais que com a criação, Deus se manifesta em toda sua bondade e beleza, compromete-se com a vida. E este amor eterno de Deus implica "fidelidade, misericórdia, bondade, graça, ternura".
O salmo conclui recordando que Deus dá alimento a todas as criaturas, "cuidando a vida e dando pão. (…). Na plenitude dos tempos, o Filho de Deus se faz homem para dar a vida, para a salvação de cada um de nós, e se entrega como pão no mistério eucarístico para fazer-nos entrar em sua aliança que nos faz filhos. A tanto chega o amor bondoso de Deus e a sublimidade de sua ‘eterna misericórdia’".
Finalmente, o Papa saudou com afeto os peregrinos de língua portuguesa, especialmente aqueles que chegaram desde o Brasil: “Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, de modo especial a quantos vieram do Brasil com o desejo de encontrar o Sucessor de Pedro. “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” Possa Ele sempre vos abençoar a vós e as vossas famílias! Ide em paz!”
Bento XVI também pronunciou um breve resumo de sua catequese de hoje em língua portuguesa.
“Hoje queria meditar convosco o salmo 136, um solene hino de louvor que celebra as inúmeras manifestações de bondade do Senhor para com os homens. Conhecido como o “Grande Hallel”, este salmo é cantado tradicionalmente no final da Ceia pascal hebraica; isso mesmo deve ter feito o próprio Jesus na Última Ceia com seus discípulos. A antífona “eterno é o seu amor” acompanha a narração dos diversos prodígios de Deus na história. De fato, a motivação fundamental do louvor é o amor eterno de Deus: um amor manifestado já desde o início da criação e que vai se reafirmando nos prodígios do Êxodo, na longa travessia do deserto, na conquista da terra prometida, nos momentos de humilhação e desgraça. Por fim, o Salmo louva a bondade de Deus, “que a todo ser vivente alimenta”. Assim, sintetiza o amor paternal de Deus por nós e abre-nos à promessa da Eucaristia, o alimento que acompanha a nossa caminhada de fé”, conclui o Sumo Pontífice.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Fotos da Festa de São Francisco 2011
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| Capela do Santíssimo |
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| Procissão da Bandeira |
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| Pe. Alberto de Primav |
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| Juízes da bandeira Primeira noite da festa. |
- Missa Campal de Encerramento celebrada pelo Pároco.
A Festa de São Francisco encerrou-se com um louvor católicoa com a Comunidade Kairós.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Programação da Festa de São Francisco de 2011
Tema: “São Francisco nos Conduz ao encontro com Cristo”.
Convite
São Francisco de Assis, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.
É neste espírito de busca de Deus e de seus valores mais excelentes, que celebraremos neste ano o Tríduo a São Francisco de Assis, padroeiro do Bairro João Paulo II.
Querendo experimentar em nós o mesmo amor que fez Francisco, o Pobre de Assis, deixar tudo e seguir Jesus, convidamos a todos a participar dos seus festejos, na fraternidade e no amor.
Pe. Adriano Tenório e Comissão da festa
Programação da festa
Dia 06 de outubro
18h30 – A Procissão da Bandeira sairá da casa de D. Josefa Ferreira e do Sr. Ivanildo José, na rua Zefa Tamió, nº 74 para a Capela de São Francisco.
Noiteiros – Ruas das Acácias, dos Lírios, dos Cravos, da Primavera, Das Margaridas, Dália, Amaro Alves da Silva, Antonio Leite, Severino Francisco da Silva, Inácio cândido, José Teófilo Sobrinho, Cicinata Brito, Rubem Ramos, Maria Alves de Andrade, Zefa Tamió e Comissão da Festa.
19h30 – Celebração Eucarística.
Celebrante: Pe. Alberto José falcão de Lira
Pároco de Santo Antonio de Primavera
Dia 07 de outubro
Noiteiros – Pç. Flamboyant, Ruas: das Perpétuas, das Hortências, Bem me quer, das Sempre vivas, Pedro Manoel da Silva, João Gonçalves de Medeiros, Manuel Teixeira Peixoto, Profª. Maria da Paz, João XXIII, Alcides Rodrigues dos Santos, Ana Maria de Andrade, Maria de Brito da Silva e rua João Vicente.
19h30 – Celebração Eucarística.
Celebrante: Fr. Sonival Marinho, OFM. Cap.
Dia 08 de outubro
Noiteiros – Ruas: dos Crisântemos, das Rosas, das Orquídeas, das Flores, Severina de Andrade, Francisco de Andrade Lima, Antônio José da Silva, Fernando Melo, 36, 37, 39, 40, Comércio Local, Mototaxistas, Arareiros, Escola São Francisco de Assis, Escola Mun. Nsa. Sra. da Conceição, Escola Manuel Paulino e Mov. Mãe Rainha (grupo 5).
16h – Apresentação do Filme sobre São Francisco.
19h30 – Celebração Eucarística.
Celebrante: Pe. Adriano Tenório Rodrigues
Dia 09 de outubro
6h – Alvorada Festiva
10h – Missa Solene na Capela, presidida pelo Mons. Josivaldo Bezerra, Vigário Episcopal do Cabo.
16h – Procissão com a imagem de São Francisco saindo da Matriz de São José, percorrendo as principais ruas até a Capela de São Francisco, onde encerraremos a Festa com a Solene Benção do Santíssimo Sacramento e entrega da Bandeira a Próxima Comissão.
Todas as noites Quermesse e apresentações culturais.
Comissão da Festa
Presidente
- D. Bina
Vice-presidente
- Riso e Gabriel
Tesoureiro
- Ane e Rodrigo
1º Secretário
- Val e Andréia
2º Secretário
- Ana e Nil
Juízes da Bandeira
- Ivanildo José de Oliveira e Josefa Ferreira de Oliveira
Pároco
Pe. Adriano Tenório Rodrigues
Agradecimentos
Gratidão é um gesto de profunda humildade, pelos dons e gestos de carinho que recebemos no dia-a-dia da vida. Somos gratos a todos os que contribuíram, seja com sua oração ou com sua colaboração material para o brilhantismo desta nobre devoção a São Francisco de Assis.
Louvamos e bendizemos, sobretudo ao Pai, que nos favoreceu com o exemplo deste venerável Santo, nos estimulando no caminho do seguimento de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Paz e bem a todos.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Leitura da Sagrada Escritura
Para ler a Bíblia com proveito, o cristão necessita ser esclarecido a respeito de cada um dos 73 livros que a compõem, situar o escrito em seu contexto histórico, analisar as circunstâncias de seu aparecimento e, dentro do contexto da fé, compreender todas as modalidades do ensino religioso e, principalmente, saber colocar esse ensino no quadro da revelação total, no lugar que lhe cabe dentro da evolução providencial em vista da perfeição cristã. Numa análise mais ampla, podemos destacar a Bíblia nos seus quatro aspectos: literário, histórico, doutrinal e cristão. Sua leitura atinge em cheio o a compreensão dos humildes, ao mesmo tempo que causa perplexidade e fascínio aos letrados pela sua riqueza vocabular e literária. Obviamente que jamais existiu nem existirá obra mais importante sobre a terra. É a Palavra do Deus vivo, que a escreveu por intermédio dos profetas e Apóstolos.
A Bíblia é o livro dos livros; de todos o mais precioso, o mais venerável, escrito por homens, sob a inspiração do Divino Espírito Santo. A Igreja Católica dedicou e ainda dedica à Bíblia a mais carinhosa atenção, velando cuidadosamente pela sua integridade. Por volta do ano 410, São Jerônimo completou a célebre tradução dos livros do Antigo Testamento, do grego para o latim, tradução chamada "A Vulgata", que a Igreja adotou como versão oficial dos santos livros. Tendo a assistência do Espírito Santo, esta circunstância por si já é a garantia mais segura de que a Igreja Católica possui a Bíblia em sua autenticidade. A leitura da Bíblia, feita com reta intenção, pode ser de grande utilidade, e é o desejo da Igreja que seus filhos não desconheçam a Bíblia. Traduções que queiram fazer para o português ou qualquer outra língua viva, não devem ser publicadas, sem que a Igreja as tenha examinado cuidadosamente e verificado se a tradução está conforme o original. É uma exigência que a Igreja faz para evitar que aos fiéis sejam entregues traduções mal feitas, truncadas, falsificadas. As traduções em língua vernácula devem trazer a aprovação da autoridade eclesiástica e notas explicativas de pontos de difícil compreensão. Essas notas devem ser tiradas dos Santos Padres ou de autores reconhecidamente competentes. São absolutamente proibidas as traduções que não se achem de acordo com esta determinação da Igreja. Proibidas são as Bíblias dos metodistas, Evangélicos ou Sociedades bíblicas, pelos motivos já explicados. É um livro que traz muitas coisas de difícil compreensão, coisas que são adulteradas por indoutos e inconstantes, para ruína de si mesmos". (II Pet. 3, 16). Todas as heresias tiveram e tem sua origem na má explicação da Bíblia. Tolice não há, que não encontre argumento na Bíblia mal explicada. O próprio demônio, tentando a Nosso Senhor, argumentou com textos Bíblicos.
Aos olhos do povo de Israel é duplamente santa, porque é de origem divina e contém a aliança. Desse duplo caráter é que se origina a autoridade de que goza perante os judeus, nossos irmãos mais velhos. No dia em que cair do rosto o véu que lhes encobre a visão, entenderão que toda a Sagrada Escritura se orienta para Cristo e nele acha sua confirmação e seu pleno coroamento.(Mt 1,22; 2, 15.23; 4, 14; 5, 17; Mc 14, 49; )
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Setembro - Mês da Bíblia
Divide-se a Bíblia em duas grandes partes, chamadas respectivamente ANTIGO e NOVO TESTAMENTO. O termo testamento substitui atualmente um antigo termo grego que significava pacto ou aliança. Com efeito, em toda a Bíblia trata-se da aliança feita por Deus com os homens, primeiramente por intermédio de Moisés e em seguida pelo ministério de Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO - ANTIGO TESTAMENTO
É sumamente útil lembrar como foi feita cada uma dessas coleções. A coleção dos livros do Antigo Testamento originou-se no seio da comunidade dos judeus que a foram ajuntando no decorrer de sua história. Dividiram-se em três partes:
1. A Lei (Torá) - Contendo cinco livros , chamados mais tarde de O Pentateuco, que significa os cinco volumes, forma o núcleo fundamental da Bíblia. Esses cinco livros são: Gênesis, Êxodo, Levítico , Números e Deuteronômio.
2. Os Profetas - Os judeus abrangiam sob esse título não somente os livros que hoje são chamados Profetas, mas também a maioria dos escritos que hoje costumamos chamar Livros Históricos.
3. Os Escritos - Os judeus designavam por esse nome os seguintes livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias e as Crônicas.
É a essa divisão que se refere o Divino Mestre quando mais de uma vez (p. ex. Mt 22,40) falou da "Lei e os Profetas".
Esta coleção já estava terminada no segundo século antes de nossa era. Nessa mesma época, os judeus já estavam, em parte, dispersos pelo mundo. Uma importante colônia judaica vivia então no Egito , notadamente em Alexandria, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia então foi traduzida para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros: Tobias e Judite, alguns suplementos dos livros de Daniel e Ester, os livros da Sabedoria e do Eclesiástico, Baruc e a Carta de Jeremias, que se lê hoje no último capítulo de Baruc. A Igreja admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros.
INTRODUÇÃO - NOVO TESTAMENTO
A palavra "Evangelho" é de origem grega e significa Boa Nova. Os Evangelhos eão escritos que contam a boa nova da vinda entre os homens daquele que se fez "filho do homem", a fim de que nos possamos tornar filhos de Deus.
Mas antes de ser um livro. o Evangelho foi uma palavra pregada; antes de ser lido, foi ouvido. Como o Senhor Jesus tinha falado, assim falaram os Apóstolos após a sua morte. Além disso, transmitiram sua doutrina acrescentando-lhe, sob inspiração Divina, o verdadeiro testemunho escrito da vida de Jesus, suas ações, seus ensinamentos.
Particularmente, o Livro dos Atos dos Apóstolos se insere no seguinte quadro: 1. A pregação de João Batista; 2. A missão de Jesus na Galiléia e em Jerusalém; 3. a missão de Jesus na Judéia e em Jerusalém; 4. sua paixão, morte e ressurreição. Esse ensinamento foi em breve consignado parcialmente por escrito, para que fosse conservado com fidelidade. Da mesma forma, tal quadro se amolda a narrativa dos três primeiros evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas.
Já o Evangelho de João, deve ser apreciado de forma um pouco diferente, pois foi um dos mais íntimo discípulos de Jesus, a quem o Salvador confiou o cuidado de sua Mãe, Maria Santíssima, no momento de sua morte. Por várias vezes ele designa discretamente a si mesmo pelas palavras : "o discípulo que Jesus amava".
Os Atos dos Apóstolos foram escritos por Lucas, e contam os acontecimentos que marcaram o nascimento da Igreja Primitiva: a ascenção de Jesus, o Pentecostes, a primeira pregação em Jerusalém e na Palestina, a conversão de Paulo e suas viagens missionárias através da Ásia Menor e da Grécia, sua prisão, seu processo e sua transferência para Roma.
Em seguida as Epístolas de São Paulo (duas aos Tessalonicenses, uma aos Gálatas, aos Romanos, a primeira e segunda aos Coríntios, aos Efésios, Filipenses, Colossenses e finalmente duas a Timóteo, uma a Tito uma a Filemon e outra aos Hebreus. Depois as Epístolas Católicas, porque se apresentam sob a forma de cartas, dirigidas não a uma comunidade em particular, mas a um conjunto de Igrejas. São elas: Epístola de Tiago, Primeira de Pedro, Segunda de Pedro, Epístola de Judas e, por fim , as Três de João.
O Apocalipse (palavra grega que significa revelação) é obra do Apóstolo João, que o escreveu no fim de sua vida. É considerado o livro mais difícil de compreender e o mais misterioso e enigmático de toda a Bíblia. Traz uma revelação sobrenatural, representando o presente, passado e futuro, concernente a um período que separa a ascensão de Jesus e sua volta gloriosa. Indica os sinais dos finais dos tempos, bem como anuncia aos fiéis a impossibilidade de escapar à luta e ao sofrimento, às perseguições e ao fracasso aparente do plano terrestre, à realidade da salvação que lhe será concedida no meio de suas obrigações, e à vitória final, obra de Cristo ressuscitado, que venceu a morte.
sábado, 17 de setembro de 2011

O cinema martela sem cessar os temas amorosos, num amoralismo absoluto, com desprezo da organização doméstica, em favor da mais desenfreada liberdade de costumes. Não admira que os temas sejam divórcios, adultérios e amor livre, quando os “astros” e as “estrelas outra vida não vivem, na realidade. Os teatros, as emissoras radiofônicas, as revistas descem às raias do incrível, na desmoralização do casamento e da fidelidade conjugal, na glorificação do amor livre, no culto da pornografia e da obscenidade. E é de ver como são preferidas as peças mais desabridas, os programas mais inconvenientes, os “artistas” mais audaciosos, as sessões mais apimentadas. As anedotas correm de boca em boca, as piadas rebentam gargalhadas soezes, as facécias se firmam em modismos de falar. É a aceitação inconsciente pela opinião pública.
Os erros, difundindo-se, criam uma mentalidade de vício e dissolução. O daltonismo moral chega a tais deformações que o vício passa a ser aceito, defendido e louvado, enquanto a virtude passa a ser malvista e ridicularizada.
E os homens vão cedendo à pressa da propaganda. Relaxa-se a resistência moral, condescendem os tribunais, modelam-se novas leis à feição das capitulações, a sociedade inteira se acomoda...
Os Bailes segundo São João Maria Vianey
Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate.
Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões.
Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado.Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.
O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.
A vitória do Pe.Vianey neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.
Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!).
As moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.
“Se crês, meu irmão, que hás de morrer, que existe eternidade, que se morre só uma vez, e que, dado este passo em falso, o erro é irreparável para sempre e sem esperança de remédio: por que não te decides, desde o momento em que isto lês, a praticar quanto puderes para te assegurar uma boa morte?” (Santo Afonso Maria de Ligório).
Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões.
Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado.Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.
O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.
A vitória do Pe.Vianey neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.
Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!).
As moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.
“Se crês, meu irmão, que hás de morrer, que existe eternidade, que se morre só uma vez, e que, dado este passo em falso, o erro é irreparável para sempre e sem esperança de remédio: por que não te decides, desde o momento em que isto lês, a praticar quanto puderes para te assegurar uma boa morte?” (Santo Afonso Maria de Ligório).
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Carta Pastoral de encerramento da Visita Pastoral
ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano
CARTA PASTORAL
Ao pastor Pe. Adriano Tenório Rodrigues e ovelhas do numeroso rebanho do Senhor, na Paróquia São José da Boa Esperança de Amaraji – PE
Concluída a Visita Pastoral nesta Paróquia de São José, acontecida no período de 17 a 19 de junho de 2011, conforme determinam os cânones 396 a 398 do Código de Direito Canônico, gostaria, inicialmente, de saudar o Pároco, Pe. Adriano Tenório Rodrigues, e as autoridades que muito nos honraram com suas presenças: o Prefeito Municipal, Jânio Gouveia da Silva e sua esposa Glória Gouveia; a Vice-Prefeita, Bernadete Brito; a Dra. Silvia Maria de Oliveira, Juíza da Comarca de Amaraji; a Dra. Maria das Graças Pereira dos Santos, Defensora Pública; a Deputada Mary Gouveia; a Secretária de Educação, Professora Rosana Queiroz; o Secretário de Cultura, Valmir Pedro Soares; a Coordenadora do PROGRAPE, Denise Fontes; o Presidente da Câmara Municipal, Vereador Severino Rufino Lopes; o Vereador Marcelo dos Santos; o Pastor Mário Araújo (Igreja Libertos por Cristo), Presidente do Conselho de Pastores, Pastor Edvaldo Sabino (Igreja Batista Renovada) e Pastor João Batista (Igreja Batista). Saúdo, com entusiasmo, também, os leigos consagrados, as lideranças das pastorais, movimentos e associações das várias comunidades da paróquia e todo o querido povo de Deus. Sobre todos invoco as generosas bênçãos do Senhor.
Nesta visita, contamos com a colaboração dos Vigários Gerais, Mons. Lino Rodrigues Duarte e Mons. José Albérico Bezerra de Almeida; também do Mons. Josivaldo José Bezerra (Vigário Episcopal do Cabo), Frei Paulo Amâncio de Freitas, OFMCap (Vigário Episcopal para a Vida Religiosa e Consagrada), Pe. Josenildo Tavares Ferreira, OMI (Coordenador Arquidiocesano de Pastoral), Diácono Mivacyr Meira Lima (Ecônomo da Arquidiocese) e Pe. Valdir Manoel dos Santos Filho, SCJ (Canonista). Das Comissões Arquidiocesanas de Pastorais: Frei Rinaldo Pereira dos Santos, OFMCap (Educação e Cultura), Prof. Gustavo do Passo Castro (Laicato), Pe. Francisco de Assis Mota de Sousa, MSF (Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz) e Pe. Gimesson Eduardo da Silva, SCJ (Juventude). Ainda, a Jornalista Renata Gabrielle (PASCOM) e Jucileide Santos (Secretária Executiva da Comissão Arquidiocesana de Pastoral).
A visita transcorreu em clima de fraterno acolhimento e alegria, possibilitando ao Arcebispo e sua equipe, bem como aos paroquianos, clima de aproximação e conhecimento recíproco. Também a oportunidade de tomar consciência da realidade pastoral, com seus avanços e desafios. Foi especialmente gratificante a visita às comunidades rurais que fazem parte da paróquia, apesar do tempo chuvoso e estradas escorregadias. Dentre estas, causou-nos especial emoção a Comunidade Kairós, que trabalha a recuperação de jovens dependentes de drogas, usando a metodologia cristã da conversão e do compromisso com a fé. Foram, igualmente, gratificantes os encontros com as autoridades, educadores e estudantes, jovens, enfermos e feirantes. Recordo com carinho os momentos celebrativos, sobretudo a experiência de rezar com o povo a Liturgia das Horas e, em seguida, o café da manhã comunitário.
No relatório da Visita Pastoral, que acompanha esta carta, está registrado cada um dos momentos vivenciados nos três dias de trabalho intenso, com os respectivos encaminhamentos. Solicito, ao caro irmão presbítero que está à frente da Paróquia São José, especial atenção para os referidos encaminhamentos, propostos com o objetivo de ajudar esta querida “porção do povo de Deus” a crescer no compromisso com uma fé concretizada na vida e o anúncio da Palavra, dentro de uma consciência missionária de autênticos “discípulos/as”, na unidade, fraternidade e “opção preferencial pelos pobres”.
Agradeço, de maneira especial, ao Conselho de Pastoral Paroquial (CPP) que, juntamente com o Pe. Adriano Tenório e representantes da Cúria Arquidiocesana prepararam com tanto carinho esses dias de missão. Reforço a necessidade da urgente criação do Conselho Administrativo Paroquial (CAP), que terá a missão específica de administrar, em plena comunhão com o Pároco, o patrimônio material da paróquia.
Concluo, agradecendo e parabenizando toda a equipe supracitada, que participou da Visita Pastoral. Agradecimento, muito especial, ao Pároco, Pe. Adriano Tenório Rodrigues. Parabenizo-o pelo zelo pastoral e cuidado com as ovelhas que lhe foram confiadas. Finalmente, agradeço a todas as comunidades que integram a Paróquia São José da Boa Esperança de Amaraji, suas lideranças e paroquianos em geral, fazendo votos que, cada vez mais, cresçam na unidade e na capacidade de amar e servir.
Que Nossa Senhora, “Estrela da Evangelização”, esposa de São José e nossa querida mãe, derrame suas bênçãos sobre todos, pastor e ovelhas, e os torne sempre mais apaixonados pelo seu filho Jesus Cristo e sua proposta missionária e libertadora.
Olinda, 27 de julho de 2011.
Em Cristo Jesus,
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Roga por nós, Ò Virgem singular!
"Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que tenha recorrido à vossa clemência, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por vós abandonado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das Virgens, como Mãe recorro, de vós me valho e gemendo sob o peso de meus pecados, me prosto a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém." (Lembrai-vos - São Bernardo, também repetido na Consagração de S. Luiz Maria Grignon de Montfort)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Você já mentiu hoje? Seja honesto!
Que mal faz uma mentira? “Foi por uma boa causa”; “Eu não tinha outra escolha”; “Foi para proteger a pessoa”; “Teria sido muito pior se tivesse contado a verdade”.
Quantas desculpas são apresentadas para sustentar as pequenas mentiras do dia a dia! Diante de tantas desculpas, talvez até nos convençamos de que, afinal, mentir não é algo tão grave assim. Não existem aqueles que ‘mentem que nem sentem’? Esse é o resultado de nos acostumarmos de tal forma com as mentiras, com esse pecado de estimação. Mas, se acreditamos que “... Jesus é o caminho, a VERDADE e a vida”, o que nos impede de agir conforme aquilo que dizemos acreditar?
Você já mentiu hoje? Seja honesto. Já passou alguma informação distorcida, exagerada ou enganosa pela internet ou no meio em que convive? Já assinou o ponto fora de hora? Quantas desculpas você já deu de atrasos, pequenas infrações? E quando a mentira tem a finalidade de evitar que alguém se decepcione ou fique magoado contigo?
Mas como a mentira entra em nossas vidas? Como aprendemos a mentir? Algumas questões são úteis para você deixar definitivamente a mentira de lado. Na sua família existe o hábito de justificar as coisas com pequenas mentiras? Quando alguém telefona para sua mãe e ela não quer atender, como você respondia a quem ligou? O que te orientavam falar? Pois é, são essas pequenas mentiras, aprendidas muitas vezes até mesmo em família, na orientação dos pais para os filhos, ou em seu modelo que formam a base do hábito de mentir. Um hábito que os próprios pais estabelecem, mesmo não querendo.
Talvez seja possível perceber, com um pouco de honestidade ao avaliar as situações em que mentimos, que muitas vezes isso acontece por não sabermos como fazer o certo. Mas será que essa é uma desculpa para não nos empenharmos em melhorar? E se nos propusermos a melhorar, o caminho é um só: Aprender a falar sempre a verdade, por mais difícil que seja. Ouvi, certa vez, uma senhora dizer que “A verdade, quando dita com ternura, nunca prejudica a ninguém”.
A mentira serve para encobrir os fracassos. Fracasso que experimentamos quando erramos, quando optamos pelo ‘mal’, quando justificamos nossas incoerências, quando não conseguimos fazer o bem que gostaríamos (Rm 7, 19), quando não conseguimos expressar de forma clara, objetiva e direta o que sentimos, o que pensamos, o que esperamos, o que gostaríamos. Quantas vezes fugimos de situações constrangedoras dizendo estar ocupados, cansados ou doentes? Quantas vezes foi necessário recorrer às mentiras para esconder nossa dificuldade em dizer ‘não’?
Ser sincero parece ser mais difícil, nos expõe mais. Se você conhece a alegria de uma relação transparente com certeza iria optar por assumir suas fraquezas e dificuldades. Mentiras ‘brancas’ ou ‘pretas’, ‘leves’ ou ‘pesadas’. Não importa. Se você quer buscar a vida, é preciso buscar a verdade. Essa é a busca que nos abre as portas para descobrirmos o que há de melhor em nós, e que muitas vezes desconhecemos: os dons que nos foram agraciados para, com eles, lidarmos com todas as dificuldades (ternura, paciência, brandura, etc). Não podemos mais ser coniventes com a mentira.
O principal problema para o mentiroso é a recusa em reconhecer-se um mentiroso. Assim, talvez seja o momento de rever as perguntas iniciais. Identificar as mentiras na sua vida, identificar as mentiras que você vive. As mentiras que você conta para si mesmo. Pensar nas causas, mas principalmente, assumir a sua responsabilidade por uma conversão, por uma mudança. Observe-se. Identifique as mentiras. Analise o motivo, a dificuldade em se comprometer com a verdade naquela situação. Proponha-se então a enfrentar essa dificuldade.
A alegria consiste em viver reconciliado com sua realidade, sem fugas, sem esquivas, sem desculpas, portanto, sem mentiras. Ser livre consiste em assumir as conseqüências dos nossos atos. Por pior que seja a realidade, as verdadeiras ervas daninhas são aquelas que você cultiva no seu coração, quando foge de viver o que sua realidade te oferece.
E só para finalizar: Aquela história de “no dia que ele mudar, eu mudo” muitas vezes é um tipo de mentira também. Portanto, não olhe para o outro, mas para aquilo que hoje, em você precisa encontrar a verdade.
Cláudia May Philippi – Psicóloga Clínica – CRP 2357/1
Endereço eletrônico: c.may@tvcancaonova.com
Kleuton Izidio Brandão e Silva – Psicólogo Clínico – CRP 6089/1
Endereço eletrônico: kleuton@abordo.com.br
Domínio da lingua
São Jerônimo dizia: " Senhor, que as minhas palavras sejam sempre doces, pois pode ser que eu as tenha que engolir."
Se queremos viver um bom propósito na nossa vida, eis aí um grande desafio: pôr fim à toda palavra má. Um bom coração não despeja maldade, já que a boca fala do que ele está cheio. Deus não quer que amemos só com palavras, mas, também com palavras. Uma boa palavra reanima, fortalece, consola, enche de esperança e devolve a confiança que leva a amar.
Nota do editor: Alguem nao gostou da foto anterio r e tive que trocar em obediência aos meus superiores. É bem como o texto diz. os posts aqui colocados não têm a intenção de ferir, antes de exortar e fazer refletir.
- Quando não gostar de alguma coisa reporet-se a mim, é mais cristão!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Telefones utéis do Céu!
Confira, é realmente interessante!
Quando estiver triste, ligue João 14
Quando pessoas faltarem com você, ligue Salmos 27
Se você quer ser frutífero, ligue João 15
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51
Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19-34
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91
Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 139
Quando sua fé divina precisar ser ativada, ligue Hebreus 11
Quando você está solitário e com medo, ligue Salmos 23
Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Corintios 13
Para saber o segredo da felicidade de Paulo, ligue Colosenses 3:12-17
Para idéia de Cristianismo, ligue 1 Corintios 5:15-19
Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39
Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmos 90
Quando você quiser a garantia de Cristo, ligue Romanos 8:1-30
Quando você deixar a casa para trabalhar ou viajar, ligue Salmo 121
Quando suas orações forem estreitas ou egoístas, ligue Salmo 67
Para uma excelente oportunidade ou invenção, ligue Isaias 55
Quando você quer coragem para fazer uma tarefa, um dever, ligue Josué 1
Como ficar junto com companheiro, ligue Romanos 12
Quando você pensa em investimentos/retornos, ligue Marcos 10
Se seu livrinho de bolso está cheio, ligue Salmos 37
Se você perdeu a confiança nas pessoas, ligue 1 Corintios 13
Se as pessoas parecem indelicadas, ligue João 15
Se você está desencorajado com o trabalho, ligue Salmos 126
Se você acha que o mundo e você estão crescendo pouco, ligue Salmos 19
Esses telefones de emergência podem ser discados diretamente. Nenhum
operador de assistência faz-se necessário Todas as linhas do céu estão
abertas 24 horas por dia!
Boa Semana para todos!
sábado, 6 de agosto de 2011
A Difamação e a Calúnia.
Por Padre Renato Leite
“Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida.” (Tiago 3,6)
Quem de nós não poderia contar, ao menos, um caso de alguém que amargou graves prejuízos, vítima que foi da “língua alheia”? Como o vício da detração, que tem na fofoca um dos seus sintomas mais evidentes, é um mal comum e disseminado entre os maus católicos que, apesar de somados anos de frequência à Igreja, não se corrigem. Queremos, com o presente artigo, baseado na sólida doutrina da Igreja sobre o assunto, oferecer uma advertência aos que não se emendam e, aos que buscam a plenitude da vida cristã, um auxílio doutrinal seguro em vista de uma conformação cada vez maior com Jesus Cristo, cujas palavras são “Espírito e Vida”.
A detração é a difamação injusta do próximo, e, para levá-la a cabo, pode-se usar tanto da murmuração (fofoca), que consiste em revelar e/ou criticar, sem justo motivo, os defeitos ou pecados ocultos dos outros, como da calúnia que consiste em imputar a alguém defeitos ou pecados que ele não tem, nem cometeu ou simplesmente em exagerar os defeitos dele.
Posto isso, diga-se que a gravidade do pecado de detração ou difamação é medida:
• pela importância do que se divulgou ou murmurou;
• pelo prejuízo ou dano causado não só à reputação de alguém, mas também por se ter-lhe provocado grave desassossego e desgosto;
• pela condição do murmurador(a) ou fofoqueiro(a): uma autoridade civil ou eclesiástica causa mais dano ao murmurar que uma pessoa comum considerada leviana;
• pela condição de quem foi detratado, porque não é a mesma coisa dizer que um “moleque” é mentiroso e fazer o mesmo a respeito de uma autoridade, de um padre ou de um chefe de família.
Desgraçadamente, porém, o pecado da detração é tão comum como o furto, ou melhor: a detração ou fofoca é um furto, como diz Santo Tomás de Aquino: “De duas formas pode o próximo ser prejudicado por uma obra: manifestamente, como sucede quando ele é vítima de um roubo ou de qualquer outra violência aberta; ou ocultamente, como no furto, ao modo de traição. De duas formas pode-se causar prejuízo ao próximo pela palavra: de modo manifesto, pela injúria; e de modo oculto, pela detração” (Suma Teológica, IIa.-IIa., 73, a. 1.).
Mas a detração ou fofoca é, dentre todas as formas de furto, a mais grave, e torna-se ainda mais grave quanto maior é o prejuízo que causa. O dano será tão mais grave quanto mais estimado for o objeto furtado. Ora, como diz a Escritura, “é melhor um bom nome do que muitas riquezas” (Provérbios 22,1). Logo, a detração ou fofoca é não só o pior dos furtos, mas também, “em si, pecado grave” (Santo Tomás, ibid).
Além do mais, quem furta algo nem sempre atua com cúmplices; o detrator ou fofoqueiro, ao contrário, sempre os tem, porque, se não os tivesse, a fama do próximo não padeceria nenhum prejuízo. Ora, como diz o Apóstolo São Paulo, “quem faz tais coisas é digno de morte; e não só quem as faz, mas também os que junto com ele as praticam” (Romanos 1,32). Sim, porque quem dá ouvidos ao detrator fofoqueiro, ou o aplaude, é “copartícipe” do seu pecado: peca contra a caridade, por estimular o difamador a levar adiante o seu crime, e contra a justiça, por permitir que na sua presença se manche a boa reputação do próximo.
Há, porém, um caso bem mais grave: aquele em que a detração se torna pecado contra o Espírito Santo por ser movida pela inveja das graças ou dons divinos recebidos por um irmão de fé. Quanto a pecados desse tipo, são muito duras as palavras do Evangelista: eles “não serão perdoados neste século nem no futuro” (Mateus 12,32), e o repete Santo Agostinho no Sermão do Senhor da Montanha, o qual, porém, em suas Retratações atenua um pouco a afirmação, dizendo: “Enquanto houver vida, porém, não há que desesperar”. O mesmo, aliás, fará Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica, dizendo, no entanto, que sim, quem peca contra o Espírito Santo tem grandíssima dificuldade de arrepender-se e pedir perdão a Deus. Foi o caso de Judas Iscariotes.
Como quer que seja a gravidade do pecado da detração, bem pode ser avaliada pelo seguinte episódio que se deu com São Francisco de Sales, Bispo de Genebra, na Suíça. Certo católico que por uma fofoca destruíra uma família, causando separação matrimonial entre outros fatos, o Santo lhe impôs uma estranha penitência: primeiramente depenar muitas galinhas, espalhar as penas por toda a cidade e depois voltar para saber a segunda parte da penitência. Voltou o penitente após cumprir aquela primeira parte e perguntou qual seria a segunda. Respondeu São Francisco: “Agora, vá e recolha todas as penas”. Disse o homem: “Mas isso é impossível”. Concluiu o Bispo: “Também é impossível recolher os cacos da família que você destruiu”.
Como se pode ver, desse pecado surgem males sem conta, pois um fofoqueiro, é muitas vezes, culpado de que se percam bens materiais, a reputação, a vida e até a salvação da alma. Isso pode atingir tanto o ofendido, que não sabe sofrer o agravo com paciência e procura revidá-lo, como também o próprio ofensor que, por orgulho e respeito humano, se recusa a dar satisfação ao ofendido. Lemos nas Sagradas Escrituras:
“Seis coisas há que o Senhor odeia e uma sétima que lhe é uma abominação: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, um coração que maquina projetos perversos, pés rápidos em correr ao mal, um falso testemunho que profere mentiras e aquele que semeia discórdias entre irmãos.” (Provérbios 6,16-19).
Ora, se o homem mentiroso é singularmente abominado por Deus, quem o poderia livrar dos mais rigorosos castigos? Depois, haverá coisa mais torpe e infame, como reparou São Tiago, do que “servir-nos da mesma língua com que bendizemos a Deus Pai para maldizer os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus. É como uma fonte que, pela mesma abertura, jorra água doce e água salobra.” (Tiago 3,9-11). Com efeito, a mesma língua que antes louvava e glorificava a Deus, põe-se depois, pela mentira, a cobri-Lo, quanto pode, de injúrias e ofensas.
Essa é a razão por que os mentirosos são excluídos da posse da celeste bem-venturança. Por isso, quando Davi se dirigiu a Deus com a pergunta: “Quem morará na Vossa casa?” – o Espírito Santo lhe respondeu: “Aquele que diz a verdade no seu coração, e que não solta em calúnias a sua língua”. (Salmo 14,1-3).
O pior dano da mentira é que ela constitui doença do espírito quase incurável, pois o pecado de calúnia e o de detração ou fofoca, contra a fama e o bom nome do próximo, não são perdoados enquanto o acusador não prestar satisfação ao ofendido pelas injustiças praticadas. Isso, porém, se torna muito difícil aos homens, antes de tudo, porque se deixam levar por sentimentos de falsa vergonha e falsa dignidade. Ora, não podemos duvidar que com tal pecado na consciência a pessoa se condena aos eternos suplícios do inferno.
Ninguém pode, tampouco, esperar o perdão de suas calúnias e detrações se antes não der satisfação a quem foi por ele lesado na fama ou consideração, quer em juízo público quer em conversas familiares e reservadas, segundo a grave advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse: “No dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido.” (Mateus 12,36).
Católicos, a calúnia é um pecado gravíssimo, é um pecado contra o Oitavo Mandamento da Lei de Deus.
A calúnia consiste em imputar a outrem defeitos ou pecados que não tem ou não cometeu: "Maledicência e calúnia destroem a reputação e a honra do próximo. Ora, a honra é o testemunho social prestado à dignidade humana. Todos gozam de um direito natural à honra do próprio nome, à sua reputação e ao seu respeito. Dessa forma, a maledicência e a calúnia ferem as virtudes da justiça e da caridade" (Catecismo da Igreja Católica, 2.479).
A maldição da Maledicencia
A inquietação, o desprezo do próximo e o orgulho são inseparáveis do juízo temerário e, entre os muitos efeitos perniciosos que deles se originam, ocupa o primeiro lugar a maledicência, que é a peste das conversas e palestras. Oh! Quisera ter uma daquelas brasas do altar sagrado para purificar os homens de suas iniquidades à imitação do serafim que purificou o profeta Isaías das suas, para que assim pudesse torná-lo digno de pregar a Palavra de Deus.
Certamente, se fosse possível tirar a maledicência do mundo , exterminar-se-ia a maior parte dos pecados.
Quem tira injustamente a boa fama ao seu próximo, além do pecado que comete, está obrigado à restituição inteira e proporcionada à natureza, qualidade e circunstâncias da detração ou fofoca, porque ninguém pode entrar no Céu com os bens alheios e, entre os bens exteriores, a fama e a honra são os mais preciosos e os mais caros. Três vidas diferentes temos nós: a vida espiritual, que a graça divina nos confere; a vida corporal, de que a alma é o princípio; e a vida social, que repousa os seus fundamentos na boa reputação. O pecado nos faz perder a primeira, a morte nos tira a segunda e a maledicência nos leva a terceira.
A maledicência é uma espécie de assassinato e o maldizente torna-se réu de um tríplice homicídio espiritual: o primeiro e o segundo diz respeito a sua alma e à alma da pessoa com quem se fala; e o terceiro com respeito à pessoa de quem se deturpa o bom nome. São Bernardo diz, por isso, que os que cometem a maledicência e os que a escutam tem o demônio no corpo; aqueles na língua e estes no ouvido, e Davi, falando dos maldizentes, diz: Aguçaram a sua língua como a das serpentes, querendo significar que, à semelhança da língua da serpente, que, como observa Aristóteles, tem duas pontas, sendo fendida no meio, também a língua do maldizente fere e envenena o coração daquele com quem está falando e a reputação daquele sobre quem se conversa.
Peço-te encarecidamente que nunca fales mal de ninguém, nem direta nem indiretamente. Guarda-te conscientemente de imputar falsos crimes ao próximo, de descobrir os ocultos, de aumentar os conhecidos, de interpretar mal as boas obras, de negar o bem que sabes que alguém possui na verdade ou de atenuá-lo por tuas palavras; tudo isso ofende muito a Deus, de modo particular o que encerra alguma mentira, contendo então sempre dois pecados: o de mentir e o de prejudicar o próximo.
Aqueles que para maldizer começam elogiando o próximo são ainda mais maliciosos e perigosos. Confirmo, dizem eles, que estimo muito a fulano, que, aliás, é um homem de bem, mas para dizer a verdade na teve razão em fazer isso e aquilo. Aquela moça é muito boa e virtuosa, mas deixou-se enganar. Não está vendo a astúcia? Quem quer disparar um arco puxa-o primeiro para si o quanto pode, mas é só para arremessá-lo com mais força, assim parece que o maldizente primeiro retira uma fofoca que já tinha na língua, mas faz isso somente para que lançando-a depois como uma flecha, com maior malícia, penetre mais profundamente nos corações. [...]
Excerto da obra “Filotéia” de São Francisco de Sales, parte III, cap. XXIX, publicado no boletim paroquial “Voz da Rainha” – Pe. Renato Leite.
“Quem vigia sua boca e sua língua, preserva sua alma de grandes apertos.” (Provérbios 21,23)
“Ponde, Senhor, uma guarda em minha boca, uma sentinela à porta de meus lábios.” (Salmo 140,3)
"O Algodão do silêncio é um dos melhores recursos para asfixiar a maledicência e fazer calar acusações indébitas".
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Como honrar o Coração de Jesus
Os quatro meios de honrar o Sagrado Coração de Jesus.
Escrito pelo Pe. François Zannini.
Extraído do Jornal Stella Maris – Junho 2011 Nº481
Se o Senhor nos revela os cinco espinhos que magoam e ferem intensamente Seu Coração divino, Ele nos dá como bom médico de almas e como Pai indulgente, quatro meios de honrar Seu Coração Misericordioso e tão amável para todo homem arrependido e aberto a Seu Amor e a Sua Palavra de vida.
O primeiro meio de honrar o Coração de Jesus é recebê-lo na Comunhão muitas vezes e se possível, todos os dias ou ao menos, cada domingo, com fé, devoção e amor sincero.
Com efeito, a maior prova de gratidão e amor que posamos dar para Aquele que se doa a nós é recebê-Lo.
Santa Theresa d’Ávila morria por não poder morrer de amor, tanto ela suspirava depois da comunhão: “Não é mais possível, diz o sábio, trazer em si o fogo divino e não ser abrasado nele.”
O coração do cristão é todo palpitante de amor desde que recebe Jesus Hóstia com fé e devoção, pois, Jesus é um centro de ternura e toda alma piedosa e devota do Sagrado Coração deseja participar do banquete divino e se rejubila em poder comungar muitas vezes do Corpo e Sangue de Cristo para permanecer eternamente com Ele.
De toda maneira, quanto mais uma alma comunga Jesus, mais ela deseja se unir a Ele na Comunhão freqüente para viver por Ele e para Ele.
Santa Margarida Maria disse: “Sem o Santo Sacramento eu não poderia viver”
Comungai muitas vezes e tantas vezes quanto possível em estado de graça, a fim de crescer pela Eucaristia em santidade.
“tenho imenso desejo de partilhar a Páscoa convosco. Tomai e comei, isto é Meu Corpo, isto é Meu Sangue.” nos disse Jesus.
Se os cristãos da Igreja primitiva se amavam muito e refletiam uma grande caridade mútua, é porque eles tinham uma grande devoção ao Santo Sacramento e comungavam todos os dias a Eucaristia.
Comungai muitas vezes em reparação pela frieza, a indiferença, todas as negligencias e traições dos homens.
Santa Margarida declarou: “Tenho tão grande desejo da Santa Comunhão que voluntariamente para buscá-La eu caminharia de pés descalços num trajeto em chamas”.
Nada espantoso que com tal amor pela Eucaristia, santa Margarida ouvisse o Senhor lhe confirmar que Ele escolheu sua alma para ser um céu de repouso na terra e seu coração um trono de delícias para Seu divino Amor.
Deus tem necessidade de nutrir o coração humano com Sua Eucaristia.
E a todos aqueles que vêm a Ele em estado de graça, aprendem a crescer na fé, a permanecer na esperança, a partilhar na caridade e a progredir em todas as virtudes.
Feliz aquele que se nutre humildemente do Corpo de Cristo, porque recebe a plenitude da graça eucarística que absolve seus pecados veniais e eleva seu espírito e coração para mais sabedoria e amor.
Assim, o homem unido ao Cristo eucarístico se torna ele mesmo, um outro Cristo que completa pela sua liberdade entregue à vontade de Deus. E encontra nesta união a Deus, a alegria perfeita e o repouso da alma tanto desejada.
O segundo meio de honrar o Coração de Jesus são as visitas freqüentes ao Santo Sacramento. Jesus se faz prisioneiro do tabernáculo para me libertar de mim mesmo e de minha natureza preguiçosa.
Depois da santa Missa e Comunhão nada é mais agradável a Jesus do que nossa visita ao Santo Sacramento.
Ir contemplar e adorar o Corpo o Sangue , a Alma e a Divindade deste Deus Salvador no Sacramento de Seu Amor é a mais bela prova de amor que se possa testemunhar a Jesus Hóstia.
Jesus está lá com Seu Amor e Seu devotamento sem limites por nós.está lá na espera de ser amado, adorado, receber agradecimento e comido pelos cristãos para se tornarem por sua vez cordeiros de Deus, capazes de se imolar para fazer reviver o homem e chamá-lo a modificar sua vida, orientando-a mais para a oração, a meditação evangélica e a caridade fraterna.
Quem ama seus amigos deseja encontrá-los e partilhar com eles momentos intensos de alegria, reflexão e consolo.
Vir a Jesus para encontrá-Lo na Eucaristia é pegar nEle o conforto de Sua Graça oferecida, as luzes do espírito tão desejadas e a paz do coração tão procurada. Numa palavra, a graça do repouso em Jesus Cristo, o único que pode cobrir nossa alma com todo amor da sabedoria que procura.
É diante do Santíssimo Sacramento que o Cura d’Ars vinha buscar sua força de pastor e de confessor.
É diante de Jesus Hóstia que São Francisco Xavier vinha recobrar novas forças para evangelizar, suportar o rigor e preparo do apostolado em terra pagã.
É ainda diante do Santo Sacramento que Padre Pio vinha oferecer sua cruz suas tristezas e sofrimentos de seus estigmas para expiar os pecados dos homens e merecer para eles, graças de conversão, de cura e de discernimento.
A adoração do Coração de Jesus escondido sob os véus do Santo Sacramento foi a grande devoção de todos os santos da Igreja. E nós, cristãos de hoje, sabemos tomar um pouco de tempo para visitar o Santo Sacramento, para nos recolher diante deste Deus de Amor que nos espera para derramar graças em nossos corações e nossos espíritos?
Ou preferimos tardes mundanas , distrações fúteis, visitas entre amigos onde se misturam o vazio, a vaidade, a inveja e o ciúme?
Lembremo-nos humildemente que é sempre ao pé do tabernáculo que encontraremos consolação, esperança e força diante das nossas tentações, nossos desencorajamentos, desgostos e lassidão.
Feliz aquele que passa todo dia um pouco diante do Santíssimo Sacramento para fazer como o camponês de Ars, que dizia: “Eu olho para Ele e Ele olha para mim.”
E descobrir no face a face mútuo, toda a riqueza do filho com seu Pai e do homem com seu Deus.
O homem que sabe contemplar cada dia silenciosamente o Rosto e o Coração do Senhor no Santíssimo Sacramento, retira de sua oração, três verdades reconfortantes: a grandeza da humildade divina, a sabedoria da inteligência divina e o infinito do amor divino que é paciência e misericórdia para todo pecador arrependido e em marcha para sua salvação.
O terceiro meio de honrar o Coração de Jesus é santificar a primeira sexta-feira do mês, festa de Seu Sagrado Coração.
Jesus disse à santa Margarida Maria: “Tu comungarás todas as primeiras sextas-feiras do mês para honrar Meu Coração ultrajado.”
Margarida Maria permaneceu fiel a esta recomendação do Senhor e recebeu graças abundantes. Naquele dia, o Senhor dilatou Seu Coração e abriu mais ainda para espalhar sobre os homens rios de bênçãos e de graças.
Felizes as almas fervorosas que sabem nesse dia se aproximar deste coração adorável que tanto amou os homens e se unir a Ele na Eucaristia. Adorá-lo um momento no Sacramento de Seu Amor e aquecer neste ardente fogo de amor, o fogo de sua devoção, de seu zelo apostólico e seu ardor pela santidade.
Estes cristãos escolhem nesse dia, entrar neles mesmos e examinar diante de Deus como passaram o mês e tomar a resolução de fazer melhor para se santificar e agradar ao Senhor no presente e no futuro.
Nas comunidades religiosas, nos mosteiros, nas paróquias, o Santíssimo Sacramento é exposto nesse dia e termina com uma bênção do Santíssimo.
Milagres de proteção, de cura e de conversão acontecem nesse dia, atestando que a primeira sexta-feira do mês é um dia de festa privilegiada onde se pode pedir tudo e obter tudo do Coração Misericordioso de Jesus.
Nós sabemos como cristãos que a primeira sexta-feira do mês é o dia escolhido por Cristo para nos dar Suas graças em abundancia.
Saibamos fazer um dia de recolhimento, de adoração e de ação de graças.
Desde pela manhã, façamos nossa oração sobre as riquezas do Coração de Jesus e peçamos para abrir nosso espírito a Sua Sabedoria, para bem servi-Lo durante esse dia.
Vamos comungá-Lo na Eucaristia com todo o fervor possível, oferecendo a Jesus (para suprir nossa insuficiência) os méritos da Santa Virgem e de todos os santos que souberam amá-Lo na terra e daqueles que sabem preferi-Lo a tudo o que existe neste mundo.
Aproveitemos este dia para purificar nossa alma e fazer uma boa confissão para avançar na verdade, na virtude e na caridade do Senhor.
E aproveitemos a nossa adoração diante do Santíssimo Sacramento, para nos consagrar ao Sagrado Coração, nós e nossa família, atraindo sobre nós e nossos próximos, as bênçãos e as graças das quais temos necessidade para Lhe ser fiel na fé e na caridade.
Quantos cristãos tíbios se tornaram fervorosos pela devoção ao Sagrado Coração!
Quantos lares infelizes, divididos encontraram a alegria e a paz da união por uma devoção comum ao Sagrado Coração!
Quantas comunidades religiosas, grupos de ação social ou caritativa encontraram mais coesão fraterna e coragem apostólica, rezando ao Sagrado Coração de Jesus.
Todos aqueles que souberam guardar esta devoção ao Sagrado Coração e vivê-la intensamente no dia da primeira sexta-feira do mês, durante toda sua vida, receberam muitas graças para dominar o espírito mundano e nunca afundar nos vícios e males que poderiam matar o corpo e a alma.
Então, agradeçamos a Jesus que nos convida através de santa Margarida Maria, a venerar Seu Sagrado Coração e respondamos com alegria e entusiasmo Seu apelo para aliviar de todas as aflições os homens descrentes, indiferentes e hostis a Seu Amor.
Receberemos largamente as graças das quais temos necessidade para sermos fiéis a Sua vontade de Amor.
O quarto meio de honrar o Coração de Jesus é venerar Suas imagens.
E a imagem de Seu Coração de carne coroado de espinhos com uma cruz em cima, foi para Ele, o meio de mostrar aos homens de todos os tempos, quanto Ele os amou sobre a terra, a ponto de morrer pela sua salvação e quanto continua a amá-los na esperança de sua conversão e reconhecimento de Seu Amor infinito pelo gênero humano.
Ele prometeu à santa Margarida Maria que espalharia com abundância sobre aqueles que O honrassem, os tesouros de graças das quais Seu Coração está repleto e que em toda parte, onde Sua imagem é exposta para ser ali muitas vezes honrada, atrairia todas as graças e bênçãos.
Santa Margarida Maria tomou cuidado em fazer gravar esta imagem do Sagrado Coração e espalhar.
Ela queria que todos a conhecessem. Todos os pecadores para convertê-los. Todos os justos para inflamar ainda mais seu amor a Deus e ao próximo.
Santa Margarida Maria amava tanto o Coração divino que molhou uma destas imagens no seu sangue e compôs uma oração e consagração notável, na qual ela se consagrava a Jesus sem reserva e sem partilha.
Confortados pela promessa de Jesus os cristãos devotos do Sagrado Coração de Jesus gostam de venerar esta santa imagem e espalhá-la ao redor deles.
A vista desta imagem os consola e encoraja. Se a sombra dos apóstolos curava os doentes, é preciso se espantar que a imagem do Sagrado Coração de Jesus seja tão poderosa para curar os males da alma e do corpo?
Santa Theresa d’Avila queria encontrar o divino Coração de Jesus por toda parte onde olhava e dizia: “Se as pessoas amassem Nosso Senhor, elas se rejubilariam em ver Seu retrato, como no mundo somos felizes com as fotografias de entes queridos.”
Se nós amamos o divino Coração de Jesus, vamos espalhar Sua imagem santa e rezemos para que toque o coração dos homens, desde os mais endurecidos até os mais exigentes. Desde os mais ricos até os mais pobres. Desde os mais tíbios até os mais indiferentes.
Que cada um aprenda a conhecer os tesouros do Coração de Deus e buscar nele, as graças infinitas que contém e que Ele deseja tanto espalhar no coração humano tão só, tão abandonado, tão ferido pelo mal e tão ignorante de todo o bem que poderia dali retirar, se soubesse confiar no Coração tão amável de Jesus.
Saibamos rezar, oferecer nossas tristezas, nossas eucaristias pela conversão dos pecadores e dos pagãos a fim de que um dia, eles sejam tocados pela graça da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e recebam desta devoção, as graças e as bênçãos sem limites, que os conduzirão a uma verdadeira conversão e a um amor profundo do Senhor.
Também para animar a coragem, a fé e a caridade dos justos, a fim de que munidos deste amor do Sagrado Coração eles saibam retirar dEle, a força de imitá-Lo, para amar como Ele até a morte e dar aos homens o sentido da Vida eterna.
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